terça-feira, 30 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

Vacinas contra gripe H1N1 começam a ser aplicadas


Começa nesta segunda-feira (22), e vai até 2 de abril, as vacinas para a gripe H1N1 do primeiro grupo de risco.

Começa nesta segunda-feira (22), e vai até 2 de abril, a segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe H1N1. Nesta estapa, devem receber a dose o primeiro grupo de risco, formado por grávidas, doentes crônicos, como portadores de diabetes e insuficiência renal, e crianças de seis meses a dois anos.

“A vacina é importante, principalmente para esses que são do grupo de risco. As grávidas que tiverem com medo, podem fazer tranquilas que não tem problema, nem para ela, nem para a criança. As que engravidarem depois desse período podem procurar os postos de saúde da prefeitura do Recife”, falou a gerente do Programa de Imunização, Elizabete Azoubel.

De 5 a 23 de abril é a vez da população entre 20 e 29 anos. De 24 de abril a 7 de maio, serão vacinados os idosos com doenças crônicas. Os que não têm doenças crônicas tomam somente a vacina contra a gripe comum. E de 10 a 21 de maio, o último grupo: adultos de 30 a 39 anos. Em Pernambuco, a expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 4 milhões 259 mil pessoas.


Dia da Água: sem motivos para festas

Não há motivos para festas neste 22 de março, Dia Internacional da Água. Apesar de toda a demagogia em torno do assunto, o mundo continua sem políticas globais para a racionalização do uso da água e as iniciativas existentes nesse sentido são pontuais e, em geral, temporárias. “Até quando vamos deixar as campanhas de uso racional da água nas mãos das concessionárias? O negócio delas é vender água” destaca Paulo Costa , consultor e especialista no tema.

Infelizmente, as medidas visando à racionalização do consumo da água em nosso país são efêmeras e, portanto, eficazes apenas enquanto duram, em geral períodos relacionados a grandes secas, que exigem ação emergencial por parte das autoridades.

Assim, a sociedade não desenvolve políticas permanentes de racionalização. É preciso lembrar que, das águas da Terra, apenas 2,5% são doces e, destas, mais de dois terços estão inacessíveis para consumo humano. O Brasil detém cerca de 12% da água doce disponível no mundo, mas mais da metade (54%) desse total localiza-se na Amazônia e na bacia do rio Tocantins, onde está a menor população por quilômetro quadrado do país.

Essa situação faz com que metrópoles dos estados do Sul/Sudeste e Nordeste brasileiros sejam obrigadas a buscar água em mananciais cada vez mais distantes, devido à poluição das águas por dejetos humanos e industriais e ao assoreamento de rios, lagos e represas, a um custo que aumenta exponencialmente e com danos ao meio ambiente. Cada nova represa e reservatório de água provoca desmatamento e, assim, contribui para diminuir o ciclo das chuvas e a quantidade de água doce disponível nessas regiões.

Faltará água

As principais regiões metropolitanas do país já sofrem problemas de falta de água.O Rio de Janeiro passa pela maior seca dos últimos 20 anos. Em São Paulo, o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato Yashimoto, afirmou em novembro do ano passado, em evento na capítal, que a Região Metropolitana de São Paulo corre o risco de reiniciar o rodízio de fornecimento de água se não for ampliada a capacidade de produção. “Temos que tratar a água com seriedade; não é mais possível seguir construindo reservatórios e desmatando matas nativas; é preciso se antecipar ao problema e um programa de uso racional da água é mais duradouro do que campanhas publicitárias ou programas eventuais” diz Costa.

Lição de casa

Para o consultor, as prefeituras e os governos estaduais e federal deveriam dar o exemplo. “Se os prédios públicos, as escolas, hospitais adotassem medidas racionalizadoras, seria - além de um belo exemplo para a sociedade- uma economia gigantesca no gasto da água”, diz Costa.

Além disso, explica o consultor, com o dinheiro economizado, essas autarquias poderiam investir em campanhas de conscientização através de ações educativas junto à comunidade, em escolas, associações de bairro, órgãos públicos, entre outros, esclarecendo sobre as maneiras de evitar o desperdício, as formas de economizar e as fontes alternativas para a captação de água, bem como a diferenciação dos usos da mesma, ou seja: para algumas atividades não há necessidade de utilização de água tratada.

As ações deveriam começar nas escolas, fazendo parte talvez da disciplina de geografia, e se estender a todas as organizações da comunidade, como associações de moradores, condomínios e os meios de comunicação locais, entre outros, preconiza o consultor.

Medidores individuais

Outra forma é a criação de uma lei que obrigue as novos edifícios a instalarem medidores individualizados. Na maior parte dos condomínios brasileiros a cobrança da conta de água é feita em conjunto, e não condômino por condômino.

Isso significa que o custo é rateado por todos os moradores, e aqueles que gastam menos acabam pagando o mesmo que aqueles que gastam mais. “Sabemos que o brasileiro gasta , em média, cinco vezes mais água do que o volume indicado como suficiente pela Organização Mundial da Saúde, que recomenda o consumo diário de 40 litros diários por pessoa, enquanto que no Brasil são consumidos 200 litros dia/pessoa, somente com a medição individualizada é que as pessoas mudarão seus hábitos. Alguns exemplos bem-sucedidos também podem ser copiados. Veja os exemplos:

México - Em 1991, o governo mexicano criou o " reposition cost", substituindo três milhões e meio de válvulas por vasos sanitários com caixa acoplada, de 6 litros de descarga, obtendo uma redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo." Reposition cost" era o preço que cada proprietário de edificação, dos mais variados usos, havia pago pala reposição das bacias, trocadas em locais autorizados para tanto, e que era devolvida pelo governo.

Nova York - Conseguiu instalar mais de um milhão de bacias sanitárias economizadoras, entre 1994 e 1996. A prefeitura reembolsava as despesas dos moradores e empresários locais com a troca de bacias. A iniciativa poupou 216 milhões de litros de água por dia e o investimento se pagou em quatro meses.

Los Angeles - O governo da Califórnia ofereceu redução de impostos para toda a troca de bacias com consumo superior a 6 litros. Também utilizou uma intensiva campanha publicitária nos meios de comunicação, mostrando as vantagens e a economia provenientes da troca de bacias.

Japão - Lá foram mudadas as regras da construção civil e os condomínios, hotéis e hospitais passaram a ser construídos com sistemas particulares de reaproveitamento de águas servidas. Nos mesmos, a água sai pelo ralo do box ou da banheira, segue por canos independentes até um pequeno reservatório que abastece os vasos sanitários da edificação. Só então vira esgoto que, em algumas cidades é tratado e reutilizado em processos industriais.

Qualidade da água

Dados provam que 70% do planeta é constituído de água, sendo que somente 3% são água doce e, desse total, 98% está embaixo da terra. O que quer dizer que a maior parte da água própria para consumo é mínima perto da quantidade total de água da Terra.

A Semana da Água promovida pelo Ibama/PI traz esta reflexão: água em quantidade e qualidade para a vida. Água é fonte de vida. Não importa quem somos, o que fazemos, onde vivemos. Nós dependemos dela para viver. No entanto, por maior que seja a importância da água, as pessoas continuam poluindo e desperdiçando a água de rios e nascentes, esquecendo o quanto ela é essencial para nossas vidas.

O foco principal das ações sócio-educativas é chamar a atenção de toda a sociedade, de forma especial, aos gestores públicos e formadores de opinião para a necessidade de mudança de postura frente aos desafios ambientais que apontam para cenários catastróficos para o nosso meio ambiente, num futuro breve, inclusive em relação aos recursos hídricos, bastante degradados em todo o mundo.

Cerca de 1/3 da população mundial vai experimentar os efeitos da escassez de água nos próximos 25 anos, segundo o estudo divulgado pelo Instituto de Gerenciamento da Água, um centro de pesquisas do Grupo Consultivo em Pesquisa Internacional da Agricultura. O estudo, o primeiro a analisar o ciclo completo de uso e reuso da água, apontou para o desaparecimento de mananciais de água como poços, lagos e rios.

Dez dicas para economizar água


  • 1. Banho rápido
    Se você demora no banho, você gasta de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos rápidos (de no máximo 15 minutos) economizam água e energia.

  • 2. Escovando os dentes
    Se a torneira ficar aberta enquanto você escova os dentes, você gasta você gasta até 25 litros de água. Então, o melhor é primeiro escovar e depois abrir a torneira.

  • 3. Torneira fechada
    Torneira aberta é igual a desperdício. Com a torneira aberta, você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.

  • 4. Descarga
    Uma descarga chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto! Então, aperte a descarga apenas o tempo necessário.

  • 5. Lavando louça
    Ao lavar louças, não deixe a torneira aberta o tempo todo (assim você desperdiça até 105 litros). Primeiro passe a esponja e ensaboe e depois enxágüe tudo de uma só vez.

  • 6. Lavando o carro
    Lavar o carro com uma mangueira gasta até 560 litros de água em 30 minutos. Quando precisar lavar o carro, use um balde!

  • 7. Mangueira, vassoura e balde
    Ao lavar a calçada não utilize a mangueira como se fosse vassoura. Utilize uma vassoura de verdade e depois jogue um balde d’água (assim você economiza até 250 litros de água).

  • 8. Jardim
    Regando plantas você gasta cerca de 186 litros de água limpa em 30 minutos. Para economizar, guarde a água da chuva e regue sempre de manhã cedo, evitando que a água evapore com o calor do dia.

  • 9. Aquário
    Quando for limpar o aquário, aproveite a água para regar as plantas. Esta água está enriquecida com nitrogênio e fósforo, o que faz muito bem para as plantas.

  • 10. Pressão política
    Não adianta só economizar: é preciso brigar por políticas que cuidem dos rios e lagos e garantam água potável para todos.
  • Água - Consciência e preservação

    Hoje, metade da população mundial (mais de 3 bilhões de pessoas) enfrenta problemas de abastecimento de água. Muitas fontes de água doce estão poluídas ou, simplesmente, secaram. Você sabia que 97% da água existente no planeta Terra é salgada (mares e oceanos), 2% formam geleiras inacessíveis e, apenas, 1% é água doce, armazenada em lençóis subterrâneos, rios e lagos?

    Pois, bem, temos apenas 1% de água, distribuída desigualmente pela Terra para atender a mais de 6 bilhões de pessoas (população mundial). Esse pouquinho de água que nos resta está ameaçado. Isso porque, somente agora estamos nos dando conta dos riscos que representam os esgotos, o lixo, os resíduos de agrotóxicos e industriais.

    Cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade nesse conjunto de coisas. Mas, como não podemos resolver tudo de uma só vez, que tal começarmos a dar a nossa contribuição no dia-a-dia? Você sabe quantos litros de água uma pessoa consome, em média, por dia? Não? São cerca de 250 litros (isto mesmo, 250 litros ou mais): banho, cuidados de higiene, comida, lavagem de louça e roupas, limpeza da casa, plantas e, claro, a água que se bebe.

    Dá para viver sem água? Não dá. Então, a saída é fazer um uso racional deste recurso precioso. A água deve ser usada com responsabilidade e parcimônia. Para nós, consumidores, também significa mais dinheiro no bolso. A conta de água no final do mês será menor. O mais importante, no entanto, é termos a consciência de que estamos contribuindo, efetivamente, para reduzir os riscos de matarmos a nossa fonte de vida: a água.

    quinta-feira, 18 de março de 2010

    Cabrita leiteira

    Uma curiosidade chama a atenção numa propriedade no agreste de Pernambuco. Uma cabritinha com pouco mais de duas semanas está dando leite.




    O animal desperta a curiosidade das pessoas. Não se trata dos famosos cavalos mangalarga marchador nem do simpático casal de bois anões.



    A estrela da propriedade se chama Futura, a pequena cabrita da raça sani de quatro quilos que nasceu há 17 dias. O tratamento é diferenciado, com direito até a massagem com compressa quente. O cuidado tem um motivo especial. A cabrita surpreendeu todos quando, de repente, começou a produzir leite. Ela tinha apenas 12 dias.



    O dono do haras Carlos Eduardo Valença disse que todo mundo ficou assustado. “O funcionário se referiu à cabra, que estava saindo um pouco de secreção. Como todo dia vem um veterinário, eu falei que estava acontecendo uma coisa diferente. Contei que estava saindo uma secreção e que a cabra estava doente. Quando o veterinário apertou, o leite saiu na cara dele. Então, ele ficou abestalhado, como eu”, disse.



    A pequena futura se transformou em atração turística. Todos queriam ver de perto a cabritinha leiteira. “Quando a notícia começou a se espalhar veio mulher, veio menina, veio gente de fora. Quando se espalhou, todo mundo quer vir olhar”, contou o adestrador Roberto José de Carvalho.



    Surpreso também ficou o veterinário do haras. Ele explicou que normalmente a fase de lactação só chega depois de um certo tempo. “Geralmente, acontece quando o animal atinge 60% do peso adulto. Isso está em torno de oito a 12 meses, dependendo da idade”, falou o veterinário José Constantino.



    De acordo com o veterinário, a secreção tem todas as características de leite, como cor, textura e sabor.



    Segundo o consultor veterinário do Globo Rural, Enrico Ortolani, esse tipo de caso é muito raro. Ele sugere ao criador que não estimule o crescimento da glândula mamária da cabritinha.



    É melhor parar de ordenhá-la para evitar uma inflamação no órgão. Se ela não for manipulada, a tendência é que pare de produzir leite. Assim, o animal pode retomar o desenvolvimento normal.