Muitas espécies estão ameaçadas, mas ainda dá tempo de reverter a situação e plantar novas.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), há diferentes estados de conservação para considerar uma espécie ameaçada de extinção: vulnerável, rara e em perigo. Árvores como pau-brasil, jequitibá, sapucaia, mogno, jatobá, jacarandá, imbuia, araucária, entre outros, estão nessa lista, dentro de uma das três classificações.
A primeira iniciativa para quem quer contribuir na preservação dessas espécies é não comprar móveis feitos de madeira extraída dessas árvores. “Nas lojas, é preciso pedir a certificação da madeira para o vendedor. Ele é obrigado a fornecer. Se não tiver, não compre, pois não é possível saber a origem, que provavelmente é de desmatamento”, explica a bióloga Sabrina Pulido Carmona, do Parque Escola Santo André, na região do ABC de São Paulo.
Quem tiver espaço no quintal de casa ou uma área na escola pode, sim, plantar uma árvore. “A maioria das prefeituras tem condições de fornecer uma muda. Só é preciso ter paciência, pois essa planta jovem, apesar de já alcançar até uns três metros de altura, tem o tronco fino e demora de oito a dez anos para se desenvolver”, diz a especialista.
É importante se informar sobre a melhor árvore a plantar em casa ou na calçada, não só por conta da fiação de rua, como também porque as espécies exóticas ao local podem ser prejudiciais. “Uma espécie que não seja local interfere em todo o ecossistema, no solo e na alimentação dos animais, por isso é melhor evitar esse tipo de plantio”, afirma Sabrina.
Todos os anos, no dia 21 de setembro, quando se comemora o Dia da Árvore, acontecem ações em todo o país para promover o plantio. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente lançou a “Campanha 7 bilhões de árvores”, iniciativa mundial para que pessoas, iniciativa privada, governos e organizações não-governamentais (ONGs) plantem árvores e forneça os dados a fim de que a contagem seja feita. Há também ONGs que aceitam doações em dinheiro para plantio, bem como sites que, de acordo com o número de cliques dos visitantes, recebem verba de empresas.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
COMO FUNCIONA A QUIMIOTERAPIA?
Fazer uma quimioterapia significa usar remédios chamados quimioterápicos no tratamento de doenças, principalmente o câncer. Dezenas de medicamentos fazem parte dessa categoria e um mesmo paciente recebe uma combinação de vários deles para atingir o efeito desejado. Dependendo do tipo de tumor, a terapia sozinha já consegue acabar com a doença.
O que chamamos de câncer é um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, que invadem o corpo e, quando se acumulam, formam tumores. Essas células cancerígenas se dividem em grande velocidade. E os quimioterápicos são drogas especializadas em destruir exatamente as células que se desenvolvem rapidamente. Assim, elas conseguem matar parte das células cancerígenas e impedir que o tumor continue crescendo. O problema é que, com o tratamento, também vêm os efeitos colaterais. “Além das células do câncer, o quimioterápico também age sobre outras células de divisão rápida, que estão sempre se renovando. É o caso do cabelo, da pele, da unha, das mucosas e da medula”, explica Lied Pereira, responsável pelo setor de oncologia do Hospital das Clínicas da UNESP de Botucatu (SP).
Dessa forma, o medicamento também causa a perda de cabelo, a mudança da cor das unhas e da pele e feridas nas mucosas. Mas o efeito colateral mais grave acontece quando a droga age sobre a medula. Como esse órgão é responsável pela produção de novas células sanguíneas, as plaquetas, os glóbulos vermelhos e brancos também acabam sendo afetados. “Por isso, o paciente pode ter anemias intensas, sangramentos e um déficit na imunidade. Essa imunossupressão pode fazer com que qualquer infecção se torne grave e até leve à morte”, conta a médica. Lied Pereira também diz que a maioria dos pacientes sofre com os efeitos secundários do tratamento, mas normalmente eles não são muito intensos e vale a pena continuar com a quimioterapia. Lied Pereira também diz que a maioria dos pacientes sofre com os efeitos secundários do tratamento, “mas com um bom acompanhamento médico eles podem ser superados sem maiores problemas. Os efeitos colaterais dependem de cada paciente e podem se tornar amenos com o tempo”.
O que chamamos de câncer é um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, que invadem o corpo e, quando se acumulam, formam tumores. Essas células cancerígenas se dividem em grande velocidade. E os quimioterápicos são drogas especializadas em destruir exatamente as células que se desenvolvem rapidamente. Assim, elas conseguem matar parte das células cancerígenas e impedir que o tumor continue crescendo. O problema é que, com o tratamento, também vêm os efeitos colaterais. “Além das células do câncer, o quimioterápico também age sobre outras células de divisão rápida, que estão sempre se renovando. É o caso do cabelo, da pele, da unha, das mucosas e da medula”, explica Lied Pereira, responsável pelo setor de oncologia do Hospital das Clínicas da UNESP de Botucatu (SP).
Dessa forma, o medicamento também causa a perda de cabelo, a mudança da cor das unhas e da pele e feridas nas mucosas. Mas o efeito colateral mais grave acontece quando a droga age sobre a medula. Como esse órgão é responsável pela produção de novas células sanguíneas, as plaquetas, os glóbulos vermelhos e brancos também acabam sendo afetados. “Por isso, o paciente pode ter anemias intensas, sangramentos e um déficit na imunidade. Essa imunossupressão pode fazer com que qualquer infecção se torne grave e até leve à morte”, conta a médica. Lied Pereira também diz que a maioria dos pacientes sofre com os efeitos secundários do tratamento, mas normalmente eles não são muito intensos e vale a pena continuar com a quimioterapia. Lied Pereira também diz que a maioria dos pacientes sofre com os efeitos secundários do tratamento, “mas com um bom acompanhamento médico eles podem ser superados sem maiores problemas. Os efeitos colaterais dependem de cada paciente e podem se tornar amenos com o tempo”.
COMO FUNCIONA A ENERGIA SOLAR?
O uso do Sol para produção de energia está cada vez mais presente nas discussões ambientais que tratam da utilização de fontes renováveis e não-poluentes como matrizes energéticas. Porém, o alto custo de fabricação e instalação ainda impede que a energia solar seja amplamente usada no planeta. Mesmo assim, nos últimos anos ela vem apresentando um crescimento significativo – na última década, sua produção aumentou em 40%. “Isso vem acontecendo graças a programas de incentivo em países como Alemanha, Japão e Espanha para ampliar a geração de eletricidade com fontes renováveis, visando reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa”, explica o professor Roberto Zilles, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (IEE-USP). “No Brasil, também já foram formulados e implementados importantes projetos de difusão dessa tecnologia durante a última década, ao mesmo tempo em que se consolidaram grupos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico”, completa.
A geração de energia a partir da luz solar está diretamente ligada ao que se chama de “efeito fotovoltaico”, observado pela primeira vez em 1893 pelo físico francês Alexandre-Edmond Becquerel. “Esse efeito consiste essencialmente na conversão de energia luminosa incidente sobre materiais semicondutores, convenientemente tratados, em eletricidade”, esclarece o professor. É com base nele que se produzem os painéis solares, formados por células fotovoltaicas, que são dispositivos semicondutores com essa propriedade de captar a luz do Sol e transformá-la em energia, gerando uma corrente elétrica capaz de circular em um circuito externo. “No início, esse sistema era utilizado somente na geração de energia para satélites”, conta Roberto Zilles. “Mas as tecnologias de produção evoluíram a tal ponto que tornou viável seu uso em aplicações terrestres, para fornecimento de energia elétrica em residências isoladas da rede convencional de distribuição”. O professor diz que esses sistemas isolados eram inicialmente autônomos, ou seja, não estavam ligados às redes de fornecimento de energia elétrica. “Por isso, eles necessitam quase sempre de um meio para armazenar a energia gerada, como um acumulador eletroquímico, para suprir a demanda quando a geração solar for baixa ou à noite, quando não há incidência de luz solar”, diz. Mais recentemente, no entanto, eles vêm sendo utilizados de forma interligada, de modo que a energia gerada pelos painéis solares são entregues diretamente à rede elétrica, não necessitando mais desses acumuladores.
Hoje em dia, nas residências comuns, a energia solar é utilizada principalmente para o aquecimento da água. Além de não poluir o meio ambiente, a fonte pode poupar um bom dinheiro na conta de eletricidade, representando uma economia de até 80%.
COMBATE A POLUIÇÃO
NOTÍCIAS DO ÓLEO DERRAMADO
Acidentes com derramamento de óleo, infelizmente, são comuns no mundo inteiro. No Brasil o desastre ocorrido em janeiro, que despejou um milhão e trezentos mil litros de óleo na baía de Guanabara, foi o maior de nossa história. Mas como isso foi acontecer? A causa foi a rachadura em duto (um tipo de tubo) que transporta o óleo da refinaria de petróleo de Duque de Caxias (município do RJ) até a ilha d’Água, onde se localizam os principais tanques de abastecimento de petróleo da Petrobrás.
Os técnicos da Petrobrás acreditam que a rachadura foi provocada pela variação da temperatura do óleo. Isso porque, para ser transportado, o óleo precisa ser aquecido a uma temperatura de 80ºC. Assim, ele fica mais leve para passar pelo duto. O problema é que, se o óleo esfria, provoca um fenômeno chamado expansão e contração térmica dos dutos. Esse fenômeno desgasta a tubulação por onde o óleo passa, uma vez que altera as medidas dos canos, causando rachaduras.
Foi isso que aconteceu. A tubulação rachou e o óleo vazou durante quatro horas, espalhando-se pelas regiões de Mauá, São Gonçalo, ilha do Governador, Ramos, Paquetá e ilhas vizinhas. Grande quantidade desse poluente chegou aos manguezais. O principal prejudicado foi o mangue de Guapimirim, um dos mais importantes reservatórios ecológicos da baía da Guanabara. Lá muitos caranguejos morreram, aves foram contaminadas pela sujeira e árvores perderam as folhas, por causa da poluição provocada pelo óleo.
As grandes vítimas da poluição nos mangues são os caranguejos, No entanto, a ameaça do óleo à vida desses animais ainda divide opiniões.
O ambientalista Mário Moscatelli afirma que, com o vazamento, esses animais foram exterminados e que muitos eram fêmeas em fase de reprodução. Já a engenheira Neusa Vital, do setor de Meio Ambiente e Biotecnologia do Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), diz que a empresa reconhece os danos que o óleo causou ao mangue, porém acredita que ele posa ser rapidamente recolonizado por outros caranguejos, pois só uma área ficou suja de óleo. Para Moscatelli, a volta dos caranguejos não será simples assim: “Agora, os que viviam em áreas a salvo da poluição estão migrando para as partes poluídas e se contaminando com o óleo”, afirma.
As aves que habitavam a baía, como os biguás, também sofreram muito com o vazamento. Parte das que tiveram o corpo todo recoberto pelo óleo não resistiu. Outras, no entanto, conseguiram se salvar graças a um mutirão que reuniu a Petrobrás, a comunidade e os ambientalistas, para levá-las e soltá-las em áreas livres de poluição.
OPERAÇÃO LIMPEZA
Não só os seres vivos foram atingidos pelo óleo derramado. As praias e as formações rochosas ao longo da baía também se contaminaram.
Impregnados com óleo, as rochas do litoral foram lavadas com jatos muito fortes de água quente, que conseguem desmanchar a sujeira.
Nas praias, a solução foi retirar a areia contaminada e contar com a ajuda de especialistas internacionais com mais experiência em acidentes desse tipo para conter o espalhamento do óleo na água. Para isso, foram usadas malhas absorventes que agem como filtro, chupando a sujeira e impedindo que o óleo vá para outras partes da baía.
A FORÇA DE QUEM VIVE NO MAR
Com o óleo derramado, muitos pescadores e caranguejeiros perderam seu trabalho. Afinal, quem vai querer comprar peixe poluído? E como catar caranguejo, se ele não existe mais?
A solução encontrada pela Petrobrás para ressarcir essas pessoas pela perda de seus empregos foi cadastrá-las para trabalhar na limpeza das praias e pagá-las por isso. Assim, conseguiu-se encontrar uma atividade para aqueles que ficariam parados e ainda agilizar a recuperação do meio ambiente.
Mas, em certos locais, o ideal é deixar a natureza agir por si. Segundo a engenheira do Cenpes, a melhor maneira de ajudar o mangue a se recuperar é não interferir no processo natural de decomposição do óleo. “Se as pessoas forem para o mangue para fazer a limpeza, só vão piorar a situação, porque o terreno desse ecossistema é muito lamoso, e se for pisoteado, pode absorver com facilidade o óleo. Assim, se o óleo ficar coberto por outras camadas de lama, não vai ser degradado pelas bactérias, que já fazem esse trabalho naturalmente”, explica.
TRABALHO E COMPROMISSO
Os ambientalistas acreditam que o tempo necessário para que toda a área atingida se recupere seja de três a dez anos. Tudo vai depender da continuidade do trabalho que a empresa responsável pelo acidente iniciou e da fiscalização que cabe aos órgãos ambientais do governo, como a Feema, o IBAMA e as secretarias de Meio Ambiente. Embora já se tenha um prazo estimado para a recuperação, Moscatelli conta que ainda há um grupo de cientistas para avaliar a extensão do dano causado ao meio ambiente. Enquanto analisam se a técnica da Petrobrás para recuperar o mangue é mesmo a melhor, o grupo está limpando a área do manguezal que não foi atingida pelo óleo, mas que está contaminada por outras fontes de poluição como esgoto e lixo. Com isso, eles pretendem compensar o meio ambiente, lhe devolvendo pelo menos uma parte do mangue limpo. Com relação à presença de óleo no fundo do mar, as opiniões também são diferentes. Para o ambientalista Mário, ainda não é possível saber se o fundo do mar foi atingido pelo óleo. O que se sabe é que a pesca- antes proibida por causa do risco de contaminar o homem- já foi liberada pelos órgãos do governo. Para Neusa, engenheira do Cenpes, já é possível afirmar que o fundo do mar não foi prejudicado. Segundo ela, para chegar a essa conclusão, a Petrobrás utilizou a tecnologia do navio Astrogaroupa, um grande laboratório oceanográfico, que recolheu amostras de água e de sedimentos do fundo da baía.
Hoje, a lição que se tira de um acidente como esse é que um problema pode ter conseqüências não tão fáceis de se perceber. O óleo, que parecia ter contaminado só a água, atingiu peixes, caranguejos, aves, árvores, pedras, praias e pessoas. A Petrobrás garante que está trabalhando para que evitem as falhas que podem provocar outros desastres. Além disso, se compromete a ajudar o governo a tratar da Baía de Guanabara, que tem suas águas poluídas por tudo quanto é tipo de sujeira, mas que ainda é um dos principais cartões- postais do Brasil.
a) De que esse texto trata?
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b) O que informa a respeito desse assunto?
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Acidentes com derramamento de óleo, infelizmente, são comuns no mundo inteiro. No Brasil o desastre ocorrido em janeiro, que despejou um milhão e trezentos mil litros de óleo na baía de Guanabara, foi o maior de nossa história. Mas como isso foi acontecer? A causa foi a rachadura em duto (um tipo de tubo) que transporta o óleo da refinaria de petróleo de Duque de Caxias (município do RJ) até a ilha d’Água, onde se localizam os principais tanques de abastecimento de petróleo da Petrobrás.
Os técnicos da Petrobrás acreditam que a rachadura foi provocada pela variação da temperatura do óleo. Isso porque, para ser transportado, o óleo precisa ser aquecido a uma temperatura de 80ºC. Assim, ele fica mais leve para passar pelo duto. O problema é que, se o óleo esfria, provoca um fenômeno chamado expansão e contração térmica dos dutos. Esse fenômeno desgasta a tubulação por onde o óleo passa, uma vez que altera as medidas dos canos, causando rachaduras.
Foi isso que aconteceu. A tubulação rachou e o óleo vazou durante quatro horas, espalhando-se pelas regiões de Mauá, São Gonçalo, ilha do Governador, Ramos, Paquetá e ilhas vizinhas. Grande quantidade desse poluente chegou aos manguezais. O principal prejudicado foi o mangue de Guapimirim, um dos mais importantes reservatórios ecológicos da baía da Guanabara. Lá muitos caranguejos morreram, aves foram contaminadas pela sujeira e árvores perderam as folhas, por causa da poluição provocada pelo óleo.
As grandes vítimas da poluição nos mangues são os caranguejos, No entanto, a ameaça do óleo à vida desses animais ainda divide opiniões.
O ambientalista Mário Moscatelli afirma que, com o vazamento, esses animais foram exterminados e que muitos eram fêmeas em fase de reprodução. Já a engenheira Neusa Vital, do setor de Meio Ambiente e Biotecnologia do Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), diz que a empresa reconhece os danos que o óleo causou ao mangue, porém acredita que ele posa ser rapidamente recolonizado por outros caranguejos, pois só uma área ficou suja de óleo. Para Moscatelli, a volta dos caranguejos não será simples assim: “Agora, os que viviam em áreas a salvo da poluição estão migrando para as partes poluídas e se contaminando com o óleo”, afirma.
As aves que habitavam a baía, como os biguás, também sofreram muito com o vazamento. Parte das que tiveram o corpo todo recoberto pelo óleo não resistiu. Outras, no entanto, conseguiram se salvar graças a um mutirão que reuniu a Petrobrás, a comunidade e os ambientalistas, para levá-las e soltá-las em áreas livres de poluição.
OPERAÇÃO LIMPEZA
Não só os seres vivos foram atingidos pelo óleo derramado. As praias e as formações rochosas ao longo da baía também se contaminaram.
Impregnados com óleo, as rochas do litoral foram lavadas com jatos muito fortes de água quente, que conseguem desmanchar a sujeira.
Nas praias, a solução foi retirar a areia contaminada e contar com a ajuda de especialistas internacionais com mais experiência em acidentes desse tipo para conter o espalhamento do óleo na água. Para isso, foram usadas malhas absorventes que agem como filtro, chupando a sujeira e impedindo que o óleo vá para outras partes da baía.
A FORÇA DE QUEM VIVE NO MAR
Com o óleo derramado, muitos pescadores e caranguejeiros perderam seu trabalho. Afinal, quem vai querer comprar peixe poluído? E como catar caranguejo, se ele não existe mais?
A solução encontrada pela Petrobrás para ressarcir essas pessoas pela perda de seus empregos foi cadastrá-las para trabalhar na limpeza das praias e pagá-las por isso. Assim, conseguiu-se encontrar uma atividade para aqueles que ficariam parados e ainda agilizar a recuperação do meio ambiente.
Mas, em certos locais, o ideal é deixar a natureza agir por si. Segundo a engenheira do Cenpes, a melhor maneira de ajudar o mangue a se recuperar é não interferir no processo natural de decomposição do óleo. “Se as pessoas forem para o mangue para fazer a limpeza, só vão piorar a situação, porque o terreno desse ecossistema é muito lamoso, e se for pisoteado, pode absorver com facilidade o óleo. Assim, se o óleo ficar coberto por outras camadas de lama, não vai ser degradado pelas bactérias, que já fazem esse trabalho naturalmente”, explica.
TRABALHO E COMPROMISSO
Os ambientalistas acreditam que o tempo necessário para que toda a área atingida se recupere seja de três a dez anos. Tudo vai depender da continuidade do trabalho que a empresa responsável pelo acidente iniciou e da fiscalização que cabe aos órgãos ambientais do governo, como a Feema, o IBAMA e as secretarias de Meio Ambiente. Embora já se tenha um prazo estimado para a recuperação, Moscatelli conta que ainda há um grupo de cientistas para avaliar a extensão do dano causado ao meio ambiente. Enquanto analisam se a técnica da Petrobrás para recuperar o mangue é mesmo a melhor, o grupo está limpando a área do manguezal que não foi atingida pelo óleo, mas que está contaminada por outras fontes de poluição como esgoto e lixo. Com isso, eles pretendem compensar o meio ambiente, lhe devolvendo pelo menos uma parte do mangue limpo. Com relação à presença de óleo no fundo do mar, as opiniões também são diferentes. Para o ambientalista Mário, ainda não é possível saber se o fundo do mar foi atingido pelo óleo. O que se sabe é que a pesca- antes proibida por causa do risco de contaminar o homem- já foi liberada pelos órgãos do governo. Para Neusa, engenheira do Cenpes, já é possível afirmar que o fundo do mar não foi prejudicado. Segundo ela, para chegar a essa conclusão, a Petrobrás utilizou a tecnologia do navio Astrogaroupa, um grande laboratório oceanográfico, que recolheu amostras de água e de sedimentos do fundo da baía.
Hoje, a lição que se tira de um acidente como esse é que um problema pode ter conseqüências não tão fáceis de se perceber. O óleo, que parecia ter contaminado só a água, atingiu peixes, caranguejos, aves, árvores, pedras, praias e pessoas. A Petrobrás garante que está trabalhando para que evitem as falhas que podem provocar outros desastres. Além disso, se compromete a ajudar o governo a tratar da Baía de Guanabara, que tem suas águas poluídas por tudo quanto é tipo de sujeira, mas que ainda é um dos principais cartões- postais do Brasil.
a) De que esse texto trata?
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b) O que informa a respeito desse assunto?
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BIODIVERSIDADE
O que é biodiversidade?
O termo biodiversidade – ou diversidade biológica – descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.
Para entender o que é a biodiversidade, devemos considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.
A diversidade biológica está presente em todo lugar: no meio dos desertos, nas tundras congeladas ou nas fontes de água sulfurosas. A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida nos mais diversos pontos do planeta. As plantas, por exemplo, estão na base dos ecossistemas. Como elas florescem com mais intensidade nas áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos, como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.
Quantas espécies existem no mundo?
Não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cientistas classificaram e deram nome a somente 1,5 milhão de espécies. Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da “megadiversidade”: aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão aqui. É bastante divulgado, por exemplo, o potencial terapêutico das plantas da Amazônia.
O que é a Convenção da Biodiversidade?
A Convenção da Diversidade Biológica é o primeiro instrumento legal para assegurar a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Mais de 160 países assinaram o acordo, que entrou em vigor em dezembro de 1993. O pontapé inicial para a criação da Convenção ocorreu em junho de 1992, quando o Brasil organizou e sediou uma Conferência das Nações Unidas, a Rio-92, para conciliar os esforços mundiais de proteção do meio ambiente com o desenvolvimento socioeconômico.
Contudo, ainda não está claro como a Convenção sobre a Diversidade deverá ser implementada. A destruição de florestas, por exemplo, cresce em níveis alarmantes. Os países que assinaram o acordo não mostram disposição política para adotar o programa de trabalho estabelecido pela Convenção, cuja meta é assegurar o uso adequado e proteção dos recursos naturais existentes nas florestas, na zona costeira e nos rios e lagos.
O WWF-Brasil e sua rede internacional acompanham os desdobramentos dessa Convenção desde sua origem. Além de participar das negociações da Conferência, a organização desenvolve ações paralelas como debates, publicações ou exposições. Em 2006, a reunião ocorreu em Curitiba, PR.
Quais as principais ameaças à biodiversidade?
A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção. A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.
A sociedade moderna – particularmente os países ricos – desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas. A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção. A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.
A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país. Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país. O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.
O termo biodiversidade – ou diversidade biológica – descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.
Para entender o que é a biodiversidade, devemos considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.
A diversidade biológica está presente em todo lugar: no meio dos desertos, nas tundras congeladas ou nas fontes de água sulfurosas. A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida nos mais diversos pontos do planeta. As plantas, por exemplo, estão na base dos ecossistemas. Como elas florescem com mais intensidade nas áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos, como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.
Quantas espécies existem no mundo?
Não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cientistas classificaram e deram nome a somente 1,5 milhão de espécies. Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da “megadiversidade”: aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão aqui. É bastante divulgado, por exemplo, o potencial terapêutico das plantas da Amazônia.
O que é a Convenção da Biodiversidade?
A Convenção da Diversidade Biológica é o primeiro instrumento legal para assegurar a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Mais de 160 países assinaram o acordo, que entrou em vigor em dezembro de 1993. O pontapé inicial para a criação da Convenção ocorreu em junho de 1992, quando o Brasil organizou e sediou uma Conferência das Nações Unidas, a Rio-92, para conciliar os esforços mundiais de proteção do meio ambiente com o desenvolvimento socioeconômico.
Contudo, ainda não está claro como a Convenção sobre a Diversidade deverá ser implementada. A destruição de florestas, por exemplo, cresce em níveis alarmantes. Os países que assinaram o acordo não mostram disposição política para adotar o programa de trabalho estabelecido pela Convenção, cuja meta é assegurar o uso adequado e proteção dos recursos naturais existentes nas florestas, na zona costeira e nos rios e lagos.
O WWF-Brasil e sua rede internacional acompanham os desdobramentos dessa Convenção desde sua origem. Além de participar das negociações da Conferência, a organização desenvolve ações paralelas como debates, publicações ou exposições. Em 2006, a reunião ocorreu em Curitiba, PR.
Quais as principais ameaças à biodiversidade?
A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção. A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.
A sociedade moderna – particularmente os países ricos – desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas. A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção. A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.
A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país. Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país. O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.
ALIMENTOS E SUAS VITAMINAS
Vitamina A (Retinol)
Fígado, rim, manteiga, gema de ovo, leite integral, creme de leite, leite desnatado enriquecido.
Caroteno (precursor da vitamina A)
Folhas verde escuras(espinafre, couve, rúcula, agrião, escarola), vegetais amarelo alaranjados como cenoura, abóbora, batata doce e frutas como mamão, damasco, pêssego, nectarina, manga. Quanto mais intensamente verde ou amarelo for o vegetal mais caroteno ele conterá.
Vitamina D (Calciferol)
Manteiga, gema de ovo, leite desnatado enriquecido, creme de leite, cereais enriquecidos, fígado, óleo de fígado de bacalhau, peixes oleosos. Lembrar que a vitamina D é produzida no nosso organismo pela pele quando exposta ao sol. ( Informações especiais para vegetarianos: clique aqui )
Vitamina E (Tocoferol)
Gérmen de trigo, cereais integrais, gema de ovo, creme de leite, manteiga, vegetais verdes, fígado, frutas oleaginosas (nozes, amêndoa, amendoim e pecã) e óleos vegetais (oliva, soja e milho).
Vitamina K
Vegetais de folhas verdes (couve, espinafre, agrião e alface), brócolis, aspargos, repolho e nabo. Queijos em geral, gema de ovo, fígado e aveia.
Tiamina (B1)
Gérmen de trigo, carne de porco magra, ervilhas, feijão, soja, amendoim, grãos integrais, fígado, vísceras, carnes, aves, peixes e gema de ovo.
Riboflavina (B2)
Leite, requeijão, queijo cheddar, requeijão, vísceras, carnes magras, ovos, vegetais de folhas verdes, pães e cereais enriquecidos.
Niacina
Feijão, ervilha, frutas oleaginosas, grãos integrais, cereais enriquecidos, leite, ovos, amendoim, carnes magras, vísceras, aves, peixes, levedo de cerveja,.
Piridoxina (B6)
Gérmen de trigo, farinha de aveia, grãos e cereais integrais, leguminosas, batata, banana, semente de girassol, atum enlatado, linguado, abacate, soja, carne do porco, vísceras.
Ácido Fólico
Vegetais de folhas verdes principalmente o espinafre, o aspargo natural e o brócolis. Outras fontes são: o levedo de cerveja carne, fígado, pão integral, gérmen de trigo, farelo de trigo, gema de ovo, batata e feijão.
Cobalamina (B12)
Alimentos protéicos de origem animal como carnes, vísceras (fígado e rim), leite e derivados, ovos, peixe e frutos do mar (ostras e caranguejo). (Informações especiais para vegetarianos: clique aqui )
Biotina
Couve flor, brócolis, batata, tomate, gérmen de trigo, levedo de cerveja, melado de cana, cogumelos, várias frutas (banana, melão, laranja, morango, etc).
Vitamina C
Frutas cítricas, folhas cruas, tomate, pimentão verde, couve de bruxelas, repolho, melão.
Fígado, rim, manteiga, gema de ovo, leite integral, creme de leite, leite desnatado enriquecido.
Caroteno (precursor da vitamina A)
Folhas verde escuras(espinafre, couve, rúcula, agrião, escarola), vegetais amarelo alaranjados como cenoura, abóbora, batata doce e frutas como mamão, damasco, pêssego, nectarina, manga. Quanto mais intensamente verde ou amarelo for o vegetal mais caroteno ele conterá.
Vitamina D (Calciferol)
Manteiga, gema de ovo, leite desnatado enriquecido, creme de leite, cereais enriquecidos, fígado, óleo de fígado de bacalhau, peixes oleosos. Lembrar que a vitamina D é produzida no nosso organismo pela pele quando exposta ao sol. ( Informações especiais para vegetarianos: clique aqui )
Vitamina E (Tocoferol)
Gérmen de trigo, cereais integrais, gema de ovo, creme de leite, manteiga, vegetais verdes, fígado, frutas oleaginosas (nozes, amêndoa, amendoim e pecã) e óleos vegetais (oliva, soja e milho).
Vitamina K
Vegetais de folhas verdes (couve, espinafre, agrião e alface), brócolis, aspargos, repolho e nabo. Queijos em geral, gema de ovo, fígado e aveia.
Tiamina (B1)
Gérmen de trigo, carne de porco magra, ervilhas, feijão, soja, amendoim, grãos integrais, fígado, vísceras, carnes, aves, peixes e gema de ovo.
Riboflavina (B2)
Leite, requeijão, queijo cheddar, requeijão, vísceras, carnes magras, ovos, vegetais de folhas verdes, pães e cereais enriquecidos.
Niacina
Feijão, ervilha, frutas oleaginosas, grãos integrais, cereais enriquecidos, leite, ovos, amendoim, carnes magras, vísceras, aves, peixes, levedo de cerveja,.
Piridoxina (B6)
Gérmen de trigo, farinha de aveia, grãos e cereais integrais, leguminosas, batata, banana, semente de girassol, atum enlatado, linguado, abacate, soja, carne do porco, vísceras.
Ácido Fólico
Vegetais de folhas verdes principalmente o espinafre, o aspargo natural e o brócolis. Outras fontes são: o levedo de cerveja carne, fígado, pão integral, gérmen de trigo, farelo de trigo, gema de ovo, batata e feijão.
Cobalamina (B12)
Alimentos protéicos de origem animal como carnes, vísceras (fígado e rim), leite e derivados, ovos, peixe e frutos do mar (ostras e caranguejo). (Informações especiais para vegetarianos: clique aqui )
Biotina
Couve flor, brócolis, batata, tomate, gérmen de trigo, levedo de cerveja, melado de cana, cogumelos, várias frutas (banana, melão, laranja, morango, etc).
Vitamina C
Frutas cítricas, folhas cruas, tomate, pimentão verde, couve de bruxelas, repolho, melão.
A POLÊMICA DOS REMÉDIOS
Qual a diferença entre medicamentos de marca, similares e genéricos?
O genérico pode substituir perfeitamente um remédio de marca (o original patenteado pelo laboratório que o criou) porque possui o mesmo princípio ativo deste e foi submetido a testes que comprovam que é idêntico do ponto de vista clínico ao medicamento tradicional. O exame mais importante é o de bioequivalência, que mostra se os produtos têm exatamente a mesma absorção no organismo. Já o similar, apesar de ter o mesmo princípio ativo, não passa pelos exames, porque pode apresentar diferenças na hora da absorção.
Como identificá-los? É simples: pela embalagem e pelo nome do produto. O remédio original quase sempre foi criado por um laboratório multinacional. O similar (produzido por outro laboratório) deve ter, pela lei brasileira, um nome comercial. E o genérico traz no rótulo apenas o princípio ativo — não tem marca — e uma indicação clara de que se trata de um genérico.
O genérico pode substituir perfeitamente um remédio de marca (o original patenteado pelo laboratório que o criou) porque possui o mesmo princípio ativo deste e foi submetido a testes que comprovam que é idêntico do ponto de vista clínico ao medicamento tradicional. O exame mais importante é o de bioequivalência, que mostra se os produtos têm exatamente a mesma absorção no organismo. Já o similar, apesar de ter o mesmo princípio ativo, não passa pelos exames, porque pode apresentar diferenças na hora da absorção.
Como identificá-los? É simples: pela embalagem e pelo nome do produto. O remédio original quase sempre foi criado por um laboratório multinacional. O similar (produzido por outro laboratório) deve ter, pela lei brasileira, um nome comercial. E o genérico traz no rótulo apenas o princípio ativo — não tem marca — e uma indicação clara de que se trata de um genérico.
A CIÊNCIA DECIFRA OS GLÓBULOS VERMELHOS
Um prêmio Nobel coroou, há setenta anos, as descobertas do médico austríaco Karl Landsteiner.
Você sabe qual é seu tipo sanguíneo? Conhece alguém que já fez uma transfusão? Até o final do século passado, ninguém sonharia em fazer perguntas como essas. Para todos os efeitos, sangue era igual, fosse de gente ou de bicho. E as transfusões eram experiências arriscadas, às vezes até mortais. As coisas começaram a mudar em 1901, quando o patologista e imunologista austríaco Karl Landsteiner (1868-1943) percebeu diferenças nos glóbulos vermelhos, as hemácias. Elas variavam de acordo com a presença ou ausência de certas substâncias na membrana celular, às quais ele chamou de antígenos A e B. Uma descoberta que lhe valeu o Prêmio Nobel de Medicina, no dia 12 de dezembro de 1930.
Aos antígenos correspondiam células de defesa circulantes no soro, batizadas de anticorpos anti-A e anti-B. Partindo dessas conclusões, Landsteiner classificou os tipos sanguíneos em grupos A (com antígenos A e anticorpos anti-B), B (com antígenos B e anticorpos anti-A), AB (com antígenos A e B e sem anticorpos) e O (sem antígenos e com anticorpos anti-A e anti-B).
Na prática, isso significa que, se uma pessoa com sangue A recebe tipo B, seus anticorpos destroem as hemácias do doador. Desse processo restam produtos tóxicos que alteram o funcionamento do coração, dos rins e do fígado, causando até a morte. Para fazer uma transfusão, portanto, é preciso identificar o grupo sanguíneo do receptor e encontrar doadores compatíveis. Para receptores do grupo A, por exemplo, servem doadores dos grupos A e O. Para os do grupo B, doadores B e O. Os do grupo AB são compatíveis com doadores de qualquer grupo. E os do grupo O só podem receber do próprio grupo.
Os revolucionários achados de Landsteiner melhoraram sensivelmente a segurança das transfusões, mas reações indesejáveis continuavam ocorrendo em cerca de 15% dos casos. Esse último mistério foi desvendado em 1939, quando se descobriu que, além dos antígenos A e B, as hemácias apresentam o D, batizado de fator Rh, que pode ser positivo ou negativo. “A partir daí, os testes de compatibilidade passaram a incluir também esse dado, tornando a transfusão um procedimento médico rotineiro e praticamente sem riscos”, diz Márcia Novaretti, chefe da Divisão de Imuno-hematologia e Agências Transfusionais da Fundação Pró-Sangue de São Paulo.
Um risco para os bebês em gestação
O fator Rh pode ser um complicador na gestação, nos casos em que a mãe apresenta o fator negativo e o bebê, o positivo.
(1) Durante a gravidez, hemácias do filho chegam ao sistema circulatório da mãe.
(2) O organismo dela passa a produzir anticorpos anti-Rh.
Numa primeira gestação, o número de anticorpos pode não ser suficiente para prejudicar a criança.
(3) Mas nas seguintes pode ocorrer destruição maciça dos glóbulos vermelhos do feto .Os bebês que sobrevivem muitas vezes são submetidos a uma transfusão total de sangue logo após o parto.
O problema tem solução simples, diz a médica Márcia Novaretti: “Basta aplicar na mãe, no final da gravidez e logo após o parto, o medicamento imuniglobulina anti-D para evitar o desenvolvimento dos anticorpos no futuro”.
Você sabe qual é seu tipo sanguíneo? Conhece alguém que já fez uma transfusão? Até o final do século passado, ninguém sonharia em fazer perguntas como essas. Para todos os efeitos, sangue era igual, fosse de gente ou de bicho. E as transfusões eram experiências arriscadas, às vezes até mortais. As coisas começaram a mudar em 1901, quando o patologista e imunologista austríaco Karl Landsteiner (1868-1943) percebeu diferenças nos glóbulos vermelhos, as hemácias. Elas variavam de acordo com a presença ou ausência de certas substâncias na membrana celular, às quais ele chamou de antígenos A e B. Uma descoberta que lhe valeu o Prêmio Nobel de Medicina, no dia 12 de dezembro de 1930.
Aos antígenos correspondiam células de defesa circulantes no soro, batizadas de anticorpos anti-A e anti-B. Partindo dessas conclusões, Landsteiner classificou os tipos sanguíneos em grupos A (com antígenos A e anticorpos anti-B), B (com antígenos B e anticorpos anti-A), AB (com antígenos A e B e sem anticorpos) e O (sem antígenos e com anticorpos anti-A e anti-B).
Na prática, isso significa que, se uma pessoa com sangue A recebe tipo B, seus anticorpos destroem as hemácias do doador. Desse processo restam produtos tóxicos que alteram o funcionamento do coração, dos rins e do fígado, causando até a morte. Para fazer uma transfusão, portanto, é preciso identificar o grupo sanguíneo do receptor e encontrar doadores compatíveis. Para receptores do grupo A, por exemplo, servem doadores dos grupos A e O. Para os do grupo B, doadores B e O. Os do grupo AB são compatíveis com doadores de qualquer grupo. E os do grupo O só podem receber do próprio grupo.
Os revolucionários achados de Landsteiner melhoraram sensivelmente a segurança das transfusões, mas reações indesejáveis continuavam ocorrendo em cerca de 15% dos casos. Esse último mistério foi desvendado em 1939, quando se descobriu que, além dos antígenos A e B, as hemácias apresentam o D, batizado de fator Rh, que pode ser positivo ou negativo. “A partir daí, os testes de compatibilidade passaram a incluir também esse dado, tornando a transfusão um procedimento médico rotineiro e praticamente sem riscos”, diz Márcia Novaretti, chefe da Divisão de Imuno-hematologia e Agências Transfusionais da Fundação Pró-Sangue de São Paulo.
Um risco para os bebês em gestação
O fator Rh pode ser um complicador na gestação, nos casos em que a mãe apresenta o fator negativo e o bebê, o positivo.
(1) Durante a gravidez, hemácias do filho chegam ao sistema circulatório da mãe.
(2) O organismo dela passa a produzir anticorpos anti-Rh.
Numa primeira gestação, o número de anticorpos pode não ser suficiente para prejudicar a criança.
(3) Mas nas seguintes pode ocorrer destruição maciça dos glóbulos vermelhos do feto .Os bebês que sobrevivem muitas vezes são submetidos a uma transfusão total de sangue logo após o parto.
O problema tem solução simples, diz a médica Márcia Novaretti: “Basta aplicar na mãe, no final da gravidez e logo após o parto, o medicamento imuniglobulina anti-D para evitar o desenvolvimento dos anticorpos no futuro”.
RECICLAGEM
VOCÊ SABIA QUE…
* A garrafa retornável, como a de refrigerante e a de cerveja pode ser reciclada, em média 30 vezes?
VOCÊ SABIA QUE…
* As garrafas sem retorno (descartáveis) consomem três vezes mais energia na sua fabricação do que as garrafas de vidro reciclável?
VOCÊ SABIA QUE…
* O vidro produzido com material reciclado reduz a quantidade de emissão de poluentes no ar em cerca de 20% e na água na ordem de 50%?
VOCÊ SABIA QUE…
*1 tonelada de papel reciclado evita o corte de até 20 árvores?
VOCÊ SABIA QUE…
* Para fabricar 1 tonelada de papel reciclado são usados 2.000 litros de água, para produzir a mesma quantidade a partir da madeira gastam-se 100.000 litros?
VOCÊ SABIA QUE…
* Reciclável é diferente de reciclado: reciclável quer dizer que o material poderá ser reaproveitado, reciclado quer dizer que já foi submetido ao processo de reciclagem.
VOCÊ SABIA QUE…
* Uma árvore é plantada para cada dez que são derrubadas? Nesse ritmo, toda a floresta tropical restante estará destruída até o ano 2035.
* A garrafa retornável, como a de refrigerante e a de cerveja pode ser reciclada, em média 30 vezes?
VOCÊ SABIA QUE…
* As garrafas sem retorno (descartáveis) consomem três vezes mais energia na sua fabricação do que as garrafas de vidro reciclável?
VOCÊ SABIA QUE…
* O vidro produzido com material reciclado reduz a quantidade de emissão de poluentes no ar em cerca de 20% e na água na ordem de 50%?
VOCÊ SABIA QUE…
*1 tonelada de papel reciclado evita o corte de até 20 árvores?
VOCÊ SABIA QUE…
* Para fabricar 1 tonelada de papel reciclado são usados 2.000 litros de água, para produzir a mesma quantidade a partir da madeira gastam-se 100.000 litros?
VOCÊ SABIA QUE…
* Reciclável é diferente de reciclado: reciclável quer dizer que o material poderá ser reaproveitado, reciclado quer dizer que já foi submetido ao processo de reciclagem.
VOCÊ SABIA QUE…
* Uma árvore é plantada para cada dez que são derrubadas? Nesse ritmo, toda a floresta tropical restante estará destruída até o ano 2035.
DE OLHO NO AQUECIMENTO GLOBAL
Ao mostrar que o calor exagerado, as enchentes e as secas podem ser obra do tão falado efeito estufa, você desperta a atenção da turma para a poluição, que está destruindo o planeta
Mesmo vivendo num país tropical, a maioria dos brasileiros se preparou para este verão com certa cautela ao se lembrar de 2004. No ano passado, a estação mais quente do ano surpreendeu a todos com temperaturas baixas no Sudeste, secas no Sul e enchentes no Nordeste. Meses antes, os europeus haviam enfrentado um calor recorde, que matou milhares de pessoas, e, na Ásia, chuvas torrenciais deixaram milhares de vítimas. A ciência diz que alguns fenômenos naturais, como flutuações periódicas do brilho solar ou erupções vulcânicas têm efeito temporário sobre o clima. Mas há fortes indícios, afirmam cientistas, de que o clima está mudando mesmo por causa do crescente aquecimento global.
Se de um lado temos de enfrentar as conseqüências ameaçadoras desse aquecimento, de outro convivemos agradavelmente no nosso dia-a-dia com suas potenciais causas. Afinal, nós andamos de carro, ônibus ou avião, que consomem combustíveis. Petróleo também foi queimado para produzir o telefone, o computador, o aparelho de TV ou de som que usamos diariamente. Assim, direta ou indiretamente, colaboramos para o aumento da emissão de gases poluentes, que aceleram o chamado efeito estufa.
Pequenas forças que causam mudanças
A equipe do pesquisador James Hansen, da Nasa, a agência espacial norte-americana, calculou que a temperatura da Terra aumentou na proporção de quase 2 watts por metro quadrado. Sabendo que uma pequena lâmpada de árvore de Natal consome cerca de 1 watt, escreveu Hansen na revista Scientific American, podemos imaginar que o aquecimento global equivale à colocação de duas dessas lampadazinhas sobre cada metro quadrado da superfície terrestre, acesas dia e noite, gerando um calor quase imperceptível. Mas, advertiu ele, a história do clima terrestre revela que pequenas forças, mantidas por longo tempo, podem causar grandes mudanças climáticas.
Não foi por acaso que esquentaram as discussões sobre o aquecimento global: na última década, uma média de 210 milhões de pessoas por ano foram vítimas de catástrofes causadas por fenômenos naturais associados ao clima, como ondas de calor, enchentes, incêndios florestais, furacões, tornados e ciclones, revelou a Organização Meteorológica Mundial. O prejuízo anual causado por esses desastres chegou perto de 40 bilhões de dólares, e 98% da população atingida vive em países em desenvolvimento.
Os perigos do aumento da temperatura
Ainda há muitas divergências sobre as previsões de transformação do clima e as causas do aquecimento global, mas alguns números merecem destaque. Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que a temperatura global aumentou em média 0,6 grau Celsius ao longo do século 20 e que a maior parte desse aumento, 0,5 grau, ocorreu após 1950, sendo que os anos 1990 foram os mais quentes de toda a história.
As projeções do IPCC indicam que até o ano 2100 a temperatura da Terra poderá esquentar entre 1,4 e 5,8 graus Celsius. Dependendo do ritmo e da intensidade com que isso ocorrer, revelam as estimativas, dentro de décadas ou séculos pode haver o derretimento gradual das calotas polares. Em conseqüência, o nível do mar se elevará, fazendo submergir ilhas e colocando em risco a população das zonas costeiras dos continentes, incluindo a das grandes cidades. Com o planeta mais aquecido, prevê o IPCC, grandes alterações climáticas se tornarão mais freqüentes. Mudanças nos padrões de secas e chuvas acarretarão graves prejuízos para a agricultura; algumas áreas de preservação ambiental entrarão em colapso e crescerão os riscos de disseminação de epidemias em escala mundial.
Solução pode começar com o Protocolo de Kyoto
Em vista de tantos riscos, partiram da ONU propostas para estabilizar a composição atmosférica sem causar um colapso na economia global. Uma delas é o Protocolo de Kyoto, assinado no Japão em 1997, que entra em vigor neste mês. O tratado prevê a diminuição de 5,2%, entre 2008 e 2012, no lançamento dos gases causadores do efeito estufa na atmosfera. Foi decidido que o documento só viraria lei depois que fosse aprovado por 55 países, contanto que entre eles estivessem os responsáveis por pelo menos 55% da emissão total de carbono na atmosfera global. Esse índice foi ultrapassado e atingiu 61,6% em outubro, com a adesão da Rússia – que sozinha responde por 17,4% da poluição mundial.
Já os Estados Unidos – estima-se que venha de lá cerca de 30% de todos os poluentes lançados na atmosfera – não assinaram o protocolo, alegando que a adaptação de suas empresas às normas ambientais resultaria em altos índices de desemprego e que preferem tentar convencer as indústrias poluidoras a adotar novas tecnologias. “Sem a participação dos Estados Unidos, o protocolo fica enfraquecido e seu impacto será mais político do que prático”, avalia José William Vesentini, professor de Geografia da Universidade de São Paulo. Para ele, é possível que o país só assuma esse compromisso quando puder substituir o petróleo por outro combustível.
Teme-se que mesmo países desenvolvidos que assinaram o acordo, como a Alemanha, não consigam cumprir as metas mínimas de controle ambiental previstas para até 2012. Nesse ano, entra em vigor uma nova fase do tratado, que atinge os países em desenvolvimento. O Brasil poderá então ser pressionado em virtude do desflorestamento da Amazônia, que já é responsável por 3% de todos os gases-estufa emitidos. A China, por sua vez, deverá responder pela poluição industrial, que afeta seriamente suas cidades. Brasil e China já se articularam em defesa do Protocolo de Kyoto.
Uso de energia não-poluidora é tendência
Em todos os países, é importante poupar energia. Isso inclui desligar a luz, fechar rapidamente a porta da geladeira e até optar sempre que possível pelo transporte coletivo. Também é necessário recuperar áreas degradadas: o tratamento do lixo e do esgoto, além de evitar a poluição do solo e dos rios, evita a concentração de metano na atmosfera. Outra idéia é baratear o uso, na indústria e nos serviços, de energia limpa – a que não causa impacto no ambiente para ser produzida ou consumida. Nas próximas décadas, diz Vesentini, a tendência é diversificar as fontes de energia: biocombustível (feito de álcool, mamona, babaçu etc.) para os veículos, talvez de início misturados ao óleo diesel e, depois, puro; para usinas de eletricidade, energia solar ou das marés.
Uma experiência desse tipo, relata o professor, já está sendo implantada na Alemanha, onde o governo isenta de impostos consumidores que utilizam energia solar em casa. As sobras do consumo doméstico vão para as correntes públicas de energia e os donos das residências são pagos por isso.
Segundo o professor de Química Roosevelt K. Fujikawa, de São Paulo, indústrias automobilísticas, prevendo o esgotamento do petróleo, vêm desenvolvendo uma alternativa limpa. “Células de combustível – uma espécie de pilha – geram eletricidade pela reação química entre o gás hidrogênio e o oxigênio do ar”, explica. O automóvel é movido por um motor elétrico que tem como produto apenas a água.
Progresso pode trazer benefício e poluição
Se ninguém defende a destruição da natureza ou o aquecimento do nosso planeta, por que é tão difícil resolver os problemas ambientais que nós mesmos causamos? A pergunta pode levar os alunos da 8ª série a se conscientizar das questões econômicas e ambientais e a perceber como é difícil opinar sobre elas. A sugestão de atividade para as aulas de Geografia e Ciências é de Antônio Carlos de Carvalho, professor de Geografia do Colégio Equipe, em São Paulo.
Raramente as pessoas se dão conta de que o acesso a bens e produtos hoje é bem maior que antigamente e de que esse consumo exagerado leva à exploração de recursos naturais finitos e à queima de combustíveis. Para levantar essa discussão, você, professor de Geografia, pode pedir aos estudantes que elaborem três listas: a primeira, com jogos, brinquedos e eletrodomésticos que têm em casa; as demais com o que seus pais e avós possuíam quando eram adolescentes. As relações devem ser comparadas e discutidas em classe. Em seguida, oriente os alunos a estudar quais são e de onde vêm os principais recursos naturais (matérias-primas e fontes de energia) utilizados na fabricação de alguns dos produtos enumerados. Peça ao professor de Ciências para discutir com a turma sobre os principais poluentes gerados na fabricação desses produtos e as conseqüências disso para as pessoas e o meio ambiente.
Mesmo vivendo num país tropical, a maioria dos brasileiros se preparou para este verão com certa cautela ao se lembrar de 2004. No ano passado, a estação mais quente do ano surpreendeu a todos com temperaturas baixas no Sudeste, secas no Sul e enchentes no Nordeste. Meses antes, os europeus haviam enfrentado um calor recorde, que matou milhares de pessoas, e, na Ásia, chuvas torrenciais deixaram milhares de vítimas. A ciência diz que alguns fenômenos naturais, como flutuações periódicas do brilho solar ou erupções vulcânicas têm efeito temporário sobre o clima. Mas há fortes indícios, afirmam cientistas, de que o clima está mudando mesmo por causa do crescente aquecimento global.
Se de um lado temos de enfrentar as conseqüências ameaçadoras desse aquecimento, de outro convivemos agradavelmente no nosso dia-a-dia com suas potenciais causas. Afinal, nós andamos de carro, ônibus ou avião, que consomem combustíveis. Petróleo também foi queimado para produzir o telefone, o computador, o aparelho de TV ou de som que usamos diariamente. Assim, direta ou indiretamente, colaboramos para o aumento da emissão de gases poluentes, que aceleram o chamado efeito estufa.
Pequenas forças que causam mudanças
A equipe do pesquisador James Hansen, da Nasa, a agência espacial norte-americana, calculou que a temperatura da Terra aumentou na proporção de quase 2 watts por metro quadrado. Sabendo que uma pequena lâmpada de árvore de Natal consome cerca de 1 watt, escreveu Hansen na revista Scientific American, podemos imaginar que o aquecimento global equivale à colocação de duas dessas lampadazinhas sobre cada metro quadrado da superfície terrestre, acesas dia e noite, gerando um calor quase imperceptível. Mas, advertiu ele, a história do clima terrestre revela que pequenas forças, mantidas por longo tempo, podem causar grandes mudanças climáticas.
Não foi por acaso que esquentaram as discussões sobre o aquecimento global: na última década, uma média de 210 milhões de pessoas por ano foram vítimas de catástrofes causadas por fenômenos naturais associados ao clima, como ondas de calor, enchentes, incêndios florestais, furacões, tornados e ciclones, revelou a Organização Meteorológica Mundial. O prejuízo anual causado por esses desastres chegou perto de 40 bilhões de dólares, e 98% da população atingida vive em países em desenvolvimento.
Os perigos do aumento da temperatura
Ainda há muitas divergências sobre as previsões de transformação do clima e as causas do aquecimento global, mas alguns números merecem destaque. Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que a temperatura global aumentou em média 0,6 grau Celsius ao longo do século 20 e que a maior parte desse aumento, 0,5 grau, ocorreu após 1950, sendo que os anos 1990 foram os mais quentes de toda a história.
As projeções do IPCC indicam que até o ano 2100 a temperatura da Terra poderá esquentar entre 1,4 e 5,8 graus Celsius. Dependendo do ritmo e da intensidade com que isso ocorrer, revelam as estimativas, dentro de décadas ou séculos pode haver o derretimento gradual das calotas polares. Em conseqüência, o nível do mar se elevará, fazendo submergir ilhas e colocando em risco a população das zonas costeiras dos continentes, incluindo a das grandes cidades. Com o planeta mais aquecido, prevê o IPCC, grandes alterações climáticas se tornarão mais freqüentes. Mudanças nos padrões de secas e chuvas acarretarão graves prejuízos para a agricultura; algumas áreas de preservação ambiental entrarão em colapso e crescerão os riscos de disseminação de epidemias em escala mundial.
Solução pode começar com o Protocolo de Kyoto
Em vista de tantos riscos, partiram da ONU propostas para estabilizar a composição atmosférica sem causar um colapso na economia global. Uma delas é o Protocolo de Kyoto, assinado no Japão em 1997, que entra em vigor neste mês. O tratado prevê a diminuição de 5,2%, entre 2008 e 2012, no lançamento dos gases causadores do efeito estufa na atmosfera. Foi decidido que o documento só viraria lei depois que fosse aprovado por 55 países, contanto que entre eles estivessem os responsáveis por pelo menos 55% da emissão total de carbono na atmosfera global. Esse índice foi ultrapassado e atingiu 61,6% em outubro, com a adesão da Rússia – que sozinha responde por 17,4% da poluição mundial.
Já os Estados Unidos – estima-se que venha de lá cerca de 30% de todos os poluentes lançados na atmosfera – não assinaram o protocolo, alegando que a adaptação de suas empresas às normas ambientais resultaria em altos índices de desemprego e que preferem tentar convencer as indústrias poluidoras a adotar novas tecnologias. “Sem a participação dos Estados Unidos, o protocolo fica enfraquecido e seu impacto será mais político do que prático”, avalia José William Vesentini, professor de Geografia da Universidade de São Paulo. Para ele, é possível que o país só assuma esse compromisso quando puder substituir o petróleo por outro combustível.
Teme-se que mesmo países desenvolvidos que assinaram o acordo, como a Alemanha, não consigam cumprir as metas mínimas de controle ambiental previstas para até 2012. Nesse ano, entra em vigor uma nova fase do tratado, que atinge os países em desenvolvimento. O Brasil poderá então ser pressionado em virtude do desflorestamento da Amazônia, que já é responsável por 3% de todos os gases-estufa emitidos. A China, por sua vez, deverá responder pela poluição industrial, que afeta seriamente suas cidades. Brasil e China já se articularam em defesa do Protocolo de Kyoto.
Uso de energia não-poluidora é tendência
Em todos os países, é importante poupar energia. Isso inclui desligar a luz, fechar rapidamente a porta da geladeira e até optar sempre que possível pelo transporte coletivo. Também é necessário recuperar áreas degradadas: o tratamento do lixo e do esgoto, além de evitar a poluição do solo e dos rios, evita a concentração de metano na atmosfera. Outra idéia é baratear o uso, na indústria e nos serviços, de energia limpa – a que não causa impacto no ambiente para ser produzida ou consumida. Nas próximas décadas, diz Vesentini, a tendência é diversificar as fontes de energia: biocombustível (feito de álcool, mamona, babaçu etc.) para os veículos, talvez de início misturados ao óleo diesel e, depois, puro; para usinas de eletricidade, energia solar ou das marés.
Uma experiência desse tipo, relata o professor, já está sendo implantada na Alemanha, onde o governo isenta de impostos consumidores que utilizam energia solar em casa. As sobras do consumo doméstico vão para as correntes públicas de energia e os donos das residências são pagos por isso.
Segundo o professor de Química Roosevelt K. Fujikawa, de São Paulo, indústrias automobilísticas, prevendo o esgotamento do petróleo, vêm desenvolvendo uma alternativa limpa. “Células de combustível – uma espécie de pilha – geram eletricidade pela reação química entre o gás hidrogênio e o oxigênio do ar”, explica. O automóvel é movido por um motor elétrico que tem como produto apenas a água.
Progresso pode trazer benefício e poluição
Se ninguém defende a destruição da natureza ou o aquecimento do nosso planeta, por que é tão difícil resolver os problemas ambientais que nós mesmos causamos? A pergunta pode levar os alunos da 8ª série a se conscientizar das questões econômicas e ambientais e a perceber como é difícil opinar sobre elas. A sugestão de atividade para as aulas de Geografia e Ciências é de Antônio Carlos de Carvalho, professor de Geografia do Colégio Equipe, em São Paulo.
Raramente as pessoas se dão conta de que o acesso a bens e produtos hoje é bem maior que antigamente e de que esse consumo exagerado leva à exploração de recursos naturais finitos e à queima de combustíveis. Para levantar essa discussão, você, professor de Geografia, pode pedir aos estudantes que elaborem três listas: a primeira, com jogos, brinquedos e eletrodomésticos que têm em casa; as demais com o que seus pais e avós possuíam quando eram adolescentes. As relações devem ser comparadas e discutidas em classe. Em seguida, oriente os alunos a estudar quais são e de onde vêm os principais recursos naturais (matérias-primas e fontes de energia) utilizados na fabricação de alguns dos produtos enumerados. Peça ao professor de Ciências para discutir com a turma sobre os principais poluentes gerados na fabricação desses produtos e as conseqüências disso para as pessoas e o meio ambiente.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O QUE O BRASIL FAZ PARA CONTROLAR AS ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS?
Ministério do Meio Ambiente produz uma lista de animais e plantas que vieram de outras regiões e causam problemas ao ecossistema brasileiro.
Para entender melhor a questão, primeiro é preciso conhecer os conceitos de espécies exóticas e invasoras. No primeiro caso se encaixam os organismos que estão fora da sua área de distribuição natural. Como um peixe que é nativo da Bacia do Amazonas mas é encontrado no rio Paraná. As exóticas podem se adaptar ao novo lar sem causar nenhum problema. Porém, também pode acontecer de um animal ou planta causar alterações negativas ao meio ambiente, por exemplo, extinguindo outras espécies, mudando o regime de nutrientes do habitat ou alterando a disponibilidade de alimentos. Nesse caso, é chamada de exótica invasora. De acordo com dados preliminares, o MMA calcula que existem mais de 500 espécies exóticas no Brasil. Destas, cerca de 150 poderiam ser consideradas invasoras.
A introdução de novas espécies em um habitat pode acontecer das mais diversas formas. Mas a distinção principal está entre aquelas que foram trazidas ao país intencionalmente e as que vieram sem querer. Na primeira leva estão árvores ornamentais ou que fazem a estabilização do solo e que, no fim, podem virar um problema. Foi o que aconteceu com os pinheiros do gênero pinus, originais da América do Norte e plantados no sul do Brasil para a produção de madeira. Hoje, essa planta se tornou uma invasora que causa grandes prejuízos ao ecossistema local. Em campos abertos, por exemplo, sua copa provoca sombreamento, prejudicando os vegetais que vivem junto ao solo. Outro caso é de espécies trazidas sem intenção, como é o caso do mexilhão dourado, proveniente da Ásia. Ele chegou à América do Sul em navios argentinos e acabou parando no Rio Grande do Sul. "Esse bivalve se incrusta em estruturas e, por isso, causou muitos problemas em turbinas de hidrelétricas e nas tubulações de condução de água potável", conta Vivian Pombo. Desde 2004, o MMA tem uma rede de pesquisadores que estuda o mexilhão dourado e faz seu monitoramento, buscando inclusive formas de erradicá-lo.
Por enquanto, a lista de espécies exóticas invasoras será apenas um guia. As medidas a serem tomadas contra o problema ainda serão debatidas, mas o controle precisa ser feito de acordo com cada espécie e de cada região. "Além da lista, estamos trabalhando na elaboração de um documento com uma estratégia nacional para prevenção, controle, monitoramento, manejo e, se possível, erradicação dessas espécies. Mas as ações dependem de vários ministérios, de uma legislação adequada, de fiscalização e integração entre órgãos de vigilância", diz Vivian Pombo. Por enquanto, o que já está sendo feito é controlar a introdução de novas espécies no Brasil. O trabalho é conduzido pelo IBAMA, que faz uma análise de risco antes de permitir que sejam importados animais ou plantas de outras regiões do planeta.
Desde que o homem começou a se deslocar de um ponto a outro do planeta, também passou a carregar consigo animais, plantas e microorganismos. Porém, demorou muito para que se percebesse que a espécie que está completamente adaptada a uma região pode simplesmente se tornar uma praga em outra. "Apesar de o fenômeno ser muito antigo, a preocupação é recente. Principalmente porque a situação se torna mais grave com a globalização", afirma Vivian Beck Pombo, bióloga do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Para encontrar meios de lidar com a questão, o MMA está trabalhando na elaboração da primeira lista de espécies exóticas invasoras do Brasil. Sem data prevista para ser lançado, o documento é um esforço de pesquisadores de todos os estados brasileiros, que estão empenhados em fiscalizar a ocorrência de seres vivos que não são nativos do nosso país.
Para entender melhor a questão, primeiro é preciso conhecer os conceitos de espécies exóticas e invasoras. No primeiro caso se encaixam os organismos que estão fora da sua área de distribuição natural. Como um peixe que é nativo da Bacia do Amazonas mas é encontrado no rio Paraná. As exóticas podem se adaptar ao novo lar sem causar nenhum problema. Porém, também pode acontecer de um animal ou planta causar alterações negativas ao meio ambiente, por exemplo, extinguindo outras espécies, mudando o regime de nutrientes do habitat ou alterando a disponibilidade de alimentos. Nesse caso, é chamada de exótica invasora. De acordo com dados preliminares, o MMA calcula que existem mais de 500 espécies exóticas no Brasil. Destas, cerca de 150 poderiam ser consideradas invasoras.
A introdução de novas espécies em um habitat pode acontecer das mais diversas formas. Mas a distinção principal está entre aquelas que foram trazidas ao país intencionalmente e as que vieram sem querer. Na primeira leva estão árvores ornamentais ou que fazem a estabilização do solo e que, no fim, podem virar um problema. Foi o que aconteceu com os pinheiros do gênero pinus, originais da América do Norte e plantados no sul do Brasil para a produção de madeira. Hoje, essa planta se tornou uma invasora que causa grandes prejuízos ao ecossistema local. Em campos abertos, por exemplo, sua copa provoca sombreamento, prejudicando os vegetais que vivem junto ao solo. Outro caso é de espécies trazidas sem intenção, como é o caso do mexilhão dourado, proveniente da Ásia. Ele chegou à América do Sul em navios argentinos e acabou parando no Rio Grande do Sul. "Esse bivalve se incrusta em estruturas e, por isso, causou muitos problemas em turbinas de hidrelétricas e nas tubulações de condução de água potável", conta Vivian Pombo. Desde 2004, o MMA tem uma rede de pesquisadores que estuda o mexilhão dourado e faz seu monitoramento, buscando inclusive formas de erradicá-lo.
Por enquanto, a lista de espécies exóticas invasoras será apenas um guia. As medidas a serem tomadas contra o problema ainda serão debatidas, mas o controle precisa ser feito de acordo com cada espécie e de cada região. "Além da lista, estamos trabalhando na elaboração de um documento com uma estratégia nacional para prevenção, controle, monitoramento, manejo e, se possível, erradicação dessas espécies. Mas as ações dependem de vários ministérios, de uma legislação adequada, de fiscalização e integração entre órgãos de vigilância", diz Vivian Pombo. Por enquanto, o que já está sendo feito é controlar a introdução de novas espécies no Brasil. O trabalho é conduzido pelo IBAMA, que faz uma análise de risco antes de permitir que sejam importados animais ou plantas de outras regiões do planeta.
EM DEFESA DO PLANETA!
A humanidade acordou para a necessidade de preservar o meio ambiente e impedir a destruição da própria espécie. Conheça aqui histórias de escolas que já estão ajudando os alunos a mudar de atitude para se transformar em cidadãos mais conscientes.
O primeiro passo para trabalhar bem a Educação Ambiental é criar, na escola, um ambiente capaz de envolver os professores de todas as disciplinas (e não só os de Ciências e Geografia, que normalmente "tomam posse"do tema) e também a comunidade."Não dá para tratar só das questões de natureza. Qualquer trabalho deve incluir a relação com a cidade e seus moradores", diz Isabel Carvalho. Na EM Malê Debalê, em Salvador, essa ligação surgiu porque a escola fica ao lado da lagoa do Abaeté. A equipe articulou diversos conteúdos e criou uma cultura de trabalhar a questão ambiental todos os dias, com as classes de Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental. As crianças se acostumaram a realizar tarefas de iniciação científica (como observação para entender fenômenos da natureza, em estudos do meio) e passaram a entender como se dão as interferências do ser humano na paisagem.
Já a professora Elielza Silva Prata, da EM Maria Flora Guimarães, em Benevides, no interior do Pará, deu mais ênfase à interação com a comunidade ao iniciar um longo projeto de Educação Ambiental. Para conscientizar os moradores sobre a importância de preservar a água (numa região ribeirinha), ela convidou pesquisadores e especialistas e abriu a sala de aula para a participação de todos num debate amplo sobre a realidade local. "A experiência é muito rica porque se baseia nas necessidades cotidianas da população e as insere na ação pedagógica", afirma a bióloga Maria de Jesus da Conceição Ferreira Fonseca, coordenadora do Núcleo de Estudos em Educação Científica, Ambiental e Práticas Sociais da Universidade do Estado do Pará.
Você faz a diferença
Formar "sujeitos ecológicos" é isto: levar para a sala de aula temas da atualidade e tratá-los de forma transdisciplinar em projetos duradouros que mexam com a comunidade. Um levantamento feito pelo Ministério da Educação revela que, quando isso acontece, alunos e professores fortalecem seus relacionamentos e passam a cuidar do ambiente escolar e a se interessar pelo que acontece fora dele (mostram a parentes, vizinhos e amigos que todos fazemos parte do planeta). Além disso, as experiências relatadas aqui funcionaram bem porque em todas houve a participação essencial de um personagem: você, professor. "Segundo nossa pesquisa, quando os docentes assumem seu papel de líderes, eles contagiam os colegas e esse idealismo seduz os alunos a participar dos projetos", resume Rachel Trajber, coordenadora de Educação Ambiental do MEC.
O apoio da sociedade civil
As ONGs têm um papel importante no debate ambiental, dentro e fora das escolas, fortalecendo principalmente a Educação não formal por meio de campanhas na mídia e da criação de materiais paradidáticos e atividades para alunos de todas as séries. O Instituto Mamirauá (com sede em Tefé, na região do Alto Rio Negro, no Amazonas) já está no quarto curso de Educação Ambiental voltado para professores da rede pública (cerca de 60 escolas são atendidas, num local onde há poucas opções de formação para os docentes). A ONG também discute com o Estado a formação de uma política pública para o tema. Em São Paulo, o Instituto Verdescola auxilia no planejamento de cinco instituições públicas de ensino e uma particular. Além de capacitação para professores, funcionários e pais, a ONG acompanha essas escolas durante o ano inteiro, participando da construção de projetos. Biólogos e pedagogos também dão aulas temáticas dentro da própria grade curricular.
Aquecimento global, degelo das calotas polares, reciclagem, calor e frio em excesso, água em falta. Nunca os temas ambientais ocuparam tanto espaço na mídia e nas discussões em todos os lugares - das universidades às ONGs, dos ambientes de trabalho às escolas. A palavra de ordem é diminuir os impactos negativos do ser humano sobre o mundo. Como? Mudando atitudes pessoais e coletivas para salvar o mundo da ameaça (cada vez mais real) de colapso.A boa notícia é que já há muitos professores desenvolvendo essa mentalidade. Trabalhando com consistência e continuidade e usando conceitos de Educação Ambiental, eles estão ajudando suas turmas a formar uma cultura de defesa do planeta, envolvendo as comunidades nesse processo de reflexão, atraindo colegas de outras áreas em tarefas multidisciplinares e, assim, construindo novos jeitos de se relacionar com a realidade à sua volta.Nesta reportagem, você vai conhecer cinco experiências (feitas nos estados de São Paulo, Bahia, Pará e Santa Catarina) que podem inspirar a realização de atividades para ajudar a melhorar a relação com a natureza. Todas elas têm em comum o fato de trilharem caminhos na direção do que a educadora ambiental Isabel Cristina de Moura Carvalho, da Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, no Rio Grande do Sul, chama de formação do "sujeito ecológico" - nome usado para definir o que seria o modelo ideal de um ser humano "que tem e dissemina valores éticos, atitudes e comportamentos ecologicamente orientados".
O primeiro passo para trabalhar bem a Educação Ambiental é criar, na escola, um ambiente capaz de envolver os professores de todas as disciplinas (e não só os de Ciências e Geografia, que normalmente "tomam posse"do tema) e também a comunidade."Não dá para tratar só das questões de natureza. Qualquer trabalho deve incluir a relação com a cidade e seus moradores", diz Isabel Carvalho. Na EM Malê Debalê, em Salvador, essa ligação surgiu porque a escola fica ao lado da lagoa do Abaeté. A equipe articulou diversos conteúdos e criou uma cultura de trabalhar a questão ambiental todos os dias, com as classes de Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental. As crianças se acostumaram a realizar tarefas de iniciação científica (como observação para entender fenômenos da natureza, em estudos do meio) e passaram a entender como se dão as interferências do ser humano na paisagem.
Já a professora Elielza Silva Prata, da EM Maria Flora Guimarães, em Benevides, no interior do Pará, deu mais ênfase à interação com a comunidade ao iniciar um longo projeto de Educação Ambiental. Para conscientizar os moradores sobre a importância de preservar a água (numa região ribeirinha), ela convidou pesquisadores e especialistas e abriu a sala de aula para a participação de todos num debate amplo sobre a realidade local. "A experiência é muito rica porque se baseia nas necessidades cotidianas da população e as insere na ação pedagógica", afirma a bióloga Maria de Jesus da Conceição Ferreira Fonseca, coordenadora do Núcleo de Estudos em Educação Científica, Ambiental e Práticas Sociais da Universidade do Estado do Pará.
Você faz a diferença
Formar "sujeitos ecológicos" é isto: levar para a sala de aula temas da atualidade e tratá-los de forma transdisciplinar em projetos duradouros que mexam com a comunidade. Um levantamento feito pelo Ministério da Educação revela que, quando isso acontece, alunos e professores fortalecem seus relacionamentos e passam a cuidar do ambiente escolar e a se interessar pelo que acontece fora dele (mostram a parentes, vizinhos e amigos que todos fazemos parte do planeta). Além disso, as experiências relatadas aqui funcionaram bem porque em todas houve a participação essencial de um personagem: você, professor. "Segundo nossa pesquisa, quando os docentes assumem seu papel de líderes, eles contagiam os colegas e esse idealismo seduz os alunos a participar dos projetos", resume Rachel Trajber, coordenadora de Educação Ambiental do MEC.
O apoio da sociedade civil
As ONGs têm um papel importante no debate ambiental, dentro e fora das escolas, fortalecendo principalmente a Educação não formal por meio de campanhas na mídia e da criação de materiais paradidáticos e atividades para alunos de todas as séries. O Instituto Mamirauá (com sede em Tefé, na região do Alto Rio Negro, no Amazonas) já está no quarto curso de Educação Ambiental voltado para professores da rede pública (cerca de 60 escolas são atendidas, num local onde há poucas opções de formação para os docentes). A ONG também discute com o Estado a formação de uma política pública para o tema. Em São Paulo, o Instituto Verdescola auxilia no planejamento de cinco instituições públicas de ensino e uma particular. Além de capacitação para professores, funcionários e pais, a ONG acompanha essas escolas durante o ano inteiro, participando da construção de projetos. Biólogos e pedagogos também dão aulas temáticas dentro da própria grade curricular.
ONDE PODEMOS ENCONTRAR A MATA ATLÂNTICA E COMO PRESERVÁ-LA?
Restam apenas 7% da mata que havia na época do descobrimento.
Para falar da Mata Atlântica, primeiro é preciso entender o que ela é. Segundo explica Carolina Mathias, engenheira florestal da Fundação SOS Mata Atlântica, "podemos defini-la como um bioma com vários ecossistemas, que tem desde mangue até floresta tropical". Ou seja, a Mata Atlântica não é apenas aquela floresta atlântica que se vê perto do litoral, mas um bioma ou uma junção de ecossistemas com características comuns e com processos ecológicos que se interligam. Nesse caso, essas características seriam, além da ocorrência geográfica, a proximidade com o litoral e as formações florestais em um contínuo, que se estende até o serrado, a caatinga ou os campos. "Outro ponto importante é que a Mata Atlântica tem árvores grandes e de dossel contínuo, ou seja, com copas que se tocam", diz Carolina Mathias. Esse bioma ainda tem mais de 22 mil espécies, quase nove mil delas endêmicas (que só existem nesse bioma), superando a biodiversidade da Amazônia. Infelizmente, 383 desses animais e plantas estão ameaçados de extinção. A extensão territorial da Mata Atlântica também impressiona – vai desde o Rio Grande do Sul até o Piauí, cobrindo 17 estados. Originalmente, ela compunha 15% do território brasileiro, mas hoje só restam 7% desse bioma.
Hoje, a Mata Atlântica ainda pode ser encontrada em quase todo o país (menos no Mato Grosso, Maranhão e Região Norte), mas em pequena quantidade. A maior concentração está no Vale do Ribeira, em São Paulo. Ao todo, existem 860 unidades de conservação da Mata Atlântica no Brasil, que vão de pequenos sítios até parques estaduais. Muitos desses parques são abertos à visitação e podem ser uma boa forma de conscientizar os alunos da importância de preservar o meio-ambiente. Beatriz Siqueira, coordenador do projeto Mata Atlântica vai à Escola da Fundação SOS Mata Atlântica, conta que existem vários projetos em andamento para tentar salvar o que ainda resta do bioma. "O que está sendo feito hoje são ações de restauração e replantio de árvores que compõem a flora original da mata. Também estão sendo criadas muitas áreas de conservação, principalmente em propriedades particulares", diz. A ecóloga ainda explica que cada um de nós pode ajudar a manter a floresta em pé com ações do dia-a-dia, como economizar água, energia elétrica e diminuir a poluição. "Se cada um de nós gastar menos energia, por exemplo, vamos precisar de menos hidrelétricas, o que ajuda a manter a mata. Pois para construir uma usina é preciso desmatar e inundar uma grande área de floresta", diz Beatriz. Preservar a Mata Atlântica ainda pode ajudar a diminuir o aquecimento global. Isso porque, além da floresta ser responsável por absorver carbono, é muito comum no Brasil fazer queimadas para transformar a mata em área de agropecuária. E esse tipo de ação é o principal responsável pelas emissões de carbono no nosso país. Por outro lado, o aumento da temperatura da Terra pode afetar a Mata Atlântica, já que muda as características dos ecossistemas. "A maior preocupação é com a fauna. O aquecimento pode matar várias espécies", alerta Beatriz.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
COMO SE CALCULA IDADE DE UM FÓSSIL?
Existem duas maneiras: a datação relativa, usada pelos pesquisadores desde o século 17, por comparação com outros fósseis; e a datação absoluta, feita desde o início do século 20, com a análise de elementos químicos radiativos encontrados nos organismos estudados. Com essa técnica, são identificados o tempo que provocou tal concentração e a quantidade atual de dois elementos.
O resultado é a idade do fóssil. Já para descobrir quantos anos o organismo tinha antes de ser soterrado ou qual a fase de vida em que se encontrava, como infância ou velhice, há técnicas variadas. Com os vertebrados, a análise é feita em pedaços de ossos e dentes. Em árvores petrificadas, são contados os anéis de crescimento do tronco.
O resultado é a idade do fóssil. Já para descobrir quantos anos o organismo tinha antes de ser soterrado ou qual a fase de vida em que se encontrava, como infância ou velhice, há técnicas variadas. Com os vertebrados, a análise é feita em pedaços de ossos e dentes. Em árvores petrificadas, são contados os anéis de crescimento do tronco.
TODAS AS LEIS DA EDUCAÇÃO
Nesta página, você tem acesso à toda a legislação educacional brasileira
Constituição Federal de 1988
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Lei 8069 / 1990
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)
Lei 4024 / 1961
Lei 5692 / 1971
Lei 9394 / 1996
Fundef
Emenda Constitucional 14 / 1996
Lei 9424 /1996
Fundeb
Emenda Constitucional 53 / 2006
Lei 11494 / 2007
Plano Nacional de Educação
Lei 10172 / 2001
Piso Salarial
Lei 11738 / 2008
Fonte oficial de legislação brasileira
Constituição Federal de 1988
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Lei 8069 / 1990
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)
Lei 4024 / 1961
Lei 5692 / 1971
Lei 9394 / 1996
Fundef
Emenda Constitucional 14 / 1996
Lei 9424 /1996
Fundeb
Emenda Constitucional 53 / 2006
Lei 11494 / 2007
Plano Nacional de Educação
Lei 10172 / 2001
Piso Salarial
Lei 11738 / 2008
Fonte oficial de legislação brasileira
O QUE DEFINE UM DIA LETIVO?
É aquele previsto para a aula. Pela LDB, as escolas devem cumprir pelo menos 200 dias letivos anuais
Um dia letivo é aquele programado para aula, não importa a quantidade de alunos presentes. Ainda que haja um número reduzido de estudantes, ou apenas um, em sala de aula, o professor deve dar o conteúdo previsto e as pessoas ausentes levam falta. "A turma presente tem direito à atividade agendada”, afirma Maria Eveline, coordenadora geral de Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação e Cultura (MEC).
Pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a Educação no Brasil, as escolas devem cumprir pelo menos 200 dias letivos anuais, distribuídos em dois semestres. Totalizando, no mínimo, 800 horas, ou seja, 48.000 minutos (800 horas x 60 minutos). Escolas que consideram nessa conta a hora-aula, que normalmente é de 45 minutos, descumprem a lei. Os pais precisam, portanto, ficar atentos para garantir o direito dos filhos.
Nos 48.000 minutos não estão inclusos os exames de final de ano, intervalos e nem os recreios, que são contabilizados à parte. Reuniões de planejamento e outras atividades dos professores sem a presença dos alunos também não fazem parte dos 200 dias letivos.
Se por algum motivo não houver aula, a escola precisa repor o período suspenso pelo menos até atingir os 200 dias mínimos estabelecidos por lei. “Em casos emergenciais, a obrigatoriedade dos 200 dias pode ser anulada, caso a Secretaria Estadual de Educação assim determine”, afirma Luiz Gonzaga Pinto, presidente do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo.
Luiz explica que isso pode acontecer porque a LDB prevê adaptações do calendário escolar de acordo com peculiaridades locais ou até climáticas. Ou seja, em caso de catástrofes naturais ou epidemias infectocontagiosas como a de gripe A (conhecida como gripe suína), os 200 dias podem não ser cumpridos.
Por causa dessa flexibilidade na lei, o Conselho Estadual de Educação de São Paulo publicou um despacho no Diário Oficial, no dia 8 de agosto, passando às escolas públicas e privadas a decisão de repor ou não as aulas adiadas por causa da epidemia de gripe A. No entanto, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, à qual o Conselho é vinculado, revogou a resolução e determinou que todas as escolas adequem seu calendário para cumprir a LDB. “As aulas podem ser repostas em períodos livres do dia, aos sábados ou mesmo encurtar as próximas férias”, explica Luiz Gonzaga Pinto.
O importante, segundo Maria Eveline, é que a escola dê conta de ensinar todo o conteúdo programado aos alunos nesses 200 dias. “A instituição deve cumprir seu planejamento. Os pais e alunos, assim como as entidades que os representam, têm o direito de acompanhar e de serem informados sobre a forma como a escola fará as reposições”.
A mesma regra vale, em tese, para a Educação Infantil, já que também tem programa de conteúdo mínimo a cumprir. “Ela é considerada a primeira etapa da Educação Básica, portanto tem de se pautar pelas mesmas orientações que os demais níveis”, afirma Luiz Gonzaga. Como, porém, a educação só é obrigatória a partir dos seis anos de idade, a decisão de repor aula para as crianças abaixo dessa faixa etária cabe à escola em conjunto com os pais.
Um dia letivo é aquele programado para aula, não importa a quantidade de alunos presentes. Ainda que haja um número reduzido de estudantes, ou apenas um, em sala de aula, o professor deve dar o conteúdo previsto e as pessoas ausentes levam falta. "A turma presente tem direito à atividade agendada”, afirma Maria Eveline, coordenadora geral de Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação e Cultura (MEC).
Pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a Educação no Brasil, as escolas devem cumprir pelo menos 200 dias letivos anuais, distribuídos em dois semestres. Totalizando, no mínimo, 800 horas, ou seja, 48.000 minutos (800 horas x 60 minutos). Escolas que consideram nessa conta a hora-aula, que normalmente é de 45 minutos, descumprem a lei. Os pais precisam, portanto, ficar atentos para garantir o direito dos filhos.
Nos 48.000 minutos não estão inclusos os exames de final de ano, intervalos e nem os recreios, que são contabilizados à parte. Reuniões de planejamento e outras atividades dos professores sem a presença dos alunos também não fazem parte dos 200 dias letivos.
Se por algum motivo não houver aula, a escola precisa repor o período suspenso pelo menos até atingir os 200 dias mínimos estabelecidos por lei. “Em casos emergenciais, a obrigatoriedade dos 200 dias pode ser anulada, caso a Secretaria Estadual de Educação assim determine”, afirma Luiz Gonzaga Pinto, presidente do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo.
Luiz explica que isso pode acontecer porque a LDB prevê adaptações do calendário escolar de acordo com peculiaridades locais ou até climáticas. Ou seja, em caso de catástrofes naturais ou epidemias infectocontagiosas como a de gripe A (conhecida como gripe suína), os 200 dias podem não ser cumpridos.
Por causa dessa flexibilidade na lei, o Conselho Estadual de Educação de São Paulo publicou um despacho no Diário Oficial, no dia 8 de agosto, passando às escolas públicas e privadas a decisão de repor ou não as aulas adiadas por causa da epidemia de gripe A. No entanto, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, à qual o Conselho é vinculado, revogou a resolução e determinou que todas as escolas adequem seu calendário para cumprir a LDB. “As aulas podem ser repostas em períodos livres do dia, aos sábados ou mesmo encurtar as próximas férias”, explica Luiz Gonzaga Pinto.
O importante, segundo Maria Eveline, é que a escola dê conta de ensinar todo o conteúdo programado aos alunos nesses 200 dias. “A instituição deve cumprir seu planejamento. Os pais e alunos, assim como as entidades que os representam, têm o direito de acompanhar e de serem informados sobre a forma como a escola fará as reposições”.
A mesma regra vale, em tese, para a Educação Infantil, já que também tem programa de conteúdo mínimo a cumprir. “Ela é considerada a primeira etapa da Educação Básica, portanto tem de se pautar pelas mesmas orientações que os demais níveis”, afirma Luiz Gonzaga. Como, porém, a educação só é obrigatória a partir dos seis anos de idade, a decisão de repor aula para as crianças abaixo dessa faixa etária cabe à escola em conjunto com os pais.
COMO SÃO FEITAS AS LEIS?
Cada proposta deve ser discutida e depois aprovada para virar lei
O caminho inicial é uma das esferas do poder político, o executivo ou o legislativo, propor uma lei. No âmbito federal, o executivo é o presidente e o legislativo, a Câmara dos Deputados e o Senado. No plano estadual, o executivo é o governador e, no municipal, o prefeito. No estado, o legislativo são os deputados estaduais e, nos municípios, os vereadores.
Depois, a proposta entra em discussão em todo o legislativo - no âmbito federal, primeiro os deputados discutem, aprovam, e depois o mesmo é feito no Senado. O contrário acontece (do Senado para o Congresso) quando são os senadores propõem a lei.
Depois que foi aprovada pelo poder legislativo, o presidente, o governador ou o prefeito precisa sancionar a lei, sem a qual ela não tem validade. Sancionar é declarar sua aprovação. Nesse momento, ele pode vetar artigos e aprovar a lei sem eles. Não é possível cortar trechos ou palavras, só artigos inteiros para não haver manipulação do texto, o que acontecia na época da ditadura, explica Andrea Freitas, cientista política e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
A lei só vale mesmo quando publicada no Diário Oficial, seja da União ou dos estados. Quando o executivo veta a lei, ela volta para o legislativo e, depois de uma nova votação, pode passar a valer mesmo não tendo sido sancionada pelo presidente, governador ou prefeito. Nesse caso há uma votação secreta para que o deputado ou vereador não sofra punições do poder executivo. Se ela for aprovada por 50% deles mais um, a lei é publicada e passa a valer, diz Andrea. A pesquisadora afirma que esta é uma forma de equilibrar os poderes, não os deixando concentrados nas mãos de apenas uma esfera política.
O processo para aprovação de uma lei é demorado e pode levar anos. Toda proposta é discutida nas comissões temáticas do legislativo e pode ser aberta para consulta pública para que deputados, senadores e vereadores ouçam pareceres técnicos ou mesmo a opinião da sociedade, conta Andrea. Embora todos os cidadãos tenham direito a opinar na discussão de uma lei, os resultados são mais eficientes quando as pessoas são organizadas em grupos.
O caminho inicial é uma das esferas do poder político, o executivo ou o legislativo, propor uma lei. No âmbito federal, o executivo é o presidente e o legislativo, a Câmara dos Deputados e o Senado. No plano estadual, o executivo é o governador e, no municipal, o prefeito. No estado, o legislativo são os deputados estaduais e, nos municípios, os vereadores.
Depois, a proposta entra em discussão em todo o legislativo - no âmbito federal, primeiro os deputados discutem, aprovam, e depois o mesmo é feito no Senado. O contrário acontece (do Senado para o Congresso) quando são os senadores propõem a lei.
Depois que foi aprovada pelo poder legislativo, o presidente, o governador ou o prefeito precisa sancionar a lei, sem a qual ela não tem validade. Sancionar é declarar sua aprovação. Nesse momento, ele pode vetar artigos e aprovar a lei sem eles. Não é possível cortar trechos ou palavras, só artigos inteiros para não haver manipulação do texto, o que acontecia na época da ditadura, explica Andrea Freitas, cientista política e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
A lei só vale mesmo quando publicada no Diário Oficial, seja da União ou dos estados. Quando o executivo veta a lei, ela volta para o legislativo e, depois de uma nova votação, pode passar a valer mesmo não tendo sido sancionada pelo presidente, governador ou prefeito. Nesse caso há uma votação secreta para que o deputado ou vereador não sofra punições do poder executivo. Se ela for aprovada por 50% deles mais um, a lei é publicada e passa a valer, diz Andrea. A pesquisadora afirma que esta é uma forma de equilibrar os poderes, não os deixando concentrados nas mãos de apenas uma esfera política.
O processo para aprovação de uma lei é demorado e pode levar anos. Toda proposta é discutida nas comissões temáticas do legislativo e pode ser aberta para consulta pública para que deputados, senadores e vereadores ouçam pareceres técnicos ou mesmo a opinião da sociedade, conta Andrea. Embora todos os cidadãos tenham direito a opinar na discussão de uma lei, os resultados são mais eficientes quando as pessoas são organizadas em grupos.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE RAIZ TUBEROSA, TUBÉRCULO E BULBO?
A principal diferença entre os três é o local em que as reservas de nutrientes são acumuladas. Enquanto em bulbos e tubérculos elas aparecem no caule do vegetal, nas tuberosas elas ficam nas raízes. Para entender melhor essa diferença, observe as três figuras acima. A primeira imagem é uma raiz tuberosa, como a beterraba e a cenoura. Nesse tipo de vegetal, os nutrientes se acumulam dentro da raiz, embaixo da terra, e o caule fica acima da superfície. A segunda figura é de um tubérculo. Ele se caracteriza por ter um caule subterrâneo em formato geralmente arredondado, com gemas, ou olhos, em reentrâncias, que é capaz de armazenar energia em forma de amido e inulina, entre outras substâncias. As raízes do tubérculo apenas fixam o vegetal ao solo, absorvem e conduzem água e nutrientes, sem acumulá-los. Um exemplo clássico de tubérculo é a batata. A terceira imagem refere-se ao bulbo. Como o tubérculo, ele também apresenta um caule subterrâneo, mas seu formato é bem diferente. O caule do bulbo é reduzido a um disco basal ou a um eixo cônico achatado, denominado prato. São exemplos de bulbo a cebola - composta de uma pequena parte mais dura em sua base, que corresponde ao caule (observe a imagem acima), e uma parte maior branca, formada pela sobreposição de estruturas foliares - e o alho - constituído de muitos bulbilhos, cada um com a mesma estrutura básica do bulbo. As raízes desse vegetal também não acumulam nutrientes.
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