quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O mundo com sede!






A natureza pode ser irônica quando responde às agressões causadas pelo homem. Exemplo disso é a relação da humanidade com a água, o líquido mais abundante da Terra. Tratamos tão mal nosso planeta que acabamos nos colocando numa realidade catastrófica, de dupla face: ao mesmo tempo que corremos o risco de afogar nossas cidades sob a água salgada do mar, padecemos da falta de água doce.
De um lado, está o aquecimento global, com o conseqüente derretimento das geleiras e a elevação do nível dos mares, que ameaça desalojar bilhões de habitantes das zonas litorâneas. De outro, há o esgotamento das reservas de água potável do planeta. Em outras palavras, estamos chegando à mesma situação extrema de um náufrago, que se vê com água por todos os lados, mas sem nenhuma gota para beber.

Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) repetem o diagnóstico cada vez mais alarmante: mais de 1 bilhão de pessoas - o equivalente a 18% da população mundial - não têm acesso a uma quantidade mínima aceitável de água potável, ou seja, água segura para uso humano. Se nada mudar no padrão de consumo, dois terços da população do planeta em 2025 - 5,5 bilhões de pessoas - poderão não ter acesso à água limpa. E, em 2050, apenas um quarto da humanidade vai dispor de água para satisfazer suas necessidades básicas.

A escassez de água não ameaça apenas com a sede. Traz a morte na forma de doenças. Segundo a ONU, 1,7 bilhão de pessoas não têm acesso a sistemas de saneamento básico e 2,2 milhões morrem a cada ano em todo o mundo por consumir água contaminada e contrair
doenças como diarréia e malária.

A água potável é um bem raro por natureza. Quase 97,5% da água que cobre a superfície da Terra é salgada. Dos restantes 2,5%, dois terços estão em estado sólido, nas geleiras e calotas polares - de difícil aproveitamento. A maior parte da água em estado líquido encontra-se no subterrâneo. Lagos, rios e lençóis freáticos menos profundos são apenas 0,26% de toda a água potável.

É dessa pequena fração que toda a humanidade (e boa parte da flora e fauna) depende para sobreviver. É claro que, a princípio, fontes não deveriam esgotar-se, com o ciclo da água garantindo a permanente renovação do volume de rios, lagos e lençóis freáticos por meio das chuvas, originadas pela evaporação dos mares. A água está em eterna reciclagem, há bilhões de anos. A questão é o descompasso entre o tempo necessário para essa renovação e o ritmo em que exploramos os recursos hídricos.

DESEQUILÍBRIO
O primeiro problema é o desequilíbrio na distribuição - um desequilíbrio que começa pela geografia física e segue pela economia. Alguns países têm muito mais água do que sua população necessita. É o caso do Canadá, da Islândia e do Brasil. Outros são situados em regiões extremamente secas, como o norte da África, o Oriente Médio e o norte da China.

Como resultado dessa má distribuição, um canadense pode gastar até 600 litros de água por dia, enquanto um africano dispõe de menos de 30 litros para beber, cozinhar, fazer a higiene, limpar a casa, irrigar a plantação e sustentar os rebanhos.

As populações que habitam as áreas mais áridas da Terra vivem o que se chama "estresse hídrico", uma reunião de fatores ambientais, como falta de chuvas, e socioeconômicos, como crescimento demográfico alto, que resulta em gente demais para água de menos.

A África Subsaariana não é de todo desprovida de recursos hídricos. Essa parte do continente é atravessada por grandes rios e, ainda que algumas áreas sofram períodos de seca, o índice pluviométrico de boa parte é alto. O problema é que os países da região não têm recursos de infraestrutura para aproveitar mais do que 3,8% do total de vazão de seus rios. Resultado: mais de 94% da água potável volta para o mar sem atender às necessidades da população.

Por essa razão, 22 desses países estão na lista dos 24 com maior estresse hídrico. São nações de acelerado crescimento demográfico e de poucos recursos para proteger os mananciais e oferecer saneamento básico aos habitantes. Em algumas localidades, um homem é obrigado a sobreviver com 10 litros de água por dia - pouco mais que o volume de água que escorre pelo esgoto a cada vez que um brasileiro usa a descarga.

Um dos cenários mais apavorantes de estresse hídrico é o que pode atingir a China, em 20 anos. O país reúne 20% da população mundial, mas detém apenas 7% dos recursos hídricos do planeta. O volume per capita de água ali é de um quarto da média mundial.

Metade do total de 660 cidades chinesas já sofre com a escassez e em 100 delas a falta é extrema. No norte árido, a extração de água do subsolo exauriu os lençóis freáticos. No sul, onde os recursos hídricos são mais abundantes, despejos industriais, de fertilizantes e esgoto doméstico já poluíram as águas dos sete maiores rios e contaminaram 25 de seus 27 grandes lagos. De cerca de 1,1 mil mananciais analisados, 25% apresentam água com qualidade abaixo dos padrões mínimos de potabilidade.

Segundo o Banco Mundial, se persistir a tendência de crescimento demográfico e industrialização, a China terá, em 2030, 30 milhões de habitantes sem água para matar a sede.

A escassez de água se deve, principalmente, ao mau uso que se faz dela. Estima-se que no mundo, de cada 100 litros de água utilizados, 60 se percam por causa de maus hábitos ou técnicas ineficientes. Exemplo disso é o desaparecimento do Mar de Aral, o lago salgado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, na Ásia Central.

O lago, que era o quarto maior do planeta, possuia área equivalente à dos estados do Rio de Janeiro e Alagoas, juntos, era até a década de 1960 um oásis na região deserta. Até que o governo da então extinta União Soviética resolveu desviar dois rios que desaguavam no lago para irrigar plantações de algodão. Hoje, o Aral já perdeu quase 70% de sua extensão e três quartos do volume de água.

O desastre foi completo, com extinção de espécies de peixes e de animais que viviam em suas margens, destruição da floresta que o cercava e supersalinização do solo, tornando-o improdutivo para sempre (veja mapa da escassez no mundo).

DESASTRE ABIENTAL
O triste episódio do Aral - considerado por muitos o maior desastre ecológico de todos os tempos - mostra quanto a agropecuária é responsável pela crise. Ainda que as técnicas de plantio e irrigação tenham melhorado, as plantações consomem, em média, 69% da água do planeta. Para produzir 1 quilo de carne bovina são gastos 15 mil litros de água, e 1 quilo de trigo consome 1,5 mil litros.

Além disso, 60% da água usada na irrigação se perde ou porque evapora ou porque volta aos rios e lençóis subterrâneos. O restante é dividido entre a indústria, que consome 21%, com processos que poderiam ser melhorados, e o consumo doméstico, responsável por 10% do total.

Medidas simples, como arrumar aquela torneira da pia da cozinha que não pára de pingar ou reduzir o tempo de banho, podem resultar em até um terço de economia. Nas cidades, uma boa quantidade de água é perdida, ainda, em vazamentos: as estimativas indicam que algo entre 30% e 70% da água que sai de um reservatório não chega a nenhuma torneira, mas escoa por encanamentos malconservados.

Não é à toa que a água é disputada a bala. Há relatos de guerras declaradas em nome da água que datam no Egito Antigo. Segundo a ONU, existem mais de 200 bacias hidrográficas disputadas ou compartilhadas por 145 países. O Oriente Médio é pródigo nessa disputa. Há décadas, israelenses, palestinos, sírios e jordanianos brigam por água.

O motivo da disputa entre israelenses e palestinos são os lençóis da Cisjordânia. Até 1967, os palestinos tinham acesso a eles livremente. Mas a ocupação israelense acabou com isso. Israel também ocupou as Colinas de Golã, da Síria, onde ficam as nascentes do rio Jordão. Líderes de países da região, como Egito e Jordânia, já disseram que a guerra é aceitável para defender suas fontes de água.

Mesmo regiões regadas por rios e lagos já apresentam disputas por água. Em 1991, a Hungria e a Tchecoslováquia submeteram à Corte Internacional de Justiça sua contenda sobre os desvios e a construção de diques no rio Danúbio, e um acordo foi assinado.

Assim como esse documento, existem mais de 3,8 mil declarações e convenções unilaterais ou multilaterais sobre o uso da água. Desse total, 286 são tratados e 61 referem-se às bacias ocupadas por mais de um país. É o melhor modo de resolver a questão. Afinal, como a ONU diz, as lutas armadas por água são batalhas em que não há vencedor.

Ninguém tem uma solução mágica para a crise da água. Mas os especialistas são unânimes em afirmar que a única saída é aprendermos a gerir os recursos hídricos. Ainda mais se levarmos em conta o crescimento populacional. Do início ao fim do século XX, o consumo de água aumentou seis vezes - duas vezes acima do crescimento da população no mesmo período.

E a ampliação da população vai exigir mais água daqui para diante. Estima-se que, para alimentar os 8 bilhões de terráqueos em 2030, a produção de alimentos suba 60% - o que requer um aumento de 14% no consumo de água, comprometendo ainda mais o acesso à água para outras finalidades.

O alto índice de urbanização também demandará mais água para as cidades. O aumento da industrialização nos países em desenvolvimento exigirá mais energia, e mais hidrelétricas e barragens serão construídas, alterando o curso de mais rios - o que é um problema não mais só para o homem, mas também para as espécies vegetais e animais.

Segundo a organização ambientalista WWF, apenas um terço dos 177 rios com mais de mil quilômetros de extensão flui livremente para o mar. Barragens e represas, associadas à poluição das águas, colocam mais de 3 mil espécies entre as ameaçadas de extinção. Melhorar as condições sanitárias exige investimentos de 11,3 bilhões de dólares por ano.

Sem isso, a ONU não acredita que seja possível cumprir os objetivos assumidos por 191 países em 2000, na Declaração das Metas de Desenvolvimento do Milênio: estancar a pobreza, a fome, a mortalidade infantil, as doenças e a degradação ambiental até 2015.

A ÁGUA É NOSSA
O Brasil tem água potável suficiente para abastecer cinco vezes a população da Terra. Mas a distribuição pelo território nacional não é equilibrada.

Os números sobre os recursos hídricos brasileiros são um exagero. Os rios que cortam o Brasil carregam 12% do total de água doce superficial do planeta - o dobro de todos os rios da Austrália e Oceania, 42% a mais que os da Europa e 25% a mais que os do continente africano.

Mesmo contando com as épocas de seca, em que os rios reduzem muito sua vazão, temos água para satisfazer as necessidades do país por 57 vezes. Com todo esse volume, seria possível abastecer a população de mais cinco planetas Terra - 32 bilhões de pessoas -, com 250 litros de água para cada um por dia.

Mas, como ocorre em outras partes do mundo, aqui também os recursos hídricos são mal distribuídos: 74% de toda água brasileira está concentrada na Amazônia, onde vivem apenas 5% da população. Uma característica que as bacias têm em comum: todas sofrem com algum tipo de degradação por causa da ação do homem.

Afim de gerenciar os recursos hídricos brasileiros, a Agência Nacional das Águas (ANA) divide o país em 12 regiões hidrográficas, que correspondem a 12 bacias (veja o mapa). É com base nessa divisão que o governo federal calcula e gerencia a relação entre a oferta e a demanda de água no país. A gestão da rede hídrica nacional é fundamental para evitar a destruição dos recursos naturais e a repetição dos episódios de racionamento e blecaute que afetaram algumas regiões do país mais de uma vez.

A cada segundo, o Brasil retira de seus rios somente 3,4% da vazão total. Mas apenas pouco mais da metade disso é efetivamente aproveitada e não retorna às bacias. A região hidrográfica que mais consome água é a do Paraná, responsável por 23% do total. Na região Atlântico Nordeste Oriental, onde a maioria dos cursos de água é intermitente, as retiradas superam a disponibilidade hídrica.

Em algumas localidades, a água disponível por habitante não supera os 500 metros cúbicos por ano. Isso significa que cada cidadão da região sobrevive com um volume de água equivalente a um terço do volume que caracteriza o estresse hídrico, segundo a ONU: 1,7 mil metros cúbicos por ano. Como ocorre no restante do mundo, a maior parcela da água consumida no país vai para a agricultura (veja o gráfico).

Aparentemente, sabemos tirar proveito da nossa riqueza hídrica. Mas ainda não conseguimos gerenciar adequadamente esses recursos, de modo a preservar sua quantidade e qualidade. Exemplo disso é o que ocorre nas regiões hidrográficas Tocantins-Araguaia e do Paraguai. A generosíssima oferta de água transforma a Região Centro-Oeste numa potência agropecuária. Ao mesmo tempo, o avanço das fronteiras agrícolas provoca imensos desmatamentos na floresta Amazônica, alterando o regime das chuvas, comprometendo a vazão dos rios e sobrecarregando os recursos naturais do Pantanal.

Muitos têm acesso à água - na média, 89% dos domicílios contam com abastecimento -, mas poucos possuem coleta de esgotos - 54% dos lares brasileiros. Pior, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnub, de 2006, 20% da população mais rica dispõe de serviços de saneamento comparáveis aos de países desenvolvidos. No entanto, os 20% mais pobres vivem como o mais miserável vietnamita. O resultado disso é que os rios brasileiros recebem a cada dia, em média, um volume de esgoto doméstico 150 vezes maior que o produzido por uma cidade de 1 milhão de habitantes, como Campinas, no interior de São Paulo. Um terço do total desse despejo ocorre nos rios da bacia do Paraná que cortam áreas densamente povoadas.

Também somos mestres em obter energia a partir da força das quedas-d'água - cerca de 15% da energia que move a economia brasileira vem de hidrelétricas, consideradas limpas por não produzir resíduos ao ser gerada. No entanto, a construção de represas degrada ecossistemas e compromete a vazão dos rios.

Um estudo da organização ambiental WWF mostra que quatro grandes rios brasileiros - Madeira, Xingu, Paraguai e Araguaia - têm o fluxo ameaçado por projetos de construção de barragens. Segundo os ambientalistas, essas barreiras ao livre fluxo da água alteram o transporte de sedimentos e nutrientes pela correnteza, afetando diversos habitats e comprometendo a biodiversidade.

O DESVIO DO VELHO CHICO
De todos os projetos do governo para os rios brasileiros, o mais polêmico é a transposição de águas do São Francisco. O plano é desviar uma pequena parte da água do Velho Chico por canais e tubulações até as zonas semi-áridas do Ceará, de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

As críticas partem de todos os lados: ambientalistas, políticos, engenheiros e entidades de classe como a Ordem dos Advogados do Brasil. O temor maior é que as regiões banhadas pelo São Francisco passem pela mesma degradação ambiental sofrida pelo Aral, que vem secando inexoravelmente desde que dois rios que o abasteciam de água foram desviados para irrigação.

Questiona-se também até que ponto a obra vale a pena, pois beneficiaria apenas 5% da área do semi-árido, de solo pouco fértil, e poderia, em contrapartida, afetar as regiões que já contam com as águas do rio para abastecimento, irrigação e produção de energia. Além disso, os críticos acham que o desenvolvimento do semi-árido não depende de disponibilizar mais água, pois os açudes contêm o suficiente para o consumo.

Eles também não acreditam que a água transposta seja destinada prioritariamente ao consumo humano, em pequenas comunidades, pobres e isoladas, como deveria ser, mas, sim, à agricultura, geralmente nas mãos de quem tem poder político.

O governo garante que apenas o excedente do consumo humano será destinado à agropecuária e ainda se defende afirmando que a obra desviará apenas 1% do total de água que o São Francisco despeja no mar e, com isso, não alterará o abastecimento das regiões com acesso exclusivo ao São Francisco. Ao contrário, atenderá 9 milhões de brasileiros do semi-árido e transformará mil rios intermitentes em perenes.

No fim de junho, um batalhão de engenharia e construção do Exército deu partida à primeira fase das obras, ainda sob protesto e muitas dúvidas sobre sua eficácia e necessidade - dúvidas que persistem há mais de 150 anos, quando a transposição do Velho Chico foi proposta pela primeira vez, em 1847, por dom Pedro II.

UM MAR DE ÁGUA DOCE DE BAIXO DE NOSSOS PÉS
Não bastasse o recorde de águas superficiais, o Brasil abriga também extensas reservas de água subterrâneas - 27 aqüíferos, ao todo. O principal reservatório é o Aqüífero Guarani. Do 1,2 milhão de quilômetros quadrados de área total, 70% ficam em subsolo brasileiro, estendendo-se por oito estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os restantes 30% dividem-se pelos territórios uruguaio, paraguaio e argentino. Estima-se que o grande lago guarde 45 mil quilômetros cúbicos de água de excelente qualidade, o suficiente para abastecer de maneira sustentável 500 milhões de pessoas, mais que o dobro da atual população do Mercosul. Mas até hoje a exploração dessa reserva foi desordenada, o que leva ao desperdício e à ameaça de contaminação das águas por resíduos químicos provenientes, principalmente, de fertilizantes usados nas lavouras do Centro-Oeste e do oeste paulista.

Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, foram descobertos mais de 500 poços artesianos abandonados e abertos - o que permite a entrada direta de água de enxurradas. Afim de preservar esse valioso recurso, os quatro países "donos" do Guarani começaram a mapear o aqüífero, estratégico para o abastecimento do Cone Sul.

O Projeto de Proteção Ambiental e Manejo Sustentável do Aqüífero Guarani visa a traçar um plano de exploração num ritmo compatível com sua reposição natural, por infiltração pelo solo.

RESUMO
Água

ESCASSEZ NO MUNDO >> As reservas de água potável estão se esgotando rapidamente no mundo todo. Por um lado, a má distribuição natural dos recursos hídricos pelo planeta faz com que as populações de algumas regiões tenham mais água do que o necessário e outras precisem sobreviver com volume abaixo do considerado aceitável para uma vida saudável. O estresse hídrico - o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de água em determinada região - tem como motivo, também, a poluição dos rios e lagos. A ONU estima que mais de 1 bilhão de pessoas já vivam com pouca ou nenhuma água. As nações mais afetadas estão na África Subsaariana, no Oriente Médio e na China. A carência de água compromete a produção de alimentos, o crescimento econômico e a saúde da população. Cerca de 2,2 milhões de pessoas morrem anualmente em razão de doenças causadas por água infectada.

FARTURA NO BRASIL >> O Brasil detém 12% de toda a água superficial do planeta. Os rios que compõem as 12 regiões hidrográficas brasileiras carregam água suficiente para satisfazer as necessidades do país por 57 vezes. Mas aqui também existe grande desequilíbrio: 74% da água brasileira concentra-se na região da Amazônia, onde a densidade demográfica é muito baixa. Enquanto isso, áreas de alta concentração humana, como Sul e Sudeste, vivem perto do racionamento. E outras, como o sertão nordestino, dependem de rios intermitentes, que secam durante a estiagem. Todas as bacias sofrem, mais ou menos, alguma degradação, quer em razão da poluição por esgoto doméstico ou despejo industrial, quer por devastação das matas ou por atividades de mineração.

AQÜÍFERO GUARANI >> Tem água suficiente para abastecer 500 milhões de pessoas e está sob o solo de oito estados brasileiros. Também é ameaçado de contaminação pela grande exploração desordenada.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Plantas e aquecimento global.

O aquecimento global não tem feito as plantas crescerem mais, como se estimava, mas sim menos. Segundo um estudo publicado na revista Science, a produtividade dos vegetais tem decaído em todo o mundo.

Até então, achava-se que as temperaturas constantemente mais elevadas estariam estimulando o crescimento das plantas, mas a nova pesquisa, feita com dados de satélites da Nasa, a agência espacial norte-americana, aponta o contrário.

O motivo são as secas regionais, indica o estudo feito por Maosheng Zhao e Steven Running, da Universidade de Montana, segundo o qual a tendência na produtividade já dura uma década.

A produtividade é uma medida da taxa do processo de fotossíntese que as plantas verdes usam para converter energia solar, dióxido de carbono e água em açúcar, oxigênio e no próprio tecido vegetal.

O declínio observado na última década foi de 1%. Parece pouco, mas, de acordo com os autores da pesquisa, é um sinal alarmante devido ao impacto potencial na produção de alimentos e de biocombustíveis e no ciclo global do carbono.

“Os resultados do estudo são, além de surpreendentes, significativos no nível político, uma vez que interpretações anteriores indicaram que o aquecimento global estaria ajudando no crescimento das plantas mundialmente”, disse Running.

Em 2003, outro artigo publicado na Science, de Ramakrishna Nemani, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, e colegas, havia apontado um aumento de 6% na produtividade global de plantas terrestres entre 1982 e 1999.

O aumento foi justificado por condições favoráveis na temperatura, radiação solar e disponibilidade de água, influenciados pelo aquecimento global, que seriam favoráveis ao crescimento vegetal.

Zhao e Running decidiram fazer novo estudo, a partir de dados da última década reunidos pelo satélite Terra, lançado em 1999. Os cientistas esperavam pela continuidade da tendência anterior, mas verificaram que o impacto negativo das secas regionais superou a influência positiva de uma estação de crescimento mais longa, o que levou ao declínio na produtividade.

Segundo o estudo, embora as temperaturas mais elevadas continuem a aumentar a produtividade em algumas áreas e latitudes mais altas, nas florestas tropicais, responsáveis por grande parte da matéria vegetal terrestre, a elevação nas temperaturas tem diminuido a produtividade, devido ao estresse hídrico e à respiração vegetal, que retorna carbono à atmosfera.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

PERNAMBUCO EM ALERTA MÁXIMO- Dengue
















Pernambuco Corre Risco de Epidemia de Dengue

Dez estados do Brasil correm risco muito alto de epidemia de dengue no primeiro semestre de 2011, período no qual as incidências da doença aumentam. Outros nove apresentam risco alto e cinco, mais o Distrito Federal, foram considerados como áreas de risco moderado.
O anúncio foi feito por José Gomes Temporão, ministro da Saúde, nesta quarta-feira (1º) em coletiva na sede do Ministério da Saúde, em Brasília. O risco muito alto está presente nos estados Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe.
As unidades federativas do Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins apresentam risco alto. Um novo indicador para monitoramento da dengue, com foco nos sorotipos 1, 2 e 3 será adotado por todos o municípios do país para o controle da epidemia. Chamada Risco Dengue, a ferramenta consiste em cinco indicadores, três de saúde, um ambiental e outro demográfico.Os critérios, circulação do vírus, incidência da doença entre 2000 e 2010, números de infestações, somados a indicador de densidade demográfica e dados sobre abastecimento de água e coleta de lixo, servirão para identificar melhor as áreas com maior chance de desenvolver uma epidemia e antecipar as medidas de combate, especialmente ao vetor Aedes Aegypti.Um dos objetivos do projeto é o de ampliar a adoção do LIRA, mecanismo anterior para controle da dengue no país, com 80% de eficácia. Para Temporão, o Risco Dengue possui a vantagem de ser mais sensível e permitir a detecção mais rápida do quadro epidemiológico nos "pontos quentes" ou regiões de risco maior. "É um indicador mais sensível, incorpora o abastecimento de água e a limpeza, além da densidade populacional", disse o ministro. "A probabilidade de avaliar o risco é ainda maior."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Congresso Internacional de Tecnologia na Educação abre inscrições

O evento acontece entre os dias 8 e 10 de setembro, no Centro de Convenções; inscrições só vão até a próxima segunda-feira (30).
As inscrições para o 8º Congresso Internacional de Tecnologia na Educação, promovido pelo Sistema Fecomércio/Senac/Sesc, se encerram na próxima segunda-feira (30). O evento acontece entre os dias 8 e 10 de setembro, no Centro de Convenções. O tema abordado neste ano será “Educação Para um Mundo Sem Fronteiras”. A inscrição custa R$ 80, e deve ser feita no site do evento.http://www.tecnologianaeducacao.com.br

O desenvolvimento sustentável será um dos focos da edição, título da conferência magna de abertura: “Educar para Sustentabilidade”, comandada por Leonardo Boff, teólogo e autor de mais de 70 livros. Outros 27 palestrantes participam do Congresso.

No total, serão 18 palestras, nove mini-cursos e seis conferências em três dias de programação. Os temas variam entre “Web 2.0, Games e Mundos Virtuais em Educação”, “Ensinar na Era da Democracia das Redes Sociais”, “Competências para Educar em um Período Contemporâneo”, “Educação, Inovação e Tecnologia na Era Digital”, entre outros.

Pesquisa revela que larvas do mosquito da dengue estão mais resistentes












A Fiocruz Pernambuco trabalha para descobrir o que provocou essa resistência e o que pode ser feito para ajudar no combate ao Aedes Aegypti.
Uma pesquisa revelou que as larvas que dão origem ao mosquito transmissor da dengue estão mais resistentes, inclusive ao uso de inseticidas. As larvas do Aedes Aegypt, o mosquito transmissor da dengue, foram submetidas em laboratório a doses de Temefós, o mesmo inseticida utilizado desde 1996 pelo Ministério da Saúde para combater os focos da doença em todo o País. Os resultados ficaram abaixo do esperado: 30% dos insetos que receberam o produto resistiram.

Os pesquisadores aumentaram as doses em 180 vezes. Nem isso conseguiu inibir as larvas. Em dois anos de testes, o mosquito apresentou, cada vez mais, defesa ao inseticida. Agora, a Fiocruz trabalha para descobrir o que provocou essa resistência e o que pode ser feito para ajudar no combate ao Aedes Aegypti.

O momento vivido não é bom: a dengue avança em todo o País. Em Pernambuco, houve um aumento de mais de 500% no número de notificações, de 2009 para cá. Só este ano, foram mais de 38 mil casos notificados da doença; 9,2 mil confirmados. A dengue hemorrágica fez 53 vítimas no Estado, de janeiro até agora.

"Existem diferentes mecanismos que podem levar a essa resistência e alguns deles é pela expressão de algumas enzimas que vão modificar essa molécula inseticida e vão impedir que ela atinja seu sítio alvo de ação. Mas existem outras formas que ainda são desconhecidas e que precisam ser reveladas e melhor estudadas e que dizem respeito à própria estrutura genética dessas populações em campo e que estão envolvidos com a forma de herança dessa resistência, como esses mosquitos passam esses genes de uma geração a outra", explica a coordenadora da pesquisa, Alice Varjal.

Os pesquisadores recomendam a substituição dos inseticidas a cada dois anos. O trabalho foi divulgado em revistas científicas. Mas o estudo ainda não terminou. A conclusão está prevista para 2012.

A VERDADE DOS ALIMENTOS



Os mitos e verdades dos alimentos
Passado tanto tempo, as inverdades seculares, que são espelhadas na cultura e costume dos povos, ainda influenciam.
Em muitas partes do país, principalmente na região Norte do Brasil, a população ainda insiste na história clássica de proibição à mistura de comer manga com leite. Esse, assim como outros mitos alimentares, enchem de dúvida a cabeça de muita gente. Chocolate dá espinha? Beber cerveja aumenta a barriga? Afinal, comer abacaxi emagrece? São indagações repletas no imaginário popular. A maioria desses mitos é relacionada à concepção de alimentos reimosos, cujo significado remete a algo que faz mal à saúde. “No entanto, o que pode fazer mal para uns, não causa absolutamente nada em outros. O que não se pode é generalizar e ter isto como regras”, afirmou a nutricionista, Sharla Barbosa.
Confira na tabela a baixo os mitos e verdades sobre os alimentos.
Esses mitos alimentares se desenvolvem de acordo com a cultura de cada povo e, quando se espalham, é aí que os nutricionista entram em ação. O difícil é desmistificar. Essas inverdades mudam hábitos e costumes das pessoas que se sentem restringidas, com medo. A aposentada Maria do Carmo de Souza deixou de consumir manga há quase uma década depois que passou por uma cirurgia com medo de ser um alimento reimoso. “Não compro mais de jeito nenhum, ela vai é me causar mal”, disse.
Quanto às pessoas que teimam em predefinir ou julgar alimentos como sendo reimosos, o nutricionista Adriano Oliveira esclarece a dúvida: “A palavra reimoso deriva da cultura popular brasileira que designa alimentos que fazem mal principalmente para pessoas que passaram por cirurgias ou estão com imunidade baixa. Não é certo dizer que um certo tipo de alimento vai fazer mal à uma pessoa. A população costuma dizer que camarão, peixe, ou mesmo a mistura de manga com leite vai fazer mal. Isso é um mito. A verdade é que vai depender do organismo de cada pessoa. O ideal seria que as pessoas em dúvidas pudessem se consultar com nutricionistas para saber qual o tipo de dieta alimentar devem seguir e não jugar os alimentos”.
Saiba mais: Entenda a reima
O que a cultura popular nordestina chama de reima é na verdade um alergênico, ou seja, as reações que sentimos quando comemos um alimento do qual nós somos alérgicos. Essas reações podem ser identificadas como coceira intensa e intoxicações.
Quando ingerimos um alimento considerado reimoso para nós (do qual nós temos alergia), a proteína e a gordura caem na corrente sanguínea e invadem as células responsáveis pelas reações alérgicas, os mastócitos. Então começa a reação de defesa por parte do nosso organismo. Os anticorpos contra-atacam os invasores com disparos de histamina. A histamina chega à pele e provoca as reações alérgicas.
O mito e a verdade
Pesquisadores encontram nas histórias antigas a resposta para saber de onde vêm os mitos sobre alimentos. No caso da mais famosa – a mistura da manga com leite – foi constatado que, em meados do séc. XIX, os senhores de engenho privavam os escravos que comerem a tal mistura. Excessos de gula eram controlados dessa maneira, proibindo-os. A influência perdura até hoje. “Nós renunciamos a alimentos saborosos e que são essenciais para uma boa dieta por causa desses mitos”, afirmou o nutricionista, Adriano Oliveira.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

PARQUE NACIONAL DO CATIMBAU

















Parque é reduto de biodiversidade exótica

Gafanhotos gigantes, plantas raras e paredões enormes fazem parte da paisagem
O Parque Nacional do Catimbau é com certeza um dos últimos campos arqueológicos com locais jamais vistos ou tocados pelo homem e com muitas espécies de plantas e animais ainda desconhecidos. São 62.300 hectares de beleza natural e 36 sítios arqueológicos, segundo a Associação dos Condutores de Turismo de Buíque, no Sertão, uma das cidades compostas pelo parque (sua área faz parte também da cidade de Ibimirim e Tupanatinga). O vale ainda preserva as pinturas rupestres, as piscinas naturais e os cemitérios da antiga civilização indígena.
O caminho é bastante fechado pela vegetação que corresponde em sua maioria (95%) à caatinga. Logo no início da trilha encontramos um tipo de planta que só foi visto nesta região. Ela é rasteira e sua estrutura se assemelha a um bulbo com coloração muito avermelhada. De acordo com o guia do local, José Cícero, botânicos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estiveram no local e recolheram amostrar da espécie. Até o momento, as pesquisas esbarram na dúvida de afirmar se ela é uma bromélia ou orquídea.
O solo é rico em cristal de quartzo. Por esse motivo, a areia brilha com a luz do sol. No local há também o jacarandá rugoso, uma espécie em extinção. Cícero explica que o papel da associação para a qual trabalha também tem o papel de proteger e conscientizar a população sobre a preservação do parque, uma vez que são registradas áreas de desmatamento logo depois da Vila do Catimbau, lugar com poucos habitantes dentro da área do parque.
É preciso ter cuidado com uma espécie de gafanhotos gigantes. O inseto é bastante conhecido, mas o local é infestado deles. “Isso porque aqui eles encontram um habitat farto e um clima muito propício para a reprodução. Nesta época do ano, eles costumam aparecer bastante”, explica Cícero.
Mas a natureza do Vale do Catimbau não só revela insetos peçonhentos, ela também é artista. Basta olhar para as obras de arte esculpida nas rochas e montanhas. No caminho, dentro da vegetação fechada da caatinga, esbarramos com estranhos formatos parecidos com cascos de tartaruga ou com um iglu gigante.
Saíndo da vegetação fechada, uma vista paradisíaca. São os canyons do Vale do Catimbau e as formações rochosas que esculpem figuras exóticas. Neste ponto é possível ver o “Gladiador”, como é chamada a formação de pedras que se parece com a cabeça de um destes lutadores. Mas no parque também é possível ver outras montanhas e formações rochosas que acabaram formando a cabeça de um cachorro, um elefante e as corcovas de um camelo. Ainda há onças pintadas, areia movediça (lama gulosa), chapadões com até 1.010 metros de altura e cavernas que abrigam cemitérios das civilizações indígenas antigas. A biodiversidade reserva surpresas e elementos fascinantes.

FESTA DA ESTAÇÃO EM GRAVATÁ 2010 (PROGRAMAÇÃO COMPLETA)

Festa da Estação-24 a 28 de agosto. Programação completa

shows de Gilberto Gil, Capital Inicial,Vanessa da Mata, Reginaldo Rossi,Orquestra Contemporânea de Olinda, além de oficinas, fórum e cortejo popular
De 24 a 28 de agosto, o Festival Pernambuco Nação Cultural aporta na 12ª da Festa da Estação, em Gravatá. Serão quatro dias de atividades culturais com shows de artistas regionais e nacionais, cortejo de grupos de cultura popular, oficinas de capacitação e fórum de discussão. Além da programação cultural, quem visitar a cidade poderá aproveitar o friozinho do inverno e os atrativos turísticos que o município oferece como passeios a cavalo, rapel em cachoeiras e pontes ferroviárias, trilhas por túneis e reservas ecológicas, visitas a antiquários, ao polo moveleiro, a lojas de roupa e artesanato e, claro, desfrutar da sua requintada culinária.
Gravatá está representando o Agreste Central no Festival, que é promovido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) com apoio da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) e a Prefeitura de Gravatá. Durante a maratona cultural, artistas das 26 cidades que compõem a região terão oportunidade de se capacitar, mostrar os seus trabalhos e conhecer as produções de outras localidades do estado. Esta é a sétima etapa do Festival Pernambuco Nação Cultural, que faz parte da política de interiorização do Governo do Estado e tem como objetivo valorizar a diversidade cultural de Pernambuco.

FÓRUM – Antecedendo a abertura oficial do Festival em Gravatá, nesta terça-feira (24), a cidade sedia o Fórum Regional de Cultura do Agreste Central. Trata-se de um encontro que colocará em discussão as prioridades das ações culturais para a região e intensificará o diálogo entre a sociedade e Poder Público. O evento reunirá gestores públicos, produtores, artistas e agentes culturais das 26 cidades que compõem o Agreste Central. Mais de 250 pessoas confirmaram presença.

O Fórum representa um grande avanço para o setor cultural em Pernambuco, pois é uma maneira de as entidades dialogarem diretamente com o Governo, organizando-se na busca de soluções para o desenvolvimento sustentável para o setor. “A idéia é garantir a identidade cultural e atender as demandas da região a partir das necessidades e experiências locais, mapeando as prioridades das diversas áreas culturais e linguagens artísticas que se destacam em cada cidade envolvida”, diz Teca Carlos, coordenadora do Fórum. O encontro será realizado na Escola Professor Antônio Farias (Epaf), das 9h às 17h. Até dezembro, o Fórum percorrerá todas as Regiões de Desenvolvimento do Estado.

FESTIVAL DE VIOLEIROS - No dia 25, a cidade de Gravatá terá o seu 34° Festival de Violeiros. O encontro reunirá mais de 30 cantadores de todo o Nordeste, que se apresentarão no Palco Móvel instalado no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar. Além da cantoria, o público vai poder conferir sessões de poesia e declamação.

PALCO – De 26 a 28 de agosto, quem estiver por Gravatá poderá conferir shows gratuitos com artistas regionais e nacionais. No primeiro dia da maratona de apresentações, sobem ao palco o cantor Rodrigo Lins, representando Gravatá, e a cantora Edilza (PE), que levará ao Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar muita black music. Neste mesmo dia se apresentam os cantores José Augusto (RJ) e Flávio José (PB).

Já no dia 27, o público confere os shows da Orquestra Contemporânea de Olinda (PE), banda Volver (PE), Capital Inicial (DF) e Reginaldo Rossi (PE). No último dia do Festival, a cidade de Gravatá terá dois representantes no palco, o cantor Marcos de Lima e a banda Forró das Marias. O público ainda confere a apresentação da cantora Vanessa da Mata (MT) e de um dos grandes representantes da música brasileira, o cantor Gilberto Gil (BA).

CORTEJO – No dia 28 de agosto, as ruas de Gravatá serão tomadas pelo frevo, coco, maracatu e outras manifestações que fazem parte do universo da cultura popular pernambucana. A animação será conduzida pela Orquestra Curica (Goiana - PE), o grupo Maracambuco (Recife-PE), o Coco de Amaro Branco (Olinda-PE) e Pretinhas do Congo (Goiana - PE). A concentração do cortejo está marcada para as 16h, no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar.

OFICINAS – Durante a 12ª Festa da Estação, de 25 a 28 de agosto, acontecem as oficinas institucionais e de formação cidadã. Trata-se um aprofundamento de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela Fundarpe para atender as demandas das diferentes regiões do Estado. As oficinas acontecerão na Escola Professor Antônio Farias (Epaf). As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas na Secretaria de Turismo da cidade, e, a partir do dia 25, no local onde acontecerão as oficinas.

As oficinas institucionais terão os seguintes temas: Educação Patrimonial; Edital Patrimônio Vivo; Elaboração de Projetos; e Funcultura. As oficinas desta vertente têm o objetivo de instruir artistas e organizações sobre a utilização e conservação do patrimônio e orientá-los sobre o processo de inscrição de editais e elaboração de projetos tanto para o Funcultura quanto para outros fins.

As oficinas de Formação Cidadã colocarão em discussão temas sócio-educativos retratados mundialmente. A questão da desconstrução do preconceito, do direito a diversidade social, cultural, racial e sexual serão abordados nesta vertente, que colocará as manifestações culturais como fator de importância para a condução dos temas e formação do cidadão. Estas oficinas terão os seguintes temas: Cultura, Direito e Diversidade; Discriminação Racial; e Cultura Negra em Pernambuco.

As oficinas de linguagens vêm atender a demanda cultural da região por capacitações nas áreas de música e produção cultural. Serão abordados os seguintes temas: “Uma visão geral do universo da produção” e “Oficina de Percussão Afro”. A primeira será conduzida pelo produtor Sergio Roberto Leite Valença (Pezão) e a segunda pelo percussionista João José Domingos.


Confira a programação oficial do Festival Pernambuco Nação Cultural na 12ª da Festa da Estação:

TERÇA – 24 DE AGOSTOFórum Regional de Cultura do Agreste Central
Local: Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar
Horário: 9h às 17h
QUARTA – 25 DE AGOSTOPalco Móvel
Local: Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar
34° Festival de Violeiros de Gravatá
QUINTA – 26 DE AGOSTOPalco
Local: Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar
A partir das 21h30
Rodrigo Lins (Gravatá - PE)
Edilza (PE)
José Augusto (RJ)
Flávio José (PB)
SEXTA – 27 DE AGOSTOPalco
Local: Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar
A partir das 21h30
Orquestra Contemporânea de Olinda (PE)
Volver (PE)
Capital Inicial (DF)
Reginaldo Rossi (PE)
SÁBADO – 28 DE AGOSTOPalco
Local: Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar
A partir das 21h30
Marcos de Lima (Gravatá – PE)
Vanessa da Mata (MT)
Gilberto Gil (BA)
Forró das Marias (Gravatá – PE)
Cortejo
Concentração: Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar
A partir das 16h
Orquestra Curica (Goiana - PE)
Maracambuco (Recife-PE)
Coco de Amaro Branco (Olinda-PE)
Pretinhas do Congo (Goiana - PE)
OFICINAS
Oficinas Institucionais- "Educação Patrimonial"
Data: 25 e 26 de agosto
Horário: 9h às 12h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)
- "Elaboração de Projetos"
Data: 25 e 26 de agosto
Horário: 9h às 12h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)
- "Edital Patrimônio Vivo"
Data: 26 de agosto
Horário: 9h às 12h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)
- "FUNCULTURA"
Data: 27 de agosto
Horário: 9h às 12h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)
Oficinas de Formação Cidadã- "Cultura, Direito e Diversidade"
Facilitador: Assessoria Especial para a Diversidade do Governo do Estado
Data: 26 a 28 de agosto
Horário: 9h às 12h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)
- "Discriminação Racial"
Facilitador: Arnaldo Vicente Filho e Marta Almeida Filha
Data: 28 de agosto
Horário: 9h às 12h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)
- "Palestra: Cultura Negra em Pernambuco"
Facilitador: Arnaldo Vicente Filho e Almir Miranda
Data: 28 de agosto
Horário: 14h às 17h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)
Oficinas de Linguagem -
"Uma visão geral do universo da produção"
Facilitador: Sergio Roberto Leite Valença (Pezão)
Data: 25 a 30 de agosto
Horário: 9h às 12h e 14h às 17h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)
- "Oficina de Percussão Afro"
Facilitador: João José Domingos
Data: 28 de agosto
Horário: 9h às 12h e 14h às 17h
Local: Escola Professor Antônio Farias (EPAF)

FESTIVAL PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL (CIDADE PRONTA)

Pernambuco Festival Nação Cultural – Cidade se prepara para receber evento

Festa acontece de 25 a 28. A programação conta com música para todos os gostos e oficinas gratuitas. Saiba também outras opções em diversão na cidade
Um dos eventos mais esperados de Pernambuco vai aportar em Gravatá neste final de Semana. A cidade vai ser a sede da diversidade musical com artistas de renome nacional como Vanessa da Mata e Gilberto Gil. A rede hoteleira e o comércio estão otimistas. Estima-se que de quinta feira a domingo Gravatá receba cerca de 200 mil pessoas. Gente que vem para aproveitar a festa e curtir as características do lugar.
A festa também é conhecida como Festival de Inverno, Festa da Estação ou Circuito do Frio. Seja qual for o nome, o Pernambuco Nação Cultural está na grade dos grandes eventos de Gravatá. Soma-se ao sucesso de festejos como Semana Santa e São João. Para a Associação de Turismo, a rede hoteleira deve ter ocupação acima da média com quase 100% dos leitos ocupados até o domingo.
O setor econômico de Gravatá mantém boa expectativa. O comércio vai funcionar normalmente durante os dias de festa incluindo a feira ao sábado. “Os comerciantes estão se organizando quanto a estocagem de mercadorias. Esperamos um aumento de cerca de 20% tanto no comércio formal quanto no popular”, disse o secretário de Indústria e Comércio de Gravatá, Arnaldo Souza.
As atrações musicais são o destaque principal da festa. A Programação vai contar com nomes como Capital Inicial, Vanessa da Mata, José Augusto e Gilberto Gil que se apresentam no pátio de eventos Chucre Mussa Zarzar. Além de personalidades da música regional como Flávio José e Reginaldo Rossi. Quanto a estrutura, haverá um palco principal e uma área reservada para bares e restaurantes. Paralelamente o festival vai oferecer uma grade de oficinas nos dias 25 e 26 de agosto. As inscrições podem ser feitas na secretaria municipal de Turismo e as vagas são limitadas.
Onde se divertir?
Atrações a parte, Gravatá reserva uma série de atrativos para quem deseja se divertir fora do pátio de eventos. São opções para quem quer aproveitar a natureza, gastronomia conhecer melhor a cidade.
Aproveite!
Estação do Artesão
Não importa o estilo, nem o tamanho ou até a cor. Na Estação do Artesão o turista encontra um pedacinho de Gravatá. São peças de madeira, pano, plástico, materiais recicláveis, pinturas, móveis e metais que variam de preço entre R$1,50 até R$350 reais. Entre os destaques está a bonequinha da sorte. Uma boneca em miniatura que dizem os artesãos, trazer muita sorte. O lugar é administrado por uma associação que hoje conta com mais de 60 membros. Todos trabalhando como uma cooperativa e produzindo as belezas artísticas da cidade.
Avenida Joaquim Dedier, ao lado do Pátio de Eventos
Aberto todos os dias das 9h às 17h e aos domingos das 9h às 13h.

Círculo Operário
Brinquedos educativos que fazem a festa da criançada. Em Gravatá o Círculo Operário, entidade não governamental que luta em defesa das pessoas carentes, é a responsável pela fabricação desses brinquedos. Todos feitos em madeira e de forma artesanal, essas peças podem ser encontradas na loja do Círculo. Todo dinheiro arrecadado com as vendas é revertido para projetos sociais da entidade. São várias opções entre Jogos da Memória, Noção de Fração de 1 a 10, Xadrez, Encaixes Geométricos e muitos outros. Vale a pena visitar.

ARTGRAVATÁ – Brinquedos Educativos
Rua Cleto Campelo, 96 – Centro
Fone – 3533-0501
Horário de Funcionamento – Seg. a Sex. – 08:00 às 12:00 / 14:00 às 18:00

Trilhas Ecológicas
Gravatá reserva uma série de opções em diversão com contato direto com a natureza. Uma delas são as caminhadas nas reservas ecológicas. A Serra do Contente é uma opção. Lugar com trecho de mata atlântica preservada que ganhou o título de RPPN. Recebe gente de vários lugares, muitos visitam para estudar espécies de plantas e animais e outros apenas para curtir a natureza.


Não muito distante mas com o mesmo espírito ecológico está outra RPPN. A reserva do Karawa-tã também recebe aventureiros que gostam de uma boa caminhada. No lugar predomina a vegetação de caatinga, espaço para estudo como também para descanso e desfruto da natureza.
Contato
Reserva do Contente – 8610 2236 / 9901 8092
Reserva Karawa – tã – 9901 8092
Carnes defumadas
Para quem gosta de uma boa carne, com aquele gostinho e tratamento caseiro deve procurar o Sítio de Dona Júlia e Seu Altamir Peixoto. Eles são especializados na produção de carnes defumadas dos mais variados tipos. Lombinho, peito e até filé de salmão. A produção é caseira mas com todos os requintes que não podem faltar nesse tipo de produto.
Fica na Fazenda Serrana. Basta seguir a estrada do Sítio Três Vendas, apenas 2 quilômetros da cidade
Contato - 81 99532553
Cachoeira da Palmeira
A cachoeira, de água cristalina e doce, tem cerca de 20m de altura, com 7m de largura no trecho superior e 12m no inferior. O acesso é pela estrada do CAIC segue-se pela estrada principal passando pela ladeira do Contente e antiga Água Mineral Gravatá, seguindo em frente. Após 14 km do centro da cidade, tomar a Estrada do Cume, não pavimentada e de conservação regular. Seguir por mais 3 km até o início da trilha que leva ao atrativo na estrada do Engenho Amora Grande. É necessário usar veículo de tração nas 4 rodas.
Informações e condutores - Centro de Informação Turística – (81) 3563-9045

Balneário de Dona Nadir
Lugar para aproveitar as águas límpidas que descem das matas da região. Cercado de vegetação nativa e com plantações de frutas e verduras, é uma ótima opção de passeio.
Localização: Sítio Camocim
Distância do centro da cidade: 12Km (40min de auto passeio) do centro
da cidade
Acesso: Pela estrada do Caic segue-se em frente passando pela entrada
da Pedra Branca e ladeira do Contente mais adiante haverá uma
bifurcação com a indicação do Balneário de Dona Nadir.
Contato e condutores - (81) 3563-9045
Casario e Memorial Gravatá
Visitar Gravatá também é dar uma volta no passado entre seus casarios preservados com arquitetura do século XIX. A visita também deve incluir o Memorial Gravatá. Lugar que guarda a história da cidade e um pouco do passado do Brasil. São objetos que marcaram época e estão expostos para qualquer pessoa.
Contato – Rua Cleto Campelo
81 3563 9075
Feira popular
A feira de Gravatá é o lugar onde se encontra de tudo um pouco. Legumes, verduras, frutas e aquele clima do interior com os botecos de comidas caseiras. O dia principal é o sábado, mas nas quartas e sextas feiras também funciona.

MEC: DIFERENÇA ENTRE ESCOLAS

Estudo traz aumento da diferença entre as escolas no ensino básico


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Como avaliar a educação do meu estado, da minha cidade, da minha escola? Atualmente, é possível olhar para diversas realidades sob o ângulo de números e pesquisas, que tratam de analisar e ranquear a vida cotidiana. Em se tratando de educação, entre os dados mais utilizados para a realização de avaliações está o Índice de Desempenho da Educação Básica (Ideb), do Ministério da Educação (MEC). O movimento Todos Pela Educação, com base nas informações do último índice — divulgado em julho —, apresentou estudo com a intenção de aumentar o alcance de avaliação do Ideb. Enquanto o indicador do MEC forneceu o número do índice (que representa a qualidade da educação) de cada estado, entre outros dados, o movimento apresentou de que forma esse índice é composto. Em alguns estados, ele é feito de uma maior igualdade do ensino oferecido nas escolas. Em outros, representa a média de escolas com uma qualidade muito diferente entre si. Ao comparar a desigualdade na educação das séries finais (5ª a 8ª) do ensino fundamental, oferecido pelas redes estaduais em 2005 e 2009, o estudo observou o aumento da discrepância do ensino entre as escolas de 14 estados.

Enquanto representantes de entidades criticam tantos números que expliquem de forma exata a educação, e até a avaliação de desempenho por provas aplicadas em todo o país, o presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos, defende que o novo estudo fornece mais condições para uma avaliação concreta da qualidade da educação distribuída pelos estados. “Não podemos dar oportunidade e futuros diferentes para alunos de uma mesma rede de ensino. Ou seja, não se pode criar um ‘apartheid educacional’. Por isso, esses dados são uma invocação para que o gestor trabalhe a questão da desigualdade entre escolas, para que enxergue essas diferentes realidades”, afirma. De acordo com o estudo, o estado no qual a educação dos anos finais do ensino fundamental se tornou mais equilibrado, na comparação entre 2009 e 2005, foi Mato Grosso, seguido de Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. Já onde a mesma faixa educacional das redes estaduais ficou mais desigual estão — nessa ordem — Amapá, Alagoas, Tocantins, Paraíba e Rio de Janeiro.

Formação
A secretária de Educação de Mato Grosso, Rosa Neide Sandes de Almeida, acredita que a equidade na educação do estado se deve a uma política central, aplicada em todo o território do estado. Rosa explica que Mato Grosso foi dividido, para a política educacional, em 15 regionais que atendem os respectivos municípios da sua área de abrangência. Em cada regional, existe um centro de formação de professores composto por especialistas de diversas áreas. “Há três anos, a Secretaria vem trabalhando com afinco nesse projeto. O primeiro passo para que ele dê certo é uma visita a todas as escolas estaduais. A partir dessa visita, identificamos fragilidades e damos início a essa correção por meio da formação continuada de professores e acompanhamento individualizado de estudantes”, resume.

No Distrito Federal, o aumento do equilíbrio oferecido nas escolas públicas é atribuído à formação dos professores. É o que defende o secretário Marcelo Aguiar: “Não há um atendimento diferenciado às escolas. Eu avalio que esse tipo de resultado vem em função da igualdade que existe entre os professores do ponto de vista de formação, de informação. O DF é uma unidade com alto percentual de professores com mestrado, com doutorado, e isso reflete no processo de aprendizagem”. O secretário cita, além da formação, a existência de programas como o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), que oferece autonomia gerencial às escolas. Aguiar afirma que, apesar de o apoio a escolas específicas acontecer após o pedido particular das escolas, a Secretaria planeja um “programa de atenção especial” às escolas que obtiveram os menores índices do Ideb de 2009.

Gestão e projeto, o segredo
A divergência entre as escolas de uma mesma rede estadual é atribuída a três fatores pelo movimento Todos Pela Educação: gestão, projeto pedagógico e fatores externos. Para o presidente executivo da organização, Mozart Neves Ramos, uma direção participativa pode definir os rumos de uma escola: “É preciso não apenas que os diretores sejam eleitos. Eles precisam estar preparados para lidar com assuntos como contabilidade, tecnologia da informação, liderança”, defende. Outro fator, o projeto político-pedagógico, também é considerado um diferencial para o aumento da qualidade. “O projeto deve oferecer atividades de contraturno, de pesquisa e extensão. Uma boa ideia é a criação de fóruns de apresentação de boas práticas pedagógicas entre as escolas”, defende. Já o terceiro fator também é considerado diferencial, na avaliação do movimento: “É provável que duas escolas de uma mesma rede, mas localizadas em bairros com diferentes níveis de violência, por exemplo, tenham um resultado diferente na qualidade da educação”.

O presidente do Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, defende que o principal responsável pela equidade na educação dos estados são as secretarias de educação. “Se ficarmos dizendo que o problema é de gestão dentro da escola, começamos a pensar que o investimento em educação é suficiente. Mas deve-se investir mais do que os atuais 4,6% do PIB. Além disso, são as secretarias de educação que deixam essas diferenças existirem. Muitas vezes, atendem algumas escolas e não outras, tanto em relação à infraestrutura, quanto em relação à apoio pedagógico”, afirma.

O CORPO EM NÚMEROS

Você já parou para pensar quanto mede sua pele? Ou quantos litros de sangue seu coração bombeia por hora? Contabilizar as partes e as funções do organismo humano não responde a uma simples curiosidade. Segundo Edson Aparecido Liberti, professor de anatomia da Universidade de São Paulo, “quanto mais se conhecem os órgãos, maior a possibilidade de diagnosticar uma doença e calcular os seus prejuízos.” Veja aqui alguns números do corpo humano. São valores médios, podendo variar de indivíduo para indivíduo. Afinal, não existem duas pessoas totalmente iguais.

Cérebro e neurônios
O cérebro do homem pesa cerca de 1,4 quilo e o da mulher 1,25 quilo, e abriga 25 bilhões de neurônios Eles ficam fixos na camada superficial, chamada córtex, que tem apenas 1,3 a 1,4 milímetro de espessura. As suas “pernas” (axônios), que transmitem os sinais elétricos, podem ter até um metro. A velocidade do impulso nervoso varia conforme a espessura das fibras nervosas e sua função: as sensações de pressão e tato passam por fibras de 8 micrometros (um metro dividido por um milhão), a uma velocidade de 50 metros por segundo. Já a dor e a temperatura viajam por fibras de apenas 3 micrometros, a 15 metros por segundo.


O trajeto das refeições
O tubo digestivo, da boca ao ânus, mede entre 7 e 10 metros. As células que revestem o estômago e o intestino são todas trocadas a cada três dias. Nas gengivas, elas se renovam a cada duas semanas. O alimento engolido leva apenas 4 a 8 segundos para chegar ao estômago. O fígado produz diariamente 0,5 litro de bílis. Os rins precisam de 50 minutos para, com a ajuda das bebidas e da água dos alimentos, filtrar todo o sangue. Isso resulta, num único dia, em 180 litros de sangue limpo e 1,5 litro de urina liberada.


Sistema respiratório
A cada respiração, é inalado meio litro de ar. Calculando-se um ritmo médio de 12 inspirações por minuto (quando se está tranqüilo), entram para os pulmões 17 000 litros de ar por dia. Os cílios, minúsculos fios de mucosa que revestem as células da traquéia e dos pulmões, empurram a sujeira do ar a ser expelida, numa velocidade de 12,7 milímetros por minuto.


Células
São mais de 220 bilhões. Algumas vivem 1,5 dia, apenas. Mas, no fígado, elas resistem até 5 meses. No sangue, os glóbulos brancos duram 15 dias e os vermelhos, 120. Os macrófagos— grandes células sangüíneas — digerem uma bactéria em apenas um centésimo de segundo.


Veias e Artérias
São 97 000 quilômetros de veias, artérias e vasos capilares. Se fossem alinhadas, elas dariam 2,5 voltas em torno da Terra. As artérias menores se contraem e relaxam num período entre 2 e 8 segundos. As plaquetas sangüíneas — moléculas responsáveis pela coagulação — vivem apenas dez dias.


Ossos
Uma criança nasce com 350 ossos. Mas, quando ficar adulta, vai contar com apenas 206. É que os ossos dos membros de um recém-nascido não são inteiros: eles vão se soldar durante o crescimento. No total, o esqueleto humano pesa 9 quilos. A região do corpo que mais tem ossos é a cabeça: 29.


Espermatozóides e óvulos
O homem produz 8 trilhões de espermatozóides durante a vida. Em cada ejaculação, são liberados entre 250 milhões e 500 milhões. A mulher nasce com 400 000 óvulos nos dois ovários. Desses, só uns 500 vão maturar. Os que não forem fertilizados serão eliminados pela menstruação.


Coração
O coração é um músculo que pesa 250 gramas, em média. No ritmo normal, que é de 70 a 75 batidas por minuto, ele chega a dar mais de 110 000 batimentos por dia. Mas, em caso de pânico ou susto, pode subir para 150 pulsações por minuto. No corpo em repouso, os 5 litros de sangue são bombeados por todo o organismo em apenas um minuto.


Pele
No total, ela mede cerca de 2 metros quadrados, o equivalente a um retângulo de um metro de largura por dois de comprimento. E pesa perto de 3 quilos. As impressões digitais se formam ainda no útero, seis a oito semanas antes do nascimento da criança. Ao longo da pele estão distribuídas 2 milhões de glândulas sudoríparas, responsáveis pela irrigação e desintoxicação da pele, por meio do suor. A maior concentração de glândulas está na palma das mãos: 370 por centímetro quadrado. Nos dias frios, o fluxo sangüíneo na pele é de apenas 0,5 litro por minuto. Quando está quente, o fluxo sobe para 3 litros por minuto, para refrescar.


Cabelos e pêlos
O corpo humano possui cerca de 5 milhões de pêlos, 150 000 deles na forma de cabelos. Eles são renovados a cada quatro anos, em média. Os cabelos de fios finos crescem cerca de 2,5 centímetros a cada dois ou três meses. Os grossos podem levar o dobro do tempo. Cada olho possui mais de 200 cílios, que duram de três a cinco meses. Depois disso, caem.

Unhas
Elas crescem continuamente, em ritmos diferentes. As das mãos aumentam de tamanho cerca de duas vezes mais rápido do que as dos pés: 4 centímetros por ano. Seu crescimento é mais veloz em adultos, entre os 20 e 40 anos de idade. Nas crianças, uma unha arrancada regenera-se em onze semanas. Os adultos não têm essa capacidade.


Olhos
Basta 1 mililitro de lágrima, por dia, para manter lubrificado o globo ocular Para fixar uma boa imagem na retina, é necessária uma exposição de um décimo de segundo. Por isso o homem não consegue identificar cada quadro que compõe um filme: eles passam à velocidade de 24 por segundo, ou seja, quase dois quadros e meio a cada décimo de segundo. Assim, as imagens vão se fundindo, dando a impressão de movimento.

FONTE: REVISTA SUPERINTERESSANTE - digital

CURIOSIDADES SOBRE ESPONJAS



Poríferos são encontrados em quase todos os ambientes aquáticos













Os espongiários – ou poríferos – são animais encontrados em quase todos os ambientes aquáticos, desde regiões polares a regiões tropicais. Não possuem tecidos diferenciados e suas cores, tamanhos e formas são variáveis, de acordo com a espécie e ambiente que ocupam. Podem viver isolados ou em colônia.

Alguns moluscos e peixes, ouriços, estrelas-do-mar e tartarugas se alimentam de esponjas. Assim, algumas espécies de esponjas possuem mecanismos de defesa - como compostos químicos tóxicos que alguns indivíduos do gênero Tedania e Neofibularia apresentam, podem causar dermatites na espécie humana.

Alguns desses compostos químicos são utilizados também na competição por espaço, impedindo que seres indesejáveis se alojem próximo a elas.

Entretanto, relações interespecíficas harmônicas são comuns, onde estas desempenham função de refúgio para alguns peixes e invertebrados de menor porte; podem ser ambientes de desova para certas espécies de peixes; cobertura ou camuflagem - como no caso dos caranguejos do gênero Dromia, que usam pedaços de diversas esponjas em suas carapaças; e podem, ainda, desenvolver relações simbióticas com cianofíceas, que produzem fontes de nutrição para a esponja.

Espécies do gênero Spongia e Hippospongia são usadas como esponjas de banho, cujo ápice se deu na década de 30 em locais como Cuba, Flórida e Bahamas. Atualmente são mais usadas as esponjas sintéticas, principalmente em razão do menor custo destas.

Uma vez que possuem capacidade filtradora, estes organismos são bioindicadores da qualidade da água, sendo, inclusive, bastante solicitadas em trabalhos de monitoramento ambiental.

São, ainda, um dos grupos de organismos com maior porcentagem de espécies produtoras de compostos antibióticos, antitumorais e antivirais.


Esponjas da família Cladorhizidae, habitantes de altas profundidades, não possuem sistema aqüífero e são dotadas de filamentos com espículas em forma de ganchos. Tais estruturas se prendem aos crustáceos, que são absorvidos e digeridos sem a presença de qualquer cavidade digestiva. No Brasil, temos uma representante desta família: Chondrocladia albatrossi.

Top 10 curiosidades sobre meio ambiente





















1.No planeta estima-se que existam 4 600 espécies de mamíferos, 31 000 espécies de peixes e mais de 900 000 espécies de insetos, muitos dos quais ainda não estão identificados.

2.Estima-se que em cada ano se extinguem de 17000 a 25000 espécies de seres vivos em todo o Mundo. Só na Europa há cerca de 1500 plantas em risco de extinção ou já extintas.

3.A preservação das espécies autóctones é absolutamente necessária. Nos Estados Unidos da América só são cultivadas duas espécies de feijão verde e no Canadá 50% do trigo cultivado é de uma só variedade. Na Europa, de 145 raças autóctones de gado 115 estão em perigo de extinção.

4.Todos os anos são destruídos mais de 13 milhões de hectares de floresta tropical. Se as contas forem feitas, isto representa a destruição de 35 mil hectares por dia, 1500 hectares por hora e 25 hectares por minuto.

5.A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. É o que se pensa estar a acontecer com a população de beluga ou baleia-branca, no canal de São Lorenço, no Canadá. Pensa-se que em 1900, mais de 5 000 animais viviam nesta zona, mas actualmente estima-se que a população esteja reduzida a apenas 450 indivíduos. Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais, já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos, como policlorados, DDT, mercúrio e cádmio.

6.Muitas espécies de tubarão encontram-se ameaçadas de extinção. A lista de espécies em perigo incluem o tubarão-martelo e o tubarão-azul, que desaparecem a um ritmo de 50 000 animais por ano, apanhados "acidentalmente" em anzóis nas costais do Havai.

7.A pesca do bacalhau caiu, entre 1968 e 1992, cerca de 70%, não por um aumento da consciência ecológica, mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros.

8.As populações de garoupa estão em franco declínio, devido à destruição dos recifes de coral no mundo inteiro. Por exemplo, nas Filipinas, os corais são envenenados com cianeto para a captura deste peixe.

9.A tartaruga-verde, que existe nas costas do Brasil, está em extinção. Em cada mil nascimentos, apenas uma ou duas sobrevivem.

10.Os rios amazónicos são os rios com maior diversidade de espécies de peixe no mundo. Já foram descritas mais de 1500 espécies, mas estima-se que existam pelo menos o dobro. Este número é quinze vezes maior do que o número de espécies encontradas nos rios da Europa.

CURIOSIDADES SOBRE LIXO

1 – Os mais velhos resíduos do mundo foram encontrados na África do Sul e têm cerca de 140 mil anos de idade. Esse lixo milenar – que contém ossos, carvão, fezes e resto de cerâmica – oferece informações preciosas sobre os hábitos de vida do homem antigo.
2 – No ano 500 a.C., Atenas criou o primeiro lixão muinicipal, exigindo que os detritos fossem jogados a pelo menos 1,6 quilômetros das muralhas da cidade.
3 – O inventor inglês Peter Durand patenteou a lata de lixo em 1810.
4 – Aterros sanitários representam a maior fonte de metano produzido pelo homem. A cada ano, 7 milhões de toneladas de metano vão parar na atmosfera.
5 – Os americanos produzem 212 milhões de toneladas de lixo por ano, das quais 43 milhões de toneladas são restos de comida.
6 – Isso significa 711 quilos produzidos por habitante a cada ano.
7 – No Brasil, são 88 milhões de toneladas de lixo por ano, ou 470 quilos por habitante.
8 – Das 13.800 toneladas de lixo produzidas por dia na cidade de São Paulo, apenas 1% é reciclado.
9 – Curitiba é o município brasileiro que mais recicla: 20% de todos os resíduos.
10 – No mundo, o Japão é um dos países que mais reciclam: 50% do lixo é reaproveitado.
11 – Os americanos jogam fora 50 bilhões de latas de alumínio por ano.Todas as latas desse material que foram pra o lixo nos Estados Unidos nas últimas três décadas valem quase US$ 20 bilhões.
12 – No quesito alumínio, o Brasil vai bem: é o país que mais recicla latas no planeta. Em 2004, foram 9 bilhões de latinhas reaproveitadas ou 96% da produção total do país.
13 – Em 2002, o oceanógrafo americano Charles Moore vasculhou uma área de 800 quilômetros quadrados do Oceano Pacífico e encontrou 4,5 quilos de resíduos plásticos flutuando no mar para cada meio quilo de plâncton.


Fonte: Revista Época nº 421 em 12/06/2006

CURIOSIDADES SOBRE A ÁGUA

-Se toda água da Terra - doce, salgada e congelada - fosse dividida entre seus habitantes, cada pessoa teria direito a 8 piscinas olímpicas cheias.
Mas, se dividirmos somente a água potável entre as mesmas pessoas, cada uma teria direito a apenas 5 litros de água.
-A quantidade de água no mundo é praticamente a mesma há milhares e milhares de anos. Mas o número de pessoas que vivem na Terra aumenta a cada dia. Mais gente para a mesma quantidade de água.
-Se nada for feito em relação à água especialistas prevêem que haverá conflitos entre países por disputa de água em um futuro não muito distante.
-O Brasil tem 13,7% de toda água doce do planeta, sendo que 80% desse total está na Bacia Amazônica.
-De toda água utilizada no mundo, 10% vai para o consumo humano, 20% é para uso industrial e 70% é usado na agricultura.
-Se toda água do mundo coubesse numa garrafa de 1 litro, apenas meia gotinha estaria disponível para beber.
A Terra possui 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água (só para você entender melhor, 1 quilômetro cúbico tem um milhão de litros de água).
Desse total, 97,5% é água salgada. Sobram 2,5% de água doce, tanto líquida como congelada.
Tire daí a água congelada do planeta e sobram apenas 0,26% de água líquida na forma de rios, lagos e lençóis subterrâneos.
Para não secarmos os recursos deveríamos somente usar a água que é renovada pelas chuvas, que são míseros 0,002% de toda água do planeta.
-A poluição representa alterações na qualidade da água, porém sem prejuízo à saúde. A contaminação representa alterações da qualidade da água, podendo apresentar sérios riscos à saúde.
-Portanto, "água poluída não significa necessariamente água contaminada, mas água contaminada é certamente água poluída."
-Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos casos de doenças no mundo resultam da ingestão de água contaminada, com mais de 25 tipos diferentes de enfermidades.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

SOS- PERNAMBUCO

26.966 pessoas sem lar; 55.643 desalojadas e 67 cidades afetadas

Estes são os números atualizados pelo Governo do Estado depois das chuvas em Pernambuco
O Governo de Pernambuco e os órgãos que compõem o Gabinete de Crise, instalado no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, fizeram um novo balaço das ações desenvolvidas desde o dia 17, quando fortes chuvas afetaram mais de 67 municípios pernambucanos. O novo dado é referente às delegacias e cadeias. Segundo levantamento, dez foram afetadas.
Os outros dados pouco mudaram. A quantidade de postos de saúde danificados pela força das águas subiu de 22 para 24. O de academias da cidade também aumentou de seis para oito. Agora há 139 abrigos catalogados - antes haviam 87 cadastrados. No entanto, a quantidade de pessoas abrigadas diminuiu de 17.158 para 9.083. As escolas afetadas também caiu de 50 para 46.

SOS- PERNAMBUCO

O número de cidades em estado de calamidade pública permanece em 12. A região mais castiga foi a Mata Sul do Estado, da qual 27 municípios continuam estão em situação de emergência. Os óbitos em decorrência das chuvas ainda são 20.

Segundo levantamento feito na Operação Reconstrução, a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) lista ainda 26.966 pessoas desabrigadas e 55.643 desalojadas em todo Estado. Até agora 139 abrigos foram catalogados, abrigando 9.083 pessoas. Cerca de 4.478 quilômetros de estradas também ficaram comprometidos, assim como 142 pontes. Mais de 14 mil habitações foram afetadas, ou seja, danificadas ou totalmente destruídas.

Municípios em estado de calamidade - Água Preta, Barra de Guabiraba, Barreiros, Correntes, Cortês, Jaqueira, Palmares, São Benedito do Sul e Vitória de Santo Antão, Primavera, Catende, Maraial.

Municípios em situação de emergência - Agrestina, Altinho, Amaraji, Belém de Maria, Bezerros, Bom Conselho, Bonito, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Chã Grande, Escada, Gameleira, Gravatá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Joaquim Nabuco, Moreno, Nazaré da Mata, Palmeirina, Pombos, Quipapá, Ribeirão, São Joaquim do Monte, Sirinhaém, Tamandaré, Vicência e Xexéu.

Outros municípios afetados - Abreu e Lima, Aliança, Angelim, Araçoiaba, Brejão, Belo Jardim, Cachoeirinha, Canhotinho, Iati, Ibirajuba, Igarassu, Itamaracá, João Alfredo, Jurema, Lagoa dos Gatos, Limoeiro, Olinda, Passira, Paudalho, Paulista, Recife, Rio Formoso, Panelas, Salgadinho, São João, São Lourenço da Mata, São Vicente Férrer e Terezinha.

As defesas civis municipais e técnicos da Codecipe permanecem em campo auxiliando os agentes no levantamento desses dados. A Codecipe funciona em regime de plantão 24h e todos os nossos agentes estão mobilizados. Os telefones para contato são 3181.2490 ou 199.

ENEM 2010

Justiça decide que Enem não deve exigir CPF

A decisão tem abrangência nacional e é válida para a prova deste ano, que será realizado em novembro

A Justiça Federal do Rio decidiu que o CPF não é obrigatório para a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A decisão tem abrangência nacional e é válida para o Enem 2010, que será realizado em novembro.

O juiz substituto da 6.ª Vara Federal, Bruno Otero Nery, havia decidido nesse sentido na mesma ação civil pública, em 2009. O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova, ainda não foi intimado para recorrer.

As inscrições do Enem vão até a próxima sexta-feira (9). Se a sentença for mantida e não for cumprida, a pena para o Inep é de multa diária de R$ 10 mil.

O argumento da procuradora da República Marcia Morgado é de que parte dos inscritos no exame está na faixa etária entre 15 e 17 anos e não tem obrigação constitucional de ter um CPF. No ano passado, o Inep recorreu da sentença e ganhou. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o CPF é um documento seguro, difícil de ser fraudado, daí sua escolha para ser usado durante a inscrição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

NOSSO MUNDO

Em que mundo queremos viver?

Quando se pensa em juventude, logo se pensa em futuro. Pais, professores, governantes... Todos se preocupam e se dedicam a preparar os jovens para que possam desfrutar de boa saúde, conforto, terem boas perspectivas profissionais, serem eficientes, inovadores e que, assim, possam contribuir com a construção de um país mais próspero, justo e ético.

Não há dúvidas de que estes desejos são autênticos, genuínos e vêm acompanhados da percepção de que os jovens do século 21 podem ter uma vida melhor que seus pais e avós. A ciência e a tecnologia evoluíram tanto que já permitem aos seres humanos executar menos tarefas pesadas, adoecer menos, alimentar-se balanceadamente, viver mais e melhor.

O Lar-Terra

Mas os jovens do novo século podem ter à sua frente um futuro sombrio, ameaçador, no qual os recursos naturais mais importantes para a sobrevivência e para a qualidade de vida da humanidade estejam irremediavelmente comprometidos.

Como viver sem água? Como ter saúde e qualidade de vida em um planeta onde as mudanças climáticas produzem frios extremos alternados com temperaturas altíssimas? Como produzir alimentos suficientes tendo longos períodos de enchentes seguidos de muitos meses de estiagem? Como lidar com as pandemias com a migração dos vetores das doenças?

Como vamos adaptar nossas estruturas físicas, nosso modo de produção, de locomoção, nosso modo de viver às novas condições climáticas, geradas pelo aquecimento global?

A palavra ecologia vem do grego óikos e significa casa, lar. Ecologia é a ciência da administração do Lar-Terra, da Pacha-Mama, grande mãe, como o planeta era designado nas culturas andinas, ou de Gaia, organismo vivo, como era chamado na mitologia grega e também na moderna cosmologia.

Mas hoje, embora muito se fale de meio ambiente, pouco se faz para restabelecer a ligação perdida com a natureza. É cada vez mais evidente a ruptura entre o modelo de desenvolvimento vigente em grande parte do mundo e a capacidade de suporte do planeta. Estamos dilapidando os recursos naturais em uma velocidade e intensidade nunca antes vista.

Está mais do que na hora de mudarmos este cenário. Cada um de nós pode atuar para garantir a qualidade de vida das atuais e das próximas gerações no planeta.

Os jovens, dotados de uma imensa energia vital, podem e devem ser convocados a compreender este contexto e estimulados a exercer ativamente sua cidadania planetária.

Precisam compreender o funcionamento das leis da natureza e, inspirados em seus padrões, transformar os sistemas socioeconômicos, tornando-os sustentáveis.

A ciência já nos permite saber o que fazer; o desenvolvimento tecnológico que a humanidade alcançou já pode oferecer alternativas ambientalmente corretas a muitas de nossas necessidades.

Pais e educadores têm em suas mãos o poder de decidir sobre o futuro do planeta, mudando suas atitudes e práticas, estimulando, inspirando e mobilizando os jovens a se comprometerem com as questões socioambientais. Trata-se, afinal, de garantir o seu futuro.
O que fazer em casa para contribuir com a construção de um planeta sustentável?

• Dar preferência ao transporte público;
• Consumir só o que for necessário, evitando comprar aquilo que não precisa;
• Levar sempre uma sacola de compras, dentro da bolsa ou da mochila, de modo a não usar embalagens plásticas;
• Preferir embalagens que possam ser reutilizadas e/ou recicladas;
• Separar o lixo e encaminhar para reciclagem;
• Nunca jogar no lixo comum pilhas e baterias. Entregá-las em postos de coleta apropriados;
• Recolher o óleo usado na cozinha e entregá-lo a empresas ou catadores que o utilizam para sabão ou biodiesel;
• Montar uma composteira em sua casa, escola, comunidade para produção de adubo orgânico.
• Não queimar o lixo doméstico e não permitir que o façam em sua vizinhança;
• Não comprar e nem utilizar madeira de construção e carvão vegetal sem conhecer sua origem. O desmatamento também é culpa de quem consome a madeira e o carvão ilegais;
• Contribuir com o controle de enchentes e com o clima plantando árvores, arbustos ou até mesmo grama no quintal de sua casa, de seu condomínio, da escola, na calçada, nas margens do córrego ou rio mais próximo;
• Economizar água, coletar a água de chuva e usá-la para lavar quintal, trocar a válvula hidra do vaso sanitário por caixa de descarga, diminuir o tempo do banho, nunca deixar a torneira aberta enquanto se escova os dentes ou faz barba;
• Economizar energia, apagar as luzes do ambiente quando sair, usar lâmpadas fluorescentes, desligar completamente os aparelhos eletrônicos que não estiverem em uso, nunca os deixando em stand by...
• Consumir alimentos orgânicos, de preferência produzidos localmente;
• Dar asas à imaginação e acrescentar muitos outros itens a esta listagem...

MEIO AMBIENTE!!!

O meio ambiente no interior da escola

O primeiro passo para trabalhar bem a educação ambiental é criar na escola um ambiente capaz de envolver todos os professores e também a comunidade. O meio ambiente vai além das dimensões biofísicas, como vegetação, recursos hídricos, fauna, solos, atmosfera... Envolve as configurações dos conhecimentos, das técnicas, das estruturas e das relações sociais.

A educação é um ato político e que, para ser identificada como um ato educativo na perspectiva ambiental, necessita mais de uma mudança qualitativa da escola do que de informações eficientes. Isto será possível com uma maior ênfase nos aspectos éticos e políticos da questão ambiental.

O planejamento do trabalho de desenvolvimento dos profissionais da educação no interior da escola pressupõe uma reflexão e uma discussão coletiva da escola - em particular, suas condições objetivas, considerando dois eixos de análise: a história da própria escola e os reflexos da história e do atual contexto educacional e social brasileiro sobre o cotidiano escolar.

O projeto de escola

A partir de uma análise assim realizada, é possível que, com mais segurança, os profissionais da escola, de comum acordo, estabeleçam as estratégias mais valiosas e viáveis que possam trilhar na busca de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento do processo educativo de que participam.

Pensar o trabalho de desenvolvimento do pessoal da escola é, em primeiro lugar, diagnosticar as condições objetivas de cada escola e situá-la no contexto do movimento educacional e social mais amplo pelo qual passa a sociedade.

Confrontar os determinantes sociais gerais com os locais, procurando equacionar os pontos de estrangulamento, é a melhor forma de se iniciar o trabalho na escola. Todo diagnóstico deve ter como referência um padrão a se alcançar, um parâmetro em função do qual a análise será feita. É aqui que se apresenta como fundamental que os agentes pedagógicos explicitem seu projeto de escola.

O meio ambiente no interior da escola tem por finalidade auxiliar na formação e na qualificação dos alunos e professores, com base nos princípios e na metodologia que envolve a comunidade. Este auxílio na qualificação visa também a promover um maior conhecimento sobre novos processos de preservação e conservação, adequação às formas de regulamentação, bem como criar condições que facilitem a difusão da informação científica.

O processo

Para obter um meio ambiente no interior da escola deve-se:

• Promover uma conscientização de todos os atores da escola;
• Elaborar metas e missões a serem atingidos;
• Conservar o ambiente da escola em constante organização;
• Criar uma cultura ambiental dos professores e alunos em relação à preservação;
• Limpar e retirar tudo que impede a promover a questão ambiental;
• Organizar ações de limpeza e conservação com os alunos todos os dias;
• Plantar árvores, flores e grama nos espaços da escola;
• Orientar os alunos para a reprodução das ações ambientais em suas casas;
• Plantar, com os alunos, árvores e flores, dialogando sobre o cuidado para com cada planta.
• Elaborar textos e trabalhos em sala de aula sobre as atividades realizadas no pátio;
• Reciclar e reutilizar os lixos da escola;
• Criar caixas para guardar o lixo reciclado;
• Trabalhar em sala de aula, a questão ambiental junto com os aspectos sociais, como saúde e qualidade de vida.

O meio ambiente, compreendido como construção contínua, no interior da escola proporciona:

• Um ambiente sadio onde professores e alunos se sentem naturais;
• Um espaço de leitura e de estudo harmônico;
• Árvores bem preservadas ajudam e melhoram o bem-estar do ser humano;
• A descoberta de que a educação ambiental ajuda a compreender como se constrói o pensamento.
Em suma, educação ambiental para o desenvolvimento sustentável é uma vida ampla e longa que sustente com inteligência cada desafio individual, das instituições e das sociedades que visualizem o amanhã com uma diferença que pertença a todos nós, ou não pertença a ninguém.
Questões para Debate

1 - O que já existe em sua escola e o que ainda falta para implantar uma efetiva educação ambiental?
2 - Em que medida a educação ambiental interfere em todo processo educacional da escola?
3 - Qual é a importância do trabalho ambiental da escola para a sociedade e para o futuro?
4 - Que tal organizar um mutirão de educação ambiental na escola onde seria possível envolver alunos, professores e pais em ações de limpeza, plantio de árvores e plantas, organização dos jardins, pinturas de muros, espaços para separação de lixo?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dicas Caseiras Para Doenças.

Colesterol
O poder da alcachofra para aumentar a produção de bílis, o fluido age como um detergente no organismo e ajuda na quebra das gorduras durante a digestão, por isso é um aliado no tratamento do colesterol alto – um tipo de gordura produzida no fígado, transportado pelo sangue em excesso aumenta o risco de ataque cardíaco e até acidente vascular cerebral.
O poder de cura da alcachofra na fabricação da bílis é reconhecido pelo Ministério da Saúde. A berinjela e o feijão são os alimentos declínicos relacionados do chamado mau colesterol (LDL).

O poder da alcachofra para aumentar a produção de bílis, o fluido age como um detergente no organismo e ajuda na quebra das gorduras durante a digestão, por isso é um aliado no tratamento do colesterol alto – um tipo de gordura produzida no fígado, transportado pelo sangue em excesso aumenta o risco de ataque cardíaco e até acidente vascular cerebral.

O poder de cura da alcachofra na fabricação da bílis é reconhecido pelo Ministério da Saúde. A berinjela e o feijão são os alimentos declínicos relacionados do chamado mau colesterol (LDL).

Enxaqueca

Segundo o Dr. Alexandre Feldman, autor de enxaqueca, a pimenta é um aliado na luta contra esse mal. A substância química que dá o sabor ardido, tem propriedades medicinais que fazem bem a saúde.

Alecrim alivia espasmos dolorosos e ajuda a reduzir as dores de cabeça. Seu óleo essencial tem o poder digestivo – o que significa que diminui a ação das enxaquecas a origem que tem digestiva.

Entre outros aliados naturais comumente usados no combate dessa doença crônica que afeta 30 milhões de brasileiros – e muitas vezes afeta o seu desempenho – podemos destacar: a cebola, anis e guaraná.

Estresse

O maracujá, o mulungu (maracujá da família) e tomilho são considerados de apoio à luta contra o estresse. Se usado sozinho, é claro, o poder de cada diminuiu significativamente. Isto é, deve ser combinada com outras medidas – como atividade física e alimentação saudável – para ajudar na prevenção desta doença que causa insônia, ansiedade, nervosismo, perda da libido e muitos outros sintomas que ameaçam a saúde.

Fadiga mental e física
A ação restauradora da planta de guaraná a erva bênção de Deus, faz com que estes dois fiquem em um lugar de destaque entre as outras opções oferecidas pela natureza na prevenção desse mal – os principais sintomas, dor de cabeça memória fraca, dificuldade de concentração -, sonolência e fadiga, mesmo após o sono, entre outros.

Hipertensão arterial
A qualidade de purificação da sete-sangrias torna um grande aliado na luta contra a hipertensão – uma doença que pode causar lesões em diferentes órgãos do corpo, como cérebro, coração, rins e olhos.

O poder de ação diurética e calmante da pêra e a ação calmante da pitanga são também opções na luta contra esta doença terrível.

Insônia
Por serem relaxantes, a erva-cidreira (também conhecida como melissa) e a alface atuam em dois “tipos” de insônia: a situacional, que atinge pessoas que passam por dificuldades ocasionais e o distúrbio do sono provocado por doenças psicofisiológicas como depressão.

Nervosismo
A ação calmante da erva-cidreira faz dela a planta medicinal medicinal mais conhecida que existe. Quem em algum momento da vida não teve de se socorrer dela para não explodir e suportar heroicamente uma situação de risco?

Mas verdade seja dita: a erva-cidreira não está sozinha nesta luta. A maçã e a pata-de-vaca são dotadas também de um importante aspecto relaxante.

Obesidade
O alto poder diurético das folhas do abacateiro faz com que elas sejam reconhecidas como auxiliares na perda de peso.

A centella asiática, por acelerar o fluxo sangüíneo e permitir a liberação de gordura, é considerada uma forte aliada na eliminação de gorduras do corpo.

Tabagismo
Seria maravilhoso se houvesse uma planta capaz de acabar com o vício da nicotina, não é mesmo? Com isso não existe, as plantas medicinais são usadas para atenuar a ação avassaladora que o cigarro provoca nas vias respiratórias.

Vale ressaltar, no entanto, que a ação das flores de bananeira e da erva tanchagem (também conhecida como sete-nervos), muito usadas nas inflamações respiratórias, não tem o poder de restituir plenamente a saúde do pulmão maltratando por quem ainda continua fumando.
Receitas Caseiras

Acne, eczema e seborréia:
Bardana – Coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas fatiadas em uma xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente 1 colher (chá) de mel e 3 gotas de própolis. Deixe ficar morno e aplique no local afetado, em forma de compressas, até duas vezes ao dia.

Anemia, falta de apetite e gastrite:
Losna – Coloque 1 colher (sobremesa) de folhas e flores picadas em 1 colher (chá) de água fervente. Abafe por 15 minutos e coe. Tome uma xícara (chá), duas vezes ao dia, antes das principais refeições.

Ansiedade, dor de cabeça e nervosismo:
Erva Cidreira – Coloque 1 colher (sobremesa) de ramos e folhas bem picados em um xícara (chá) e adicione água fervente. Abafe e espere amornar. Tome uma xícara pela manhã e outra à noite.

Colesterol:
Alcachofra – Coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas em um recipiente com 1 xícara (chá) de folhas picadas em um recipiente com 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara de duas a três vezes ao dia – antes das principais refeições. Atenção: a alcachofra é diurética.

Berinjela – Ferva 1 fatia da casca crua por 5 minutos em 1 xícara (chá) de água. Tire do fogo e abafe por 15 minutos. Coe e tome uma xícara duas vezes ao dia.

Cólicas menstruais:
Artemísia – Coloque uma colher (sopa) de folhas e flores bem picadas em 1 xícara (chá) de água fervente. Cubra, deixe esfriar e coe. Tome uma xícara ao dia, uma semana antes de início previsto da sua menstruação.

Diarréia:
Abacateiro – Ferva por 10 minutos 2 colheres (sopa) de folhas da abacateiro picadas, 2 colheres de folhas de pitangueira picadas e 2 colheres (sopa) de folhas de goiabeira picadas. Coe e espere esfriar um pouco. Tome um copo após cada evacuação.

Digestão e diarréia:
Macela – Coloque 1 colher (chá) da inflorescência em 1 xícara (chá) e despeje água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara, morna, de manhã, em jejum, e outra 30 minutos antes das refeições.

Dores de estômago e barriga, e insônia:
Camomila – Adicione 1 colher (chá) de flores em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara de duas a três vezes ao dia.

Dores de estômago e intestino:
Hortelã – Adicione 1 colher 9sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) e acrescente água fercente. Abafe por 10 minutos e acrescente 1 colher (sobremesa) de suco de limão. Tome uma xícara entre as principais refeições diárias.

Enxaqueca:
Pimenta – Coloque em um pilão 2 colheres (sopa) de pimentas secas picadas e com sementes. Amasse bem e espalhe o conteúdo sobre uma gaze. Aplique na nuca, em forma de cataplasma, ao sentir os sintomas.

Alecrim – Adicione 1 colher (sobremesa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara antes ou após as refeições. Atenção: altas doses deste chá podem provocar irritações gastrointestinais. É também estimulante: podendo alterar o seu sono. Ele não deve ser tomado durante a gravidez nem durante a amamentação.

Estresse:
Tomilho – Banho estimulante: Adicione 3 colheres (sopa) de folhas e flores a 1 litro de água fervente. Desligue o fogo e coe. Acrescente a mistura à água da banheira. Faça um banho de imersão por, no mínimo, 15 minutos. Não deixe a água atingir o nível do coração (peito).

Alecrim – Banho relaxante: Adicione 3 xícaras (chá) de folhas de alecrim e 1 xícara (chá) de flores de camomila em 1 litro de água fervente. Desligue e deixe em maceração por 15 minutos. Coe e acrescente à água do banho. Tome um banho de imersão por não mais do que 15 minutos no dia.’

Fadiga mental e física:
Guaraná – Adicione 1 colher (chá) de pó em um copo de água filtrada. Acrescente 1 colher (sopa) de mel ou um pedaço de rapadura. Misture bem e tome ainda em jejum.

Bênção-de-deus – Coloque 1 colher (chá) de raízes e 1 colher (chá) de folhas, todas cortadas, em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Tome uma xícara de uma a três vezes ao dia.

Gases, ressaca e má-digestão:
Boldo – Coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe por 10 minutos. Tome uma xícara (chá) em jejum e outra 30 minutos antes das refeições diárias.

Gastrite e azia:
Erva-Doce – Adicione 1 colher (sobremesa) de fruto-semente em 1 xícara (chá) e acrescente água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara, três vezes ao dia.

Gripe, resfriado, tosse e bronquite:
Erva-de-Santa-Maria – coloque em uma xícara (chá), 1 colher (sobremesa) de folhas e flores picadas e acrescente água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara, adoçado com mel, de uma a duas vezes ao dia.

Manjericão – Coloque 1 colher (sopa) de folhas e flores, bem picadas, em uma xícara (chá) e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Adicione 1 colher (sobremesa) de mel. Tome uma xícara (chá), de manhã e outra à noite.

Hipertensão arterial:
Sete-sangrias – Coloque 1 colher (chá) de planta fatiada e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara de uma a três vezes ao dia. Atenção: seu uso não é indicado para crianças.

Pêra – Descasque uma fruta, fatie e amasse bem. Adicione 1 copo de água e misture. Tome um copo, três vezes ao dia.

Indigestão, problemas hepáticos:
Carqueja – Coloque 1 colher (sopa) de hastes picadas em uma xícara (chá) de água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara desse chá, ainda morno, três vezes ao dia – a primeira, de manhã, em jejum, e as demais cerca de meia hora antes das principais refeições.

Infecções bucais (afta e sapinho):
Poejo – Coloque 1 colher (sopa) de folhas e flores bem picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Desligue o fogo e abafe por 15 minutos. Coe e adicione 1 colher (chá) de bicarbonato. Faça bochechos três vezes ao dia.

Insônia:
Erva-cidreira – Adicione em uma xícara (chá), 1 colher (sopa) de folhas e ramos frescos ou secos, 1 colher (sobremesa) de camomila e 1 pedaço de casca de laranja ou limão. Acrescente água fervente e abafe por 10 minutos antes de coar. Tome uma xícara à noite, meia hora antes de ir para a cama dormir.

Alface – Coloque uma colher (sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome uma xícara de duas a três vezes ao dia.

Nervosismo:
Erva-cidreira – Coloque 1 colher (sobremesa) de ramos frescos ou secos, picados, em uma xícara (chá) e adicione água fervente. Abafe, espere amornar e coe. Tome 1 xícara pela manhã e outra à noite.

Obesidade:
Abacateiro – Coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas do abacateiro em 1 xícara (chá) de água em fervura. Dessligue o fogo e coe. Tome uma xícara pela manhã e outra à tarde – antes das 17h. Atenção: devido à sua forte ação diurética, não são recomendadas mais do que duas xícaras diárias – este chá pode acarretar acentuada eliminação de urina e provocar queda de pressão.
Centela (Centella asiatica) – Coloque 1 colher (sopa) de folhas secas e picadas de centella em 1 xícara (chá) e adicione água fervente. Abafe, espere amornar e coe. Tome uma xícara, 1 hora antes das principais refeições.

Prisão de ventre:
Cáscara-Sagrada – Coloque 1 colher (café) de pó em um copo de suco de laranja ou de mamão. Misture bem. Tome pela manhã, em jejum.

Dente-de-leão – Acrescente 1 colher (sopa) de raízes picadas em 1 xícara (chá) de água. Deixe em maceração por 1 noite. De manhã, leve o preparado ao fogo até ferver. Desligue e coe. Tome meia xícara antes do café da manhã e outra meia xícara, também meia hora após o café da manhã.

Reumatismo, contusões e dores musculares:
Calêndula – Amasse em um pilão 2 colheres (sopa) de folhas frescas até adquirir uma consistência pastosa. Espalhe em um pano ou gaze bem limpos. Aplique no local afetado e cubra com um pano. Faça essa aplicação duas vezes ao dia – ou aplique antes de dormir e deixe agir a noite toda.

Sinusite e rinite:
Gengibre – Coloque 1 colher (sopa) de rizoma fatiado em um recipiente com 1 litro de água em fervura. Desligue o fogo. Cubra a cabeça com um pano e inale o vapor que se desprende da vasilha. Repita essa operação de manhã e à noite, antes de dormir. Atenção: procure não se expor ao sereno durante o período que estiver em tratamento.

Suor excessivo:
Sálvia – Coloque 1 colher (sobremesa) de folhas e flores. Picadas, em 1 xícara (chá) e com água fervente. Tome 1 xícara duas vezes ao dia.

Suor e mau cheiro nos pés:
Louro – Acrescente 2 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos. Coe e coloque em uma bacia, com mais água morna. Banhe os pés por 15 minutos.

Tabagismo:
Banana – Coloque 6 flores da bananeira em 1 xícara (café) de água. Leve ao fogo por 5 minutos. Coe e acrescente 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Volte ao fogo até dissolver o açúcar. Tome 1 colher (sopa) de duas a três vezes ao dia. Por não conter conservante, o consumo dessa mistura deve ser rápido.

Tanchagem (Plantago major) – Ponha 2 colheres (sopa) de folhas bem picadas em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe 10 minutos, espere ficar morno e coe. Faça gargarejos, de duas a três vezes ao dia.

Tosse:
Guaco – Coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Leve outra vez ao fogo brando, até que o açúcar derreta. Tome uma colher (sopa), de duas a três vezes ao dia – crianças devem tomar a metade da dose.

Úlceras, gastrite crônica:
Espinheira Santa – Coloque 1 colher (sobremesa) de folhas bem picadas em uma xícara (chá) e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos. Espere ficar morno e coe. Tome uma xícara antes das principais refeições do dia.

Varizes, inchaço nas pernas e pés:
Hamamélis – Coloque 1 colher (sobremesa) de folhas picadas em uma xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, abafe, deixe descansar por 10 minutos e coe. Tome uma xícara duas a três vezes ao dia.