Em que mundo queremos viver?
Quando se pensa em juventude, logo se pensa em futuro. Pais, professores, governantes... Todos se preocupam e se dedicam a preparar os jovens para que possam desfrutar de boa saúde, conforto, terem boas perspectivas profissionais, serem eficientes, inovadores e que, assim, possam contribuir com a construção de um país mais próspero, justo e ético.
Não há dúvidas de que estes desejos são autênticos, genuínos e vêm acompanhados da percepção de que os jovens do século 21 podem ter uma vida melhor que seus pais e avós. A ciência e a tecnologia evoluíram tanto que já permitem aos seres humanos executar menos tarefas pesadas, adoecer menos, alimentar-se balanceadamente, viver mais e melhor.
O Lar-Terra
Mas os jovens do novo século podem ter à sua frente um futuro sombrio, ameaçador, no qual os recursos naturais mais importantes para a sobrevivência e para a qualidade de vida da humanidade estejam irremediavelmente comprometidos.
Como viver sem água? Como ter saúde e qualidade de vida em um planeta onde as mudanças climáticas produzem frios extremos alternados com temperaturas altíssimas? Como produzir alimentos suficientes tendo longos períodos de enchentes seguidos de muitos meses de estiagem? Como lidar com as pandemias com a migração dos vetores das doenças?
Como vamos adaptar nossas estruturas físicas, nosso modo de produção, de locomoção, nosso modo de viver às novas condições climáticas, geradas pelo aquecimento global?
A palavra ecologia vem do grego óikos e significa casa, lar. Ecologia é a ciência da administração do Lar-Terra, da Pacha-Mama, grande mãe, como o planeta era designado nas culturas andinas, ou de Gaia, organismo vivo, como era chamado na mitologia grega e também na moderna cosmologia.
Mas hoje, embora muito se fale de meio ambiente, pouco se faz para restabelecer a ligação perdida com a natureza. É cada vez mais evidente a ruptura entre o modelo de desenvolvimento vigente em grande parte do mundo e a capacidade de suporte do planeta. Estamos dilapidando os recursos naturais em uma velocidade e intensidade nunca antes vista.
Está mais do que na hora de mudarmos este cenário. Cada um de nós pode atuar para garantir a qualidade de vida das atuais e das próximas gerações no planeta.
Os jovens, dotados de uma imensa energia vital, podem e devem ser convocados a compreender este contexto e estimulados a exercer ativamente sua cidadania planetária.
Precisam compreender o funcionamento das leis da natureza e, inspirados em seus padrões, transformar os sistemas socioeconômicos, tornando-os sustentáveis.
A ciência já nos permite saber o que fazer; o desenvolvimento tecnológico que a humanidade alcançou já pode oferecer alternativas ambientalmente corretas a muitas de nossas necessidades.
Pais e educadores têm em suas mãos o poder de decidir sobre o futuro do planeta, mudando suas atitudes e práticas, estimulando, inspirando e mobilizando os jovens a se comprometerem com as questões socioambientais. Trata-se, afinal, de garantir o seu futuro.
O que fazer em casa para contribuir com a construção de um planeta sustentável?
• Dar preferência ao transporte público;
• Consumir só o que for necessário, evitando comprar aquilo que não precisa;
• Levar sempre uma sacola de compras, dentro da bolsa ou da mochila, de modo a não usar embalagens plásticas;
• Preferir embalagens que possam ser reutilizadas e/ou recicladas;
• Separar o lixo e encaminhar para reciclagem;
• Nunca jogar no lixo comum pilhas e baterias. Entregá-las em postos de coleta apropriados;
• Recolher o óleo usado na cozinha e entregá-lo a empresas ou catadores que o utilizam para sabão ou biodiesel;
• Montar uma composteira em sua casa, escola, comunidade para produção de adubo orgânico.
• Não queimar o lixo doméstico e não permitir que o façam em sua vizinhança;
• Não comprar e nem utilizar madeira de construção e carvão vegetal sem conhecer sua origem. O desmatamento também é culpa de quem consome a madeira e o carvão ilegais;
• Contribuir com o controle de enchentes e com o clima plantando árvores, arbustos ou até mesmo grama no quintal de sua casa, de seu condomínio, da escola, na calçada, nas margens do córrego ou rio mais próximo;
• Economizar água, coletar a água de chuva e usá-la para lavar quintal, trocar a válvula hidra do vaso sanitário por caixa de descarga, diminuir o tempo do banho, nunca deixar a torneira aberta enquanto se escova os dentes ou faz barba;
• Economizar energia, apagar as luzes do ambiente quando sair, usar lâmpadas fluorescentes, desligar completamente os aparelhos eletrônicos que não estiverem em uso, nunca os deixando em stand by...
• Consumir alimentos orgânicos, de preferência produzidos localmente;
• Dar asas à imaginação e acrescentar muitos outros itens a esta listagem...
sexta-feira, 4 de junho de 2010
MEIO AMBIENTE!!!
O meio ambiente no interior da escola
O primeiro passo para trabalhar bem a educação ambiental é criar na escola um ambiente capaz de envolver todos os professores e também a comunidade. O meio ambiente vai além das dimensões biofísicas, como vegetação, recursos hídricos, fauna, solos, atmosfera... Envolve as configurações dos conhecimentos, das técnicas, das estruturas e das relações sociais.
A educação é um ato político e que, para ser identificada como um ato educativo na perspectiva ambiental, necessita mais de uma mudança qualitativa da escola do que de informações eficientes. Isto será possível com uma maior ênfase nos aspectos éticos e políticos da questão ambiental.
O planejamento do trabalho de desenvolvimento dos profissionais da educação no interior da escola pressupõe uma reflexão e uma discussão coletiva da escola - em particular, suas condições objetivas, considerando dois eixos de análise: a história da própria escola e os reflexos da história e do atual contexto educacional e social brasileiro sobre o cotidiano escolar.
O projeto de escola
A partir de uma análise assim realizada, é possível que, com mais segurança, os profissionais da escola, de comum acordo, estabeleçam as estratégias mais valiosas e viáveis que possam trilhar na busca de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento do processo educativo de que participam.
Pensar o trabalho de desenvolvimento do pessoal da escola é, em primeiro lugar, diagnosticar as condições objetivas de cada escola e situá-la no contexto do movimento educacional e social mais amplo pelo qual passa a sociedade.
Confrontar os determinantes sociais gerais com os locais, procurando equacionar os pontos de estrangulamento, é a melhor forma de se iniciar o trabalho na escola. Todo diagnóstico deve ter como referência um padrão a se alcançar, um parâmetro em função do qual a análise será feita. É aqui que se apresenta como fundamental que os agentes pedagógicos explicitem seu projeto de escola.
O meio ambiente no interior da escola tem por finalidade auxiliar na formação e na qualificação dos alunos e professores, com base nos princípios e na metodologia que envolve a comunidade. Este auxílio na qualificação visa também a promover um maior conhecimento sobre novos processos de preservação e conservação, adequação às formas de regulamentação, bem como criar condições que facilitem a difusão da informação científica.
O processo
Para obter um meio ambiente no interior da escola deve-se:
• Promover uma conscientização de todos os atores da escola;
• Elaborar metas e missões a serem atingidos;
• Conservar o ambiente da escola em constante organização;
• Criar uma cultura ambiental dos professores e alunos em relação à preservação;
• Limpar e retirar tudo que impede a promover a questão ambiental;
• Organizar ações de limpeza e conservação com os alunos todos os dias;
• Plantar árvores, flores e grama nos espaços da escola;
• Orientar os alunos para a reprodução das ações ambientais em suas casas;
• Plantar, com os alunos, árvores e flores, dialogando sobre o cuidado para com cada planta.
• Elaborar textos e trabalhos em sala de aula sobre as atividades realizadas no pátio;
• Reciclar e reutilizar os lixos da escola;
• Criar caixas para guardar o lixo reciclado;
• Trabalhar em sala de aula, a questão ambiental junto com os aspectos sociais, como saúde e qualidade de vida.
O meio ambiente, compreendido como construção contínua, no interior da escola proporciona:
• Um ambiente sadio onde professores e alunos se sentem naturais;
• Um espaço de leitura e de estudo harmônico;
• Árvores bem preservadas ajudam e melhoram o bem-estar do ser humano;
• A descoberta de que a educação ambiental ajuda a compreender como se constrói o pensamento.
Em suma, educação ambiental para o desenvolvimento sustentável é uma vida ampla e longa que sustente com inteligência cada desafio individual, das instituições e das sociedades que visualizem o amanhã com uma diferença que pertença a todos nós, ou não pertença a ninguém.
Questões para Debate
1 - O que já existe em sua escola e o que ainda falta para implantar uma efetiva educação ambiental?
2 - Em que medida a educação ambiental interfere em todo processo educacional da escola?
3 - Qual é a importância do trabalho ambiental da escola para a sociedade e para o futuro?
4 - Que tal organizar um mutirão de educação ambiental na escola onde seria possível envolver alunos, professores e pais em ações de limpeza, plantio de árvores e plantas, organização dos jardins, pinturas de muros, espaços para separação de lixo?
O primeiro passo para trabalhar bem a educação ambiental é criar na escola um ambiente capaz de envolver todos os professores e também a comunidade. O meio ambiente vai além das dimensões biofísicas, como vegetação, recursos hídricos, fauna, solos, atmosfera... Envolve as configurações dos conhecimentos, das técnicas, das estruturas e das relações sociais.
A educação é um ato político e que, para ser identificada como um ato educativo na perspectiva ambiental, necessita mais de uma mudança qualitativa da escola do que de informações eficientes. Isto será possível com uma maior ênfase nos aspectos éticos e políticos da questão ambiental.
O planejamento do trabalho de desenvolvimento dos profissionais da educação no interior da escola pressupõe uma reflexão e uma discussão coletiva da escola - em particular, suas condições objetivas, considerando dois eixos de análise: a história da própria escola e os reflexos da história e do atual contexto educacional e social brasileiro sobre o cotidiano escolar.
O projeto de escola
A partir de uma análise assim realizada, é possível que, com mais segurança, os profissionais da escola, de comum acordo, estabeleçam as estratégias mais valiosas e viáveis que possam trilhar na busca de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento do processo educativo de que participam.
Pensar o trabalho de desenvolvimento do pessoal da escola é, em primeiro lugar, diagnosticar as condições objetivas de cada escola e situá-la no contexto do movimento educacional e social mais amplo pelo qual passa a sociedade.
Confrontar os determinantes sociais gerais com os locais, procurando equacionar os pontos de estrangulamento, é a melhor forma de se iniciar o trabalho na escola. Todo diagnóstico deve ter como referência um padrão a se alcançar, um parâmetro em função do qual a análise será feita. É aqui que se apresenta como fundamental que os agentes pedagógicos explicitem seu projeto de escola.
O meio ambiente no interior da escola tem por finalidade auxiliar na formação e na qualificação dos alunos e professores, com base nos princípios e na metodologia que envolve a comunidade. Este auxílio na qualificação visa também a promover um maior conhecimento sobre novos processos de preservação e conservação, adequação às formas de regulamentação, bem como criar condições que facilitem a difusão da informação científica.
O processo
Para obter um meio ambiente no interior da escola deve-se:
• Promover uma conscientização de todos os atores da escola;
• Elaborar metas e missões a serem atingidos;
• Conservar o ambiente da escola em constante organização;
• Criar uma cultura ambiental dos professores e alunos em relação à preservação;
• Limpar e retirar tudo que impede a promover a questão ambiental;
• Organizar ações de limpeza e conservação com os alunos todos os dias;
• Plantar árvores, flores e grama nos espaços da escola;
• Orientar os alunos para a reprodução das ações ambientais em suas casas;
• Plantar, com os alunos, árvores e flores, dialogando sobre o cuidado para com cada planta.
• Elaborar textos e trabalhos em sala de aula sobre as atividades realizadas no pátio;
• Reciclar e reutilizar os lixos da escola;
• Criar caixas para guardar o lixo reciclado;
• Trabalhar em sala de aula, a questão ambiental junto com os aspectos sociais, como saúde e qualidade de vida.
O meio ambiente, compreendido como construção contínua, no interior da escola proporciona:
• Um ambiente sadio onde professores e alunos se sentem naturais;
• Um espaço de leitura e de estudo harmônico;
• Árvores bem preservadas ajudam e melhoram o bem-estar do ser humano;
• A descoberta de que a educação ambiental ajuda a compreender como se constrói o pensamento.
Em suma, educação ambiental para o desenvolvimento sustentável é uma vida ampla e longa que sustente com inteligência cada desafio individual, das instituições e das sociedades que visualizem o amanhã com uma diferença que pertença a todos nós, ou não pertença a ninguém.
Questões para Debate
1 - O que já existe em sua escola e o que ainda falta para implantar uma efetiva educação ambiental?
2 - Em que medida a educação ambiental interfere em todo processo educacional da escola?
3 - Qual é a importância do trabalho ambiental da escola para a sociedade e para o futuro?
4 - Que tal organizar um mutirão de educação ambiental na escola onde seria possível envolver alunos, professores e pais em ações de limpeza, plantio de árvores e plantas, organização dos jardins, pinturas de muros, espaços para separação de lixo?
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